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08/02/2017 | Nenhum comentário

O cordeiro de Sepúlveda e outras delícias

Desde o começo da semana Marco Pomarico vem enchendo nossos olhos com imagens lindas que captou em 10 anos morando na Europa e uma temporada de um ano pela Ásia. Mas se você precisa de outra coisa, além de paisagens, para se sentir satisfeito, aproveite as dicas do Marco para comer bem pelo mundo.

Duas cidades que estão a menos de 1h30 de Madri competem para ver qual tem o melhor assado. Para quem vai fazer um bate e volta da capital espanhola, é bom preparar o estômago e encarar os dois desafios.

Como Segóvia está mais perto, convém almoçar lá. A cidade é popular pelo leitãozinho feito no forno à lenha, o famoso cochinillo. O porquinho, que cozinha num recipiente de barro com água no fundo, deve ter cerca três semanas e pesar entre quatro e seis quilos.

Leitão numa travessa de barro dentro do forno à lenha Blog Vem Por Aqui

Quem popularizou a iguaria foi o chef Cándido Lopez, que comandava a Mesón de Cándido no começo do século XX.

Chef Cándido finalizando um leitão que está ao lado de outros três com uma mulher observando atrás Blog Vem Por Aqui

Hoje, o filho do chef, Alberto, segue à frente da casa e mantém a tradição familiar, mas há vários estabelecimentos na cidade que servem a iguaria, como você pode ver nessa lista. O cochinillo do Mesón de Cándido custa € 25.

Pedaço do cochinillo cortado no prato Blog Vem Por Aqui

Para conhecer outras atrações da cidade, veja o post do Esto És Madrid.

Pois bem, Marco achou que estava no céu com o leitãozinho, comentou com a recepcionista do hotel que o prato era delicioso e ouviu: ‘Isso é porque você não conhece o cordeiro de Sepúlveda.’

Claro que ele partiu para lá…

A cidadezinha é linda! Um charme, antiguinha... E tem esse cordeiro que é, realmente, uma coisa absurda. Ainda mais quando você vai sem esperar. Depois que eu fui saber que ele é famoso na Espanha inteira.”

O lechazo (cordeiro) também é feito no forno à lenha. A peça é partida em quartos e colocada no mesmo tipo de travessa de barro em que é assado o leitão. Como tempero, apenas sal e manteiga.

Duas peças de cordeiro dentro das travessas de barro em frente ao forno à lenha Blog Vem Por Aqui

Marco provou no El Figón de Ismael, um dos restaurantes mais tradicionais da cidade, onde ¼ de cordeiro custa € 32. Aqui você confere outras opções.

Bite Me Mad também esteve em Sepúlveda e conta o que vale a pena ver por lá.

Seguindo na linha carnívora, que tal uma ave na China?

Pato laquado no espeto blog Vem Por Aqui

O pato à Pequim ou pato laqueado é a iguaria mais popular do país asiático. O preparo é tão metódico que fica até difícil descrever. O mais importante é saber que o pato sai do forno crocante, com uma pele dourada por pinceladas grossas de um preparo com mel.

Pato servido no Da Dong com os acompanhamentos em volta Blog Vem Por Aqui

Dessa vez, Marco optou por uma linha menos tradicional e experimentou o pato no Da Dong, conhecido por trazer técnicas contemporâneas para a culinária ancestral chinesa.

É uma das coisas mais surpreendentes que eu já comi na minha vida!”

Como o site deles é em mandarim, não vai te dizer muita coisa, mas o Cantina dos Sabores descreveu a visita ao restaurante e os jornais espanhóis ABC e El País fizeram matérias sobre a culinária inovadora do chef que dá nome ao lugar.

Poucos fazem essa mistura de tradição com modernidade como um chef italiano que Marco conheceu por acaso.

Em 2003, ele e a ex-mulher, que era repórter da editora Abril, estavam em Modena para fazer uma matéria sobre um restaurante que tinha três estrelas Michelin. Deram o azar de ver o alvo da notícia fechado e a sorte de ir parar no Osteria Francescana. Raquel Verano contou toda história aqui.

Mosaico com três fotos do Osteria Francescana Blog Vem Por Aqui

O Osteria, do chef de Massimo Bottura, tinha apenas uma estrela na época. Não demorou a conquistar as duas que faltavam e está em primeiro lugar na lista dos melhores do mundo.

Massimo Bottura apontando e rindo Blog Vem Por Aqui

É claro que a fama tornou um pouco mais difícil conhecer o restaurante. A lista de espera é longa. Um mês antes de ir para a Toscana, em 2015, me aventurei a colocar o meu nome na espera, mas não tive o privilégio de conseguir uma mesa…

O menu completo custa € 220 e os pratos individuais ficam em torno de € 80. Depois que vi o Massimo no ótimo Chef´s Table, me conveci de que o Osteria vale o sacrifício e os muitos meses a pão e água.

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