Foto: Érika Gimenes
BeabáAmérica
21/11/2016 | Nenhum comentário

Morando em Miami a trabalho

Voltando um pouco à nossa programação normal, hoje tem Beabá, a coluna que mostra como é a vida de pessoas que moram ou moraram no exterior e explica o passo a passo para quem quer seguir o mesmo caminho. Érika Schunk já passou por aqui falando sobre o mestrado no Chile. Agora, conta como é ser transferida para Miami.

Minha melhor amiga é engenheira. Ela e o marido, administrador, foram morar, a trabalho, nos Estados Unidos e tiveram que se adaptar a novas rotinas de emprego, além de organizar a vida do filhinho de 3 anos.

Gabriel, de 3 anos, com o pai, Patrick, e a mãe, Érika Blog Vem por Aqui

Esse pessoal que é chegado nos números não podia fazer diferente. Começou tudo com uma planilha. Eles estabeleceram datas e tarefas a serem cumpridas para cada atividade da mudança (entrega do apartamento, obtenção de vistos, venda dos carros…). A Érika tinha pouco tempo para executar todas as etapas e tem certeza que, sem essa organização, nada teria acontecido.

O convite oficial para saírem do Brasil foi feito em maio. Em outubro eles já estavam morando na Flórida.

Vistos

Como a empresa do marido fez a proposta inicial, cuidou de toda a papelada para a obtenção dos vistos. Uma equipe de advogados enviou uma lista de documentos para a família e montou um dossiê baseado nesses documentos. Esse dossiê foi enviado a eles pelos Correios e foi apresentado durante a entrevista no consulado.

Existem mais de 20 modalidades de vistos americanos. Os mais comuns para quem vai a trabalho por um prazo determinado são o H1-B e o L-1, que tem que ser solicitados pela empresa que está fazendo a contratação. O primeiro costuma ser para novos empregados e o segundo para aqueles que estão sendo transferidos.

No caso de novas contratações, a empresa tem que comprovar que há um conhecimento técnico específico que faz esse funcionário estrangeiro ser realmente necessário, por isso, não é fácil conseguir o visto. Os processos podem custar quase US$ 10 mil para os empregadores, entre taxas e assistência jurídica.

Imagem do passaporte aberto com adesivo de papel moeda escrito Visa e na página ao lado traços de um carimbo Blog Vem Por Aqui

Os vistos de trabalho e de estudos são a forma mais comum de viver legalmente nos Estados Unidos. Se você tem dinheiro sobrando também dá pra investir US$ 500 mil e conseguir um visto especial.

No caso dos vistos de estudo, só há permissão para trabalhar legalmente por 20 horas semanais e nas instituições em que os alunos estão matriculados.

Outro ponto importantíssimo é saber que você realmente vai ter que estudar. As escolas não ‘cobrem’ as faltas dos alunos porque são fiscalizadas constantemente e podem perder as licenças se não garantirem a presença dos estudantes.

Para cada tipo de curso há uma exigência mínima de horas de estudo. Para inglês, por exemplo, é comum pedirem cinco horas diárias. Ou seja, mesmo que você arrume um trabalho ilegal, vai ter que se virar para comparecer às aulas.

O Acontece no Vale tem outras informações importantes sobre vistos.

A página da embaixada americana também é bem explicativa e tem detalhes sobre todas as modalidades.

Já contei aqui a experiência de um profissional de turismo que trabalhou na Disney.

No caso da Érika, o processo demorou três meses, mas ela diz que muito por causa de atrasos particulares e acredita que, em dois, todo protocolo poderia ser cumprido.  Enquanto isso, foi preciso paciência.

Tudo depende da confirmação do visto, a partir da confirmação é que você pode tomar as decisões efetivas.”

Antes de ir

Érika esteve uma vez em Miami para tentar conhecer a cidade e visitar escolas para o filho.

Ela fez uma longa pesquisa na internet para avaliar o que era próximo do trabalho dela, do marido e entender onde seria mais conveniente morar. Separou algumas opções que achou boas, mas se surpreendeu depois que conseguiu ajuda especializada.

A esposa de um ex-colega de faculdade indicou uma corretora que percorreu várias regiões com ela explicando o perfil de cada uma e o que seria possível conseguir com o orçamento disponível.

Durante duas tardes inteiras, elas visitaram 12 lugares diferentes. Muitos que pareciam bons aqui do Brasil, saíram da lista e o orçamento teve que aumentar.

Prédio com varandas ao fundo e sinal de trânsito à frente Blog Vem Por Aqui

Uma das pegadinhas que a corretora ajudou a engenheira a identificar é que alguns prédios pertenciam a um único incorporador, que alugava a maior parte dos apartamentos por temporada. Ou seja, ela teria vizinhos novos quase todos os dias.

Outra questão importante que ela percebeu logo de cara é que não seria necessário trazer nenhum eletrodoméstico para a cozinha, porque, nos Estados Unidos, é comum que os imóveis venham com geladeira, fogão, máquina de lavar louça, máquina de lavar e secar roupa, além de terem sistema de refrigeração.

Transporte da mudança

Enquanto esperava a saída do visto, ela e o marido fizeram cotações com quatro empresas de mudança. A companhia em que ele trabalha arcou com os custos do transporte.

