Foto: Patrícia Barbosa
BeabáÁsia
06/06/2016 | 22 comentários

Dicas para quem quer morar em Dubai

Na semana do Dia dos Namorados, um Beabá romântico. Patrícia Barbosa tem uma daquelas histórias que parece conto de fadas. No último dia de uma viagem à Europa ela conheceu um holandês na famosa Can Paixano, em Barcelona. Eu fui a espectadora privilegiada do início desse romance que acabou mudando, literalmente, a vida da Paty. Hoje ela conta pra gente como é morar na cidade mais glamorosa dos Emirados Árabes.

Em março de 2012, quando resolveu fazer um tour com amigos pela Europa, Paty não esperava muita coisa além de conhecer novas paisagens. A viagem começou e terminaria em Barcelona, onde eu morava há quase seis meses. Ela é amiga do meu cunhado, que também estava na cidade, e a gente já se conhecia por outras pessoas em comum. Como não consegui levar o grupo pra Can Paixano na chegada, deixamos a visita para antes da partida.

Grupo de amigos na Can Paixano Blog Vem Por Aqui

Belos, recatados e do lar.

O lugar sempre pareceu perfeito para mim, porque, apesar de vender apenas espumantes (as cavas que eles mesmos produzem), é como um boteco sem mesas, com gente do mundo inteiro, que, em poucos minutos, está conversando.

Nessa visita não foi diferente. Como a cidade abrigava um congresso de telecomunicações, as roupas de alguns frequentadores é que estavam mais alinhadas. Homens de terno se misturavam à multidão.

Caio Marcondes e Thijs na Can Paixano Blog Vem Por Aqui

Meu cunhado, Caio, e o Thijs, começando uma amizade à base de cava.

Um deles puxou papo com a nossa turma e, em pouco tempo, a Paty e o Thijs estavam conversando. O primeiro beijo poderia ser o último, a lembrança de um dia maluco de despedida. Só que a história não parou por aí.

Paty e Thijs se beijando em Barcelona Blog Vem Por Aqui

Paparazzis flagram o início de um romance intercontinental.

O casal trocou e-mails, conversava frequentemente pela internet e, três meses depois, ele veio ao Brasil. Thijs morava há sete anos em Dubai. Ele e a Paty começaram a se encontrar aqui ou lá a cada dois meses. Quase um ano depois, quando ela já tinha certeza que a relação era séria, resolveu dar o próximo passo.

Eu larguei tudo, deixei tudo pra trás, mas não conseguiria viver se eu não tivesse feito isso. Você está com a pessoa que você gosta, sente uma coisa diferente, vocês querem ficar juntos, não tem como não arriscar. Não vim de impulso, eu pensei muito, mas vim com muita convicção.”

Em janeiro de 2013 Patrícia Barbosa deixou o apartamento em Belo Horizonte, a família em Timóteo, o emprego num escritório de advocacia e foi viver em Dubai. Ela chegou com visto de turista com validade de 30 dias, renováveis por mais 30. Depois que começou a trabalhar, conseguiu o visto de residência.

Vistos não são simples nem para quem quer só passear pelo emirado. Os turistas brasileiros precisam de um sponsor para conseguir um. A companhia aérea ou o hotel podem ser esses ‘patrocinadores’, fazendo a solicitação em seu nome.

Há modalidades diferentes com durações que variam de três a 90 dias. Independentemente do tempo de permanência, o processo costuma demorar sete dias úteis e as exigências são parecidas. O solicitante tem que preencher um formulário e enviar cópias das primeiras páginas do passaporte, que deve ter validade de, no mínimo seis meses. Também é preciso anexar comprovante de renda, do seguro de viagem, foto colorida 3×4 e as cópias da passagem e da reserva de hotel. No site da embaixada dos Emirados Árabes há explicações básicas. O Melhores Destinos tem um post bem didático sobre o assunto. Só é preciso ficar atento porque algumas normas mudaram o ano passado. O Jeitinho du Brasil deu o alerta e explicou as novidades.

Não há muitas informações no site da embaixada sobre vistos de residência ou para estudantes, mas os dois também funcionam no sistema de sponsors. De acordo com Paty, o primeiro só é concedido a pedido das empresas que contratam os trabalhadores. Como Dubai é feita de imigrantes (mais de 70% da população é estrangeira), a prática é comum para os empregadores. Já o segundo precisa ser solicitado pelos centros de estudo onde o aluno se matricular.

