Foto: Eder Fortunato/Flickr
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29/06/2016 | Nenhum comentário

A poesia dos barcos em Veneza e a cilada do metrô em Praga

Thais Castanha é consultora de gestão e sempre viajou muito para atender clientes. Nos dois anos em que morou em Valência, na Espanha, o número de viagens se multiplicou, os objetivos é que mudaram. Ela aproveitou a proximidade geográfica para fazer turismo em várias partes da Europa. Até agora, conheceu 18 países e conta o que viveu de mais impressionante.

Na Melhor

Para Thais, não há nada igual a Veneza.  Como viajou muito pelo continente europeu, ela diz que, apesar de achar tudo lindo, chegou num ponto em que também começou a ver tudo muito parecido, menos Veneza, que é uma cidade única.

As ruas são canais, as rodas dos automóveis são os motores dos barcos e melhor do que se achar, é se perder. Quem não quer gôndola, tem táxi aquático ou vaporetto (o “ônibus” veneziano).

Barco da polícia em Veneza Blog Vem Por Aqui

Até a polícia vai de barco em Veneza

Como em toda cidade importante da Itália, há uma praça principal com uma basílica, museus e palácios.

Basílica de San Marco em Veneza Blog Vem Por Aqui

No meio de tantas vielas e com pontes que têm degraus, chegar ao próprio hotel é uma aventura. O Aprendiz de Viajante tem até dicas sobre isso.

Há um perigo de enchentes no outono e no inverno e um risco de enfrentar cheiros desagradáveis no verão, mas nem isso incomodou Thais.

Para mim cheirava pizza e nhoque (risos!), toda ruazinha tinha restaurantes e um cheiro bom.”

Pelo romantismo que também exala de Veneza, ela recomenda que o passeio seja a dois e diz que a atmosfera veneziana é muito favorável ao amor.

Grand Canal - Rialto - Venice Italy Venezia Blog Vem Por Aqui

Quando esteve na cidade, Thais se hospedou no hotel Domus Cavanis.

Quarto do hotel Domus Cavani Blog Vem Por Aqui

Simples, mas com um dos melhores cafés da manhã que a consultora tomou na Europa, o cappuccino era delicioso.

O Domus serve esse café no hotel em frente a ele, o Belle Arti, que também abriga a recepção dos dois.

O Ana No Mundo tem outras dicas de hotéis na cidade. O Flash de Viagem fez algumas observações interessantes sobre Veneza. Já o mestre Ricardo Freire montou uma lista com 10 dicas para quem quer aproveitar ao máximo o passeio e ainda indicou cinco bacaris (botequins) imperdíveis por ali.

Na Pior

Se deixar Veneza foi difícil para Thais, chegar em Praga também não foi fácil. Ela estava em Amsterdam e pegou um trem para a capital da República Checa. Na estação pediu ajuda para achar o hotel que reservou, mas encontrou poucas pessoas que falavam inglês e essas poucas não sabiam indicar nada.

Estação Central de Praga Blog Vem Por Aqui

Estação central de Praga

Já era de noite quando a consultora encontrou o centro de informações da cidade e o funcionário também teve dificuldade para explicar onde estava o hotel. No fim, ela comprou um tíquete de metrô para ir até lá, mas não entendeu direito como o sistema funcionava. Pelo que percebeu mais tarde, havia preços diferentes de acordo com o trajeto. Quando desceu no ponto próximo ao hotel, Thais caiu numa fiscalização.

Você está tensa, acabou de chegar no lugar e sabe que ninguém fala inglês direito. Chegam dois guardas, na boca do metrô, pedem seu tíquete, você mostra achando que está arrasando, e eles dizem que você tem que pagar uma multa. Foi horrível!”

A multa era de € 60. Ela tentou explicar que não tinha a quantia em dinheiro e que não havia entendido as normas, mas os guardas não aliviaram. Esperaram que ela fizesse um saque num caixa eletrônico.

“Pegaram o meu passaporte, eu já estava quase chorando, me senti coagida.”

Thais aproveita para fazer uma alerta a quem vai pegar trens e metrôs na Europa: fique atento às regras e às multas!

Estação de trem lotada Blog Vem Por Aqui

Na Itália ela também passou aperto porque não validou o tíquete do trem antes de entrar (é preciso furar o bilhete depois de comprar porque alguns valem para várias viagens). Quando embarcou, o fiscal pediu para ver o tíquete e constatou a irregularidade, mas foi compreensivo e perdoou a falha.

Meu marido passou um sufoco parecido em Barcelona. Na capital catalã sempre há fiscalizações no metrô para pegarem quem pula catraca.

Metrô de Barcelona Blog Vem Por Aqui

Como a gente costumava comprar cartões com 10 viagens, depois que passou pelo sistema eletrônico e viu que era a última entrada, ele jogou o cartão na lixeira. O fiscal ainda quebrou o galho e deixou que o Mateus revirasse o lixo para não pagar a multa de € 100. A sorte foi que ele encontrou o bilhete, que, apesar de não ter nenhuma identificação do dono, tem a hora exata em que foi usado. Ou seja, se estiver por lá, guarde o seu papelzinho até sair da estação.

Tíquete de metrô de Barcelona Blog Vem Por Aqui

Há vários blogs fazendo relatos e alertas sobre a questão em diferentes cidades. Consulte os links aqui, aqui e aqui.

Aproveite para ver mais uma boa dica da Thais, sobre uma cidade pouco conhecida, mas que vale a visita na Espanha.

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