Foto: Érika Gimenes
BalaioEuropa
22/03/2018 | Nenhum comentário

Diversidade e amizades internacionais em intercâmbios

Quem viaja pela primeira vez para estudar no exterior pode até estar buscando conhecimento técnico e acadêmico, mas também tem que aproveitar a experiência para ampliar horizontes convivendo com a diversidade.

Não é à toa que tantas empresas valorizam genericamente a tal ‘experiência internacional’ na hora da contratação, sem levar tanto em conta o curso que foi feito e mantendo o foco na flexibilidade que se espera que o candidato tenha adquirido.

Da primeira vez que passei por isso, em Barcelona, não pensava que encontraria tantos estrangeiros na classe. Na turma do meu máster em Comunicação Empresarial, numa das principais universidades da cidade, metade dos alunos era de outro país.

Érika e a turma dela do máster em volta de uma mesa cheia de comidas de cada país Blog Vem Por Aqui

Até pela proximidade geográfica e a integração proporcionada pela União Europeia, é normal que os europeus façam parte da faculdade ou cursos de idioma fora de casa.

Nas escolas de inglês espalhadas pelos países que adotam essa língua a mistura é natural.

O site oficial de turismo de Brigthon (cidade onde estou fazendo um intensivo, na Inglaterra) registra 23 escolas por aqui e deve haver mais uma meia dúzia que não foi registrada. Quanto mais reconhecida e cuidadosa é a institução, maior a mescla. O ELC, onde faço meu curso, por exemplo, é uma das mais recomendadas do país.

Prédio do ELC com placa na frente com o nome da escola Blog Vem Por Aqui

Toda segunda-feira chegam alunos de todas as partes do mundo. Na minha primeira turma tínhamos quatro tchecos, duas espanholas e um suíço.

Colegas de sala de Érika em pé, em frente ao quadro, com a professora e uma das colegas abaixadas à frente, sorrindo.

Na segunda semana, o grupo de tchecos partiu e apareceram duas suíças, uma coreana, dois alemães e um kuwaitiano.

Quem se fecha para as atividades sociais e vai apenas da sala para casa perde a chance não só de praticar inglês em situações casuais, mas de conhecer gente diferente e outras culturas.

Como as pessoas que iniciam o curso na mesma semana costumam se aproximar durante o dia de integração, logo fiz amizade com uma espanhola e duas turcas.

Quarteto numa selfie tirada por Maria em frente à praia, em Brighton Blog Vem Por Aqui

A espanhola Maria, as turcas Melike e Dilay e a brasileira Moana

Foi durante esse processo que vi a única brasileira da escola até agora. Moana veio de Sergipe para encontrar a mãe, que mora na Europa, e aproveitou para estudar inglês por uma semana. Como estava em outra turma, nos encontrávamos esporadicamente.

Em alguns programas, nosso grupo incluía gente de Myanmar, Omã, da Colômbia, Japão, França, Itália, Emirados Árabes Unidos…

Amigos e Érika sorrindo para uma selfie num pub Blog Vem Por Aqui

Alguns nunca tinham pisado num pub ou numa boate, outros vêm de países que, até poucos anos, eram completamente fechados para o mundo exterior. Tem gente de todas as religiões, das mais progressistas às ultraconservadoras.

Grupo de pessoas dançados em boate

A questão é que, no ambiente da sala de aula, e fora das zonas de conforto, todo mundo tende a se integrar e descobrir coisas novas sobre outras partes do mundo, da casa que o governo dá para quem casa no Kuwait ao fato de que para os europeus só existem duas Américas (Norte e Sul).

Érika e amigos sentados numa mesa de bar com telefones e cervejas sobre a mesa Blog Vem Por Aqui

Nos trabalhos em conjunto, ou conversando à toa, numa noitada, vamos ampliando os horizontes e entendendo que existem jeitos muito diferentes (e nem por isso mais certos ou errados) de fazer as mesmas coisas.

Amigas de Érika numa cafeteria Blog Vem Por Aqui

Como por aqui cada um tem um prazo de permanência e um objetivo diferente, nem todos vão manter contato. Mas, do meu tempo na Espanha, por exemplo, fiz quatro grandes amigas e tenho certeza que umas outras cinco pessoas me receberiam com carinho em suas casas.

Também espero ansiosa pelas minhas visitas no Brasil, afinal, essa abertura de horizontes e possibilidades é um dos maiores legados dos intercâmbios.

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