O preço cobrado pelo translado é a soma do valor fixo pelo uso de um contêiner e dos itens que serão transportados. Cada empresa fez a avaliação das peças na casa da família, mesmo assim, eles tiverem que apresentar um inventário com uma estimativa de preço para cada uma, até para os brinquedos velhos do filho.

Contêineres empilhados Blog Vem Por Aqui

Essas empresas costumam ter disponibilidade para estocar os produtos no Brasil, sem nenhum custo extra, por um período de tempo antes da viagem. Uma vez que eles chegam ao país de destino, têm que ser entregues imediatamente.

Por isso, é preciso se preparar para viver de maneira improvisada por um período. No caso da família da Érika, eles conseguiram negociar com os empregadores dias num flat no Brasil e um mês em outro flat, em Miami.

A transportadora escolhida desmontou e embalou tudo em setembro. A previsão inicial de entrega era para o fim deste mês, mas eles já informaram que a carga chega apenas em dezembro.

Quem tem urgência pode contratar o transporte aéreo. Érika não chegou a fazer cotação desse serviço, mas sabe que é bem mais caro que o marítimo, que já fica entre US$ 5.000 e US$ 6.000.

Mesmo que a sua empresa pague por esse transporte, não tem porque levar aquilo que não vai ser usado, né? Seja criterioso nas suas escolhas.

Como teve que ficar com um apartamento menor que o que foi pensado inicialmente, Érika vai se desfazer de alguns móveis. Eletroeletrônico, por exemplo, ela diz que nunca vale a pena levar. A tomada americana é diferente, além dos produtos vendidos nos Estados Unidos serem mais práticos e terem mais qualidade, já que são pensados para pessoas que fazem o próprio serviço doméstico.

Outros detalhes 

Quem mora de aluguel e tem empregada doméstica deve ficar atento aos avisos prévios obrigatórios ou pagar as multas pela falta desses avisos.

No caso do imóvel, é preciso pedir o desligamento de todos os serviços (água, luz, telefone, gás, TV a cabo…) e fazer o pagamento antecipado da fatura para a prestação de contas na devolução das chaves.

Os que têm carro, além de se preocupar com a venda, devem cancelar o seguro e comunicar a transação ao Detran.

Já os que pretendem manter contas em bancos brasileiros precisam levar os tokens físicos dessas contas e evitar que eles sejam encaminhados por SMS.

Também é preciso acertar a vida com a Receita Federal, fazendo a declaração de saída definitiva do país.

Página da Receita Federal aberta no campo de Comunicação de Saída Definitiva do País 2016 Blog Vem Por Aqui

É possível continuar contribuindo com o INSS, mesmo que o acordo previdenciário entre Brasil e Estados Unidos ainda não esteja concluído. Leia mais sobre isso neste link.

Quem foi demitido no Brasil e recontratado nos Estados Unidos pode sacar o FGTS em alguns consulados. A lista e as explicações do procedimento estão aqui.

As empresas também recomendam aos funcionários de mudança para o exterior que preparem testamentos e documentos sobre guarda dos filhos.

Saúde

Como os serviços médicos e odontológicos costumam ser mais caros em terras americanas, o ideal é que você faça pequenos procedimentos e revisões antes de ir.

Outro detalhe importante é pedir um histórico de saúde em inglês ao seu médico ou mandar traduzir um histórico feito por ele. Assim, fica mais fácil explicar condições específicas. É bom também ter uma lista de medicamentos de uso habitual traduzida.

Carteira de vacinação nacional cheia de vacinas marcadas Blog Vem Por Aqui

No caso das crianças, essa medida é mais do que necessária, é obrigatória. As escolas americanas exigem atestado de saúde e carteira de vacinação emitidos por um médico americano, mas você facilita a vida desse profissional se já levar um histórico na língua dele.

Começando a vida por lá

Banco

Para fazer negociações a crédito nos Estados Unidos, é preciso ter um histórico que pessoas que estão se mudando para lá, obviamente, não têm. Então, tente abrir sua conta bancária o quanto antes, comece a movimentá-la e tome algumas precauções.

Pasta com cheques Blog Vem Por Aqui

Talão de cheques americano: bicho vem com centenas de folhas pra você gastar até…

Peça logo um talão de cheques. Como contei neste post, tudo lá ainda é pago assim.

Faça um depósito-caução com valor razoável para ter cartão de crédito. Ninguém vai te dar um cartão com um limite pré-aprovado por melhor que seja o seu salário. É preciso, primeiro, fazer essa poupança de garantia que vai ser usada, depois, para pagar a fatura do próprio cartão.

Esqueça as comodidades do Internet Banking. Poucas operações são executadas pelo computador nos Estados Unidos e um DOC feito por telefone pode demorar três dias úteis.

Social Security

O Social Security Number, espécie de RG americano, é exigido para quase tudo (aderir a plano de celular pós-pago, contratar internet, comprar carro…) e demora umas três semanas para ser emitido.

De acordo com esse informativo do Serviço de Seguridade Social dos Estados Unidos, ele pode ser solicitado antes de você chegar ao país, juntamente com o visto.

Imagem demonstrativa de um cartão do Social Security Blog Vem Por Aqui

Outro documento importante que você pode pegar pela internet, depois