Achei alguns dados sobre vistos no agregador de informações para expatriados Easy Expat. Também há informações no site do Governo dos Emirados Árabes, em inglês.

Voltando à vida da Paty, pouco depois de chegar ela se matriculou numa escola britânica.

“A cultura, no início não foi a maior dificuldade para mim, foi a questão da língua. Meu inglês não estava bom, eu até conseguia me comunicar, mas, depois que eu comecei a estudar, ficou bem mais tranquilo.”

Ela conta que, apesar do árabe ser a língua oficial, o idioma de Shakespeare é que domina as ruas e os negócios.

A advogada gostou tanto do Eton Institute que, depois de um ano de intensivo, ainda cursou inglês jurídico e está aprendendo árabe. As cinco aulas por semana, com direito a material didático, custam cerca de R$ 1.500 por nível.

Ela não nega que viveu um choque de realidade num primeiro momento.

Dubai é um lugar completamente diferente de tudo o que eu já vi. A primeira coisa que me chamou atenção foi ver as pessoas com as roupas típicas. Esse impacto de ver as mulheres andando na rua de burca preta, os homens com as vestes brancas.”

Só que o estranhamento não veio apenas do fato de estar num país muçulmano. É que a cidade é muito rica, o calor é muito forte, os prédios são muito grandes, tudo é superlativo!

Barco na marina de Dubai Blog Vem Por Aqui

“A sensação térmica aqui é muito louca, porque é muito úmido, a umidade chega a 90 por cento, é literalmente uma sauna.”

Os costumes e a rotina

Até pelo clima, a maioria dos habitantes se veste de maneira ocidental e com roupas que seriam comuns nas ruas brasileiras, mas existe um código de vestuário. Alguns locais públicos pedem para as mulheres evitarem roupas consideradas indecentes, com ombros descobertos, por exemplo.

Kite beach - praia de Dubai Blog Vem Por Aqui

Kite beach, uma das praias de Dubai.

Paty sempre carrega um cardigan ou uma blusa de manga na bolsa para colocar em áreas como shoppings e diz que já seria necessário só pelo ar condicionado muito forte. Nas ruas há mulheres com saias curtas e shorts, nas praias é quase regra encontrar banhistas de biquíni, mas ela prefere usar calças e saias mais longas em lugares onde há muitas famílias muçulmanas, além de ter aumentado o tamanho das roupas de banho.

Não é uma questão só de ser ou não ser permitido, eu acho que é uma questão de respeito à cultura deles. Apesar de ser um lugar mais tranquilo, comparado ao mundo árabe em geral, a gente não pode esquecer que está em um país muçulmano.”

Beijos em público são proibidos. Os não-muçulmanos têm autorização para consumir álcool, mas só nas áreas com permissão para a comercialização, geralmente áreas fechadas de bares e hotéis internacionais. Não há venda de bebidas nos supermercados. Quem quiser comprar um vinho ou uma cerveja para ter em casa tem que solicitar uma licença especial.

As mulheres têm opção de permanecerem segregadas em pontos como metrô, táxi e academias. No aeroporto há táxis cor de rosa (dirigidos por mulheres) em que homem só entra se estiver acompanhado de uma mulher.

Ela reforça, no entanto, que a segregação é uma opção daquelas que seguem versões mais tradicionais da religião, todas as outras podem escolher o que quiser e, em geral, não há perigos para as que andam sozinhas. Tanto que Thijs passa meses trabalhando fora de Dubai e Paty faz de tudo pela cidade. Ela afirma ainda que o país é muito seguro.

“Eu vou à praia, entro no mar, deixo meu telefone, minhas coisas e ninguém encosta.”

Paty voltando de um dia de praia Blog Vem Por Aqui

Paty voltando da praia.

Para ela, nos pequenos detalhes é que se percebe que o país tem suas particularidades e restrições, mas não é nada que atrapalhe a rotina. Todos os prédios públicos costumam ter uma sala de oração e os muçulmanos respeitam muito o período do Ramadã. Durante os 30 dias (geralmente de junho a julho) a cidade fica deserta. Os seguidores da religião oram e fazem jejum do amanhecer até o anoitecer. Ninguém pode tomar nada (nem água) ou comer em público. Os restaurantes só abrem depois das 19h, e as noites são sempre uma celebração.

Estação de metrô de Dubai Blog Vem Por Aqui

Parece uma boate, mas é só uma estação de metrô de Dubai.

