Foto: Amstel House
Na minhaEuropa
23/06/2017 | 2 comentários

Dormir e comer em Berlim

Combinamos a viagem para a Alemanha com um casal de amigos que já havia estado em Berlim. Eles tinham ótimas recordações do lugar onde se hospedaram e, como queriam repetir a dose, conhecemos o Amstel House.

Balcão da recepção com a palavra escrita em inglês, computador em cima e, atrás prateleiras com vários objetos Blog Vem Por Aqui

Encontramos um hostel típico, com jovens espalhados pela recepção com seus computadores, um bar simpático e uma infinidade de quartos coletivos e individuais, com e sem banheiro.

Bar do hostel com mesas e cadeiras de madeira escura e parede ao fundo pintada de vermelha Blog Vem Por Aqui

O nosso, que tinha diária de € 30, era pequeno, com duas camas de solteiro separadas, mas limpo e oferecia o necessário.

Mesinha lateral em frente às camas separadas por uma mesa de cabeceira Blog Vem Por Aqui

O hostel não coloca toalhas nos quartos, mas você pode alugar uma por € 1. A internet é liberada e o café da manhã, cobrado à parte, custa € 5,50.

Camas do quarto com banheiro e espelho na frente Blog Vem Por Aqui

Não há muito o que ver na região onde ele está, mas um dos ônibus que vai para o aeroporto de Tegel passa na avenida principal, a Turmstrasse, e o metrô fica pertinho.

Não sei se o Chris ainda está por lá, mas se estiver, e você der a sorte de encontrá-lo no bar ou na recepção, pode conversar em português com um funcionário do Amstel. Esse alemão, que já morou no Brasil, é muito simpático e adora dar dicas sobre a cidade.

Outro ponto a favor é que há bares, restaurantes, mercadinhos e uma padaria maravilhosa nessa mesma avenida.

O pão nosso de cada dia

Berlim é o lugar ideal para quem, como eu, ama padaria. Em qualquer estação de metrô há um misto de padaria/lanchonete com sanduíches e croissants maravilhosos, doces deliciosos e otras cositas más…

Tomar café da manhã na Back-Factory era sempre um bom presságio sobre o dia que estava começando.

Letreiro da padaria em vermelho com toldo vermelho abaixo e nome escrito novamente, mas em branco Blog Vem Por Aqui

A rede tem 14 lojas na capital e outras tantas espalhadas por várias cidades alemãs.

Loja da padaria com mesas de bancos de madeira à frente com toldos vermelhos Blog Vem Por Aqui

O sistema de atendimento é self-service. Você pega uma bandeja coberta com papel vegetal e escolhe entre as opções disponíveis. Se quiser tomar algo também serve sua própria bebida direto da máquina de café e chocolate ou pega na geladeira.

Mão segurando pegador e pegando sanduíche numa vitrine com várias unidades Blog Vem Por Aqui

Com tantos sanduíches sofisticados, a padaria também é alternativa para o almoço.

Dependendo do horário, você encontra pretzels quentinhos e todo o tipo de pão que imaginar. Não deixe de provar os mini-donuts e o suco de cereja que vem num saquinho prateado e vive em promoção no centro da loja.

O restaurante de Napoleão

Como já contei antes, não sou grande fã da culinária alemã. Os pratos têm muita batata, muita carne gorda…Tirando as salsichas, o resto não é minha praia. Ainda assim, fomos para Berlim com uma missão: encontrar o melhor joelho de porco da cidade.

Meu marido é louco pelo prato e tinha a indicação de um restaurante meio escondido, famoso por ter sido frequentado por Napoleão e ser o mais antigo da capital.

Chegamos ao Letzten Instanz no meio da tarde. Encontramos muitas mesas vazias no salão e uma garçonete que garantiu que só tinha lugar no jardim.

Fachada do restaurante com portas e janelas de madeira pintadas de verde e letreiro com o nome Blog Vem Por Aqui

Sentamos perto de árvores bucólicas e aproveitamos para tomar uma cerveja enquanto esperávamos.

Parte externa do restaurante com plantas e árvores, uma cerca de metal, mesas, cadeiras e uma placa de sinalização na frente Blog Vem Por Aqui

Corri do porco. Fiquei com um ensopado de peixe que não deixou boas lembranças, mas quem experimentou a estrela da casa não se arrependeu. Parece que o joelho é mesmo diferenciado.

Prato com joelho de porco, bolinhas de batata amassada e faca cravada no meio, na frente uma caneca de cerveja Blog Vem Por Aqui

Além da comida e do ambiente agradável (ficar do lado de fora acabou sendo uma boa), o Letzten tem preços justos. Diante da fama, pagar entre € 12 e € 18 por um prato é até barato.

Minha preferida

Essa pergunta ficou ecoando na minha cabeça quando comi o prato mais popular da Alemanha pela primeira vez. Uma invenção tão simples e tão boa! Como eu não pensei nisso antes???