O sistema de transporte é muito eficiente. O metrô funciona bem e é barato, mas ter carro acaba sendo essencial em função das longas distâncias entre os pontos da cidade. O táxi também é muito barato. Exceções honrosas num lugar de custo de vida bem alto…  A moradia é a parte mais cara. Os aluguéis são pagos, normalmente, de uma a duas vezes por ano. Um apartamento de um quarto num dos bairros mais populares, a Marina, custa cerca de R$ 8.000 por mês.

Em relação à comida, Paty diz que não sentiu muita dificuldade. Como Dubai tem todo tipo de imigrante, também abriga todas as culinárias. Na JBR Walk, calçada do conjunto de prédios mais famoso da Marina, há vários restaurantes internacionais, inclusive uma churrascaria brasileira, a Fogueira.

Frituras numa barraquinha de um dos mercados de Dubai Blog Vem Por Aqui

Frituras numa barraquinha de um dos mercados de Dubai.

No supermercado dá para encontrar de tudo. Ela costuma brincar com a mãe dizendo que sempre pode fazer angu com quiabo. Isso sem falar na comunidade de compatriotas que vende produtos típicos. Dá pra encomendar coxinha, pão de queijo…

Paty encontrou até semelhanças entre a comida do Oriente Médio e a brasileira. Ela afirma que os iranianos, por exemplo, comem muito frango e arroz.

Apesar de ter seguro saúde (uma exigência para o visto), a advogada já recorreu à rede pública numa emergência. Ela foi a um hospital iraniano com dor no estômago. Fez exames, recebeu medicamentos, foi muito bem atendida e saiu sem pagar nada.

O primeiro trabalho que Paty encontrou na cidade foi como corretora de imóveis, depois resolveu se dedicar a uma paixão antiga, a moda. Hoje é dona da By My Hands, uma marca de roupas que, além de fazer peças lindas que são vendidas no Brasil, tem consciência social e escolhe a dedo parceiros e fornecedores.

Paty segurando cartaz da campanha do Fashion Revolution Blog Vem Por Aqui

Paty engajada na campanha do Fashion Revolution

Os tecidos são comprados nos mercados da cidade ou nas visitas à Indonésia, onde ela tem uma equipe de costura e já passou meses criando coleções.

Paty nos mercados de Dubai Blog Vem Por Aqui

Pelos mercados de Dubai com camiseta By My Hands

Entre os amigos que fez na escola de inglês e no trabalho, todos são estrangeiros. Num dia desses, saiu com um grupo de 15 e cada um tinha uma nacionalidade diferente.

O fato de ser brasileira atrai a simpatia dos locais.

“O árabe tem muita curiosidade pelo Brasil, eles gostam muito da gente por causa do futebol.”

Além da saudade da família, ela também gostaria de ter perto coisas simples, que antes nem eram notadas no cotidiano.

Eu sinto muita falta de chuva, de frio, de árvore, de ver cachorro na rua... Como é muito quente, as pessoas evitam sair com animais.”

Agora um conselho meu para as cinderelas de plantão, antes de largar tudo e ir atrás do amor num país estrangeiro, faça como a Paty, pesquise sobre leis e estilo de vida, procure saber se você se adapta, faça visitas e tente descobrir quais são seus direitos vivendo por lá. No mundo árabe essa atenção é ainda mais necessária, já que os cidadãos, mesmo de outras nacionalidades, costumam estar submetidos a regras que se misturam com a religião.

Alguns blogs têm relatos interessantes sobre a vida em Dubai. Vale consultar o Dubai on Air, o Conexão Dubai e o Jeitinho du Brasil para ter outras visões sobre o dia a dia por lá.

Amanhã a Paty vai estar no Balaio dando dicas turísticas de Dubai, não perca!

Na prática – Como viver em Dubai

Visto:

O sistema dos Emirados Árabes Unidos, país ao qual pertence Dubai, funciona com ‘sponsors’, patrocinadores que são responsáveis pelo pedido de visto tanto para turistas quanto para residentes.

Em relação ao visto de turista:

  • Os sponsors podem ser companhias aéreas (Emirates ou Etihad), hotéis (nem todos fazem o serviço, é necessário checar antes) ou agências de turismo (várias empresas de lá se propõe a pedir o visto desde que o interessado compre um tour).
  • Há seis tipos diferentes de visto para turismo, com durações de 14 a 90 dias. Os valores variam de sponsor para sponsor e também de acordo com a modalidade escolhida, ficando entre US$ 50 a US$ 600.
  • É preciso consultar a lista de documentos exigidos com cada sponsor, mas, em geral, são necessários:
    • Formulário de solicitação preenchido
    • Cópia das primeiras páginas do passaporte, que deve ter, no mínimo, seis meses de validade
    • Foto colorida 3×4
    • Cópia do seguro saúde, da passagem e da reserva de hotel
    • Comprovante de renda
    • Alguns fazem ainda um bloqueio no valor de R$ 5.000 no seu cartão de crédito, que funciona como uma garantia. O valor é estornado na volta.
  • No caso dos vistos de residência ou de estudante, o pedido fica a cargo da empresa que contrata o funcionário ou da escola onde o aluno pretende estudar.

A Embaixada dos Emirados Árabes Unidos em Brasília mantém um telefone e um e-mail disponíveis para dúvidas. Escreva para consulado@uae.org.br ou ligue para (61) 3248-0717 (escolha a extensão 2).

No site do governo do país também há informações importantes sobre a vida por lá e os tipos de visto.

Custos:

  • Passagem de avião – Belo Horizonte – Dubai (ida e volta) – média de R$ 4.000, mas há voos por cerca de 2.800 saindo de São Paulo.
  • Curso de inglês – Como a língua é a mais falada em toda a cidade, se o seu inglês não estiver bom, trate de se matricular num intensivo
    • Eton Institute: aulas cinco vezes por semana, com material didático incluído – cerca de R$ 1.500 por nível.

Para conhecer as marcas da Paty acesse o blog, o Facebook ou as contas de Instagram da ByMyHands, ByMyHandsKids ou NadiaSchawb&ByMyHands.

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Comentários

    1. Érika Gimenes disse:

      Que bom, Ana Paula 🙂 e hoje tem mais

  1. Paty Barbosa disse:

    Adorei, querida, Erika! Vc arrasa!

  2. Viviane Alves disse:

    Ola… Parabens pelo Blog.
    Recebi uma proposta de emprego recentemente em Dubai e estou me preparando para minha ida . Tenho uma duvidas , como funciona a compra de remedios ai ? Tomo 2 remedios de uso continuo , um para hipertensao e outro para colesterol alto, sabe se consigo comprar esses remedios com facilidade ? Tem farmacias como aqui no Brasil ?
    Ja sei que preciso de uma receita medica para passar com os remedios na imigração !
    Se poder me ajudar com essas informação .
    Obrigada e sucesso !
    Viviane Alves

    1. Érika Gimenes disse:

      Oi Viviane! Estou buscando a sua resposta com a Paty, que mora lá em Dubai, assim que ela me responder, posto aqui. Obrigada por participar.

    2. Érika Gimenes disse:

      Desculpe a demora, Viviane. Como eu te disse, a Paty estava no Brasil.
      Segundo ela, há farmácias normais, mas alguns remedios são mesmo difíceis de comprar, só com receita de médico local. Ela não sabe exatamente sobre os que você perguntou, mas recomenda que você traga uma quantidade razoável até que você consiga consultar um médico de lá.

    3. Daniela disse:

      Olá Viviane, vc trabalha com o q em Dubai? Esta gostando? Trabalho c gestão de projetos, enviando CVs em busca de oportunidades e desafios. Abç.

  3. Henrique Sousa disse:

    Boa tarde Érica Gimenes, tenho desejo de trabalha em Dubai, poderia me ajudar com dicas, minha área é Gastronômica Obrigado!!

    1. Érika Gimenes disse:

      Oi Henrique! Desculpe a demora. O primeiro passo é ter inglês fluente, ou árabe (que é mais complicado e até menos usado em Dubai que o inglês). Outro ponto é ter em mente que Dubai é uma cidade muito cara, um aluguel de um apartamento simples, de dois quartos, num bom bairro pode passar de R$ 10.000, além de uma cultura bem diferente da nossa. Não é um lugar para ‘tentar a sorte’. Você até consegue se virar um tempo sem visto de trabalho, só com o de turista, mas, para conseguir trabalhar em algum lugar legal tem que ter o visto e esse visto geralmente está vinculado ao seu empregador, ele é o seu ‘sponsor’ para que o governo dê o visto, o que torna um pouco difícil mudar de emprego. Acho que você pode se informar melhor sobre a sua área especificamente numa das comunidades de brasileiros que moram lá. Estou passando alguns links abaixo que podem te ajudar:
      http://www.agenciaempregobrasil.com.br/2009/07/08/trabalho-em-dubai-vantagens-e-desvantagens-visto-vagas-de-emprego-etc/
      http://www.expat.com/pt/nacionalidades/brasileiro/em/medio-oriente/emirados-arabes-unidos/dubai/
      https://www.facebook.com/BraziliansInDubai/?fref=ts
      https://www.youtube.com/watch?v=wKX6Q95Qzq8
      http://www.anba.com.br/noticia_especiais.kmf?cod=10519774

  4. Eliezer disse:

    Como faço pra morar e trabalhar aí?

    1. Érika Gimenes disse:

      Oi Eliezer,
      As informações que temos estão no texto, inclusive com alguns links que têm mais dados que você pode consultar. Abaixo, na resposta que eu dei pro Henrique, tem outros links interessantes.

  5. Paty disse:

    Adorei. Por favor entre em contato por e-mail comigo. Obrigado

  6. Alessandra Araujo disse:

    Qual o seu e-mail. Gostaria de lhe fazer umas perguntas em particular. Se quiser passar é claro

    1. Érika Gimenes disse:

      Oi Alessandra! Pode escrever para contato@vemporaqui.com.br.

  7. Meriane disse:

    Oi Érika!
    Estou turistando em Dubai pela segunda vez, primeiro em 2014 e agora estou por aqui novamente com a família.
    Sempre conversamos com os taxistas sobre a vida deles, sobre Dubai enfim, pela segunda vez dito por taxistas diferentes é que todos os imóveis, terrenos etc pertencem ao Sheik e que um residente “não árabe” pode comprar o imóvel mas este só o pertencerá por 99 anos, não sendo herdado pelos seus descendentes.
    Eles também contam que os árabes nativos não trabalham, que os trabalhadores são os estrangeiros.
    Você confirma essas informações?
    Só curiosidade de uma turista mesmo!
    Grata!!

    1. Érika Gimenes disse:

      Oi Meriane,
      Não achei nada a esse respeito nas pesquisas que fiz, pelo contrário, as facilidades para que os estrangeiros comprem imóveis por lá só aumentaram e, em alguns casos, os direitos de herança podem ser os mesmos do país de origem. Esse artigo pode te ajudar:https://www.m.switzerland-family-office.com/pt/servicos-do-family-office/relocacao/relocacao-para-dubai.html
      Em relação aos trabalhadores, o que acontece é que a maior parte da população de Dubai é estrangeira, por isso você vai ver mesmo uma maioria de imigrantes trabalhando, mas isso não significa que os locais não trabalhem.

  8. jose carlos disse:

    boa tarde Paty
    trabalho como corretor de açucar, etanol, e alguns ativos financeiros, como ouro, dinares, petchillis, etc.)
    gostaria de contatar alguns compradores reais, para que possamos estreitar nos laçoes comerciais
    voce acha que consigo esses contatos?
    aguardo seu retorno

    abs

    cesar

  9. Lidiane Corrêa disse:

    Boa tarde Erika, estou conversando com um homem de Abu Dhabi , mais ele só fala árabe e aqui não tem curso nessa língua. Você sabe me informar onde posso aprender?

    1. Érika Gimenes disse:

      Oi Lidiane, não tenho nenhuma indicação específica, mas esse link aqui pode te ajudar:http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2013/09/13/1049390/aprenda-arabe-online-com-mais-8-cursos-gratis.html

  10. Tales disse:

    Olá. Sabe como está o mercado de tecnologia por lá? Estou participando de um processo seletivo e confesso que estou um pouco “cabreiro”. Sabe dizer se esse mercado específico vive um bom momento?

  11. Eric Felipe disse:

    Só sei jogar bola,consigo ir pra Dubai e ganhar pra jogar futebol e viver disso?

  12. Neuza disse:

    Olá gostaria de oportunidade de trabalho, morei no Japão 5 anos, voltei para o Brasil, e não conseguir nenhuma aportunidade fico pesquisando para ver se tem alguma empreiteira que possa pagar a minha passagem. para trabalhar em Dubai. Sou esforçada e estou disposta a apreender…quero trabalhar com vendas, cuidar de cachorros, fábricas…tenho muita força de vontade e fé em Deus! Por gentileza se possível alguealguém enviar uma Luz ficarei muito grata!

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