Fui pesquisar e já sei que foi uma alemã chamada Herta Heuwer quem teve a ideia brilhante de usar o pozinho que ganhou de uns soldados, depois da Segunda Gurra Mundial, no molho da salsicha.   Well done, dona Herta!

Em cada esquina há uma barraquinha de wurst (salsicha). Cortadas em rodelas e feitas na chapa elas são servidas com molho de tomate ou ketchup. De acompanhamento, um pãozinho ou batatas fritas. Há vários tipos de salsichas e maneiras de fazer e servir, mas são as com um toque de curry, as currywurst, que ganharam meu coração.

Placa escrita Wurst em cima de uma barraquinha de rua Blog Vem Por Aqui

A porção é barata, custa entre € 2 e € 4. Muita gente come como lanche ou café da manhã.

A melhor que provamos está pertinho da Potsdamer Platz e da Topografia do Terror. Nessa esquina que, na época, era ultrassinalizada por esse balão.

Mulheres passando de costas na rua e, do outro lado, um balão azul enorme escrito Welt Blog Vem Por Aqui

Escrevendo esse post descobri um motivo extra para voltar à capital alemã. Há um Museu da Currywurst na cidade!!! Aliás, como os alemães gostam de transformar tudo em museu…

Fachada do museu com letreiro e homem vestido de salsicha na frente Blog Vem Por Aqui

Há uma filial do Madame Tussauds, um sobre os Kennedy, sobre moedas e por aí vai. Mas é esse, dedicado ao lanche dos sonhos, que não dá pra perder.

Cerveja na bolsa

O Berliner Republik está às margens do Spree e tem mesinhas na beira do rio.

Mesinhas do bar com grande guarda-sol com o nome do estabelecimento na margem do rio com prédios ao fundo Blog Vem Por Aqui

Dessa vez, deixamos a vista de lado para ter outra experiência.

Fachada do bar com letreiro com o nome em cima dos arcos das portas de entrada com carros parados na porta Blog Vem Por Aqui

É que a brincadeira que atrai turistas só acontece na parte interna da casa. Fomos pra lá para ver como funciona a bolsa de valores da cerveja. Hoje, há bares parecidos no Brasil, mas, quando estive em Berlim, ainda não conhecia o sistema.

A contagem regressiva para o início da cotação começa pouco antes das 18h.

Relógio digital aparecendo numa TV no alto do bar marcando 9 segundos Blog Vem Por Aqui

A partir daí, o preço das cervejas muda a cada seis minutos de acordo com a procura.

TV com cotação das cervejas, simulando a bolsa de valores Blog Vem Por Aqui

Quem quiser variar, provar novidades ou economizar tem que ficar de olho nas telas e no cardápio.

Uma matemática divertida, que não precisa afligir quem não está a fim de brincar. Se você prefere a segurança do preço fixo é só ficar fora do esquema.

No meio das escolhas etílicas também há boas opções de comida típica berlinense. Provamos uma das flammkuchen, espécie de pizza de massa folhada, que estava bem gostosa.

Prato tipo pizza em cima de uma tábua de madeira com um garfo e uma faca na ponta da tábua Blog Vem Por Aqui

O bar encheu rápido no começo da noite. Para sentar sem muita disputa, chegue cedo. Se o calor estiver de matar é melhor ficar do lado de fora, longe da bolsa de valores. Assim como vários lugares em Berlim, esse também não tem ar condicionado.

Descolados

No Kreuzberg cada portinha pode esconder um lugar onde dá pra tomar cerveja, ouvir boa música e dançar.

Cheguei por lá procurando uma dica da Adriana Setti. Desisti do Visionaere e entramos no primeiro barzinho que vimos na rua principal, onde desemboca a Oberbaumbrucke. Um jeito de quintal de casa atraiu a gente.

Seguimos a caminhada, rumo à estação de metrô, quando vimos o Wendel ClubCafé, lugarzinho simpático demais pra deixarmos passar.

As paredes propositalmente pichadas e grafitadas lembram que o bar também é um espaço de exaltação à arte de rua.

Interior do bar com paredes todas pichadas, balcão e sofás velhos diante de mesinhas Blog Vem Por Aqui

Não consegui descobrir a ligação do dono com o Brasil, mas o queijo quente do cardápio denuncia que ela existe.

Como passamos o dia andando pela região, ninguém tinha fôlego pra curtir uma noitada. Perdemos a apresentação musical, mas sei que por lá é rotina ter alguém tocando ou discotecando.

Sofá velho com mesa e cadeiras na frente dentro do bar Blog Vem Por Aqui

E se você não gostar do som ou do espaço é só andar alguns metros e escolher o próximo. Opção é o que não falta no bairro.

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Comentários

  1. Regina Magalhaes disse:

    Excelente! Muito organizado.

    1. Érika Gimenes disse:

      :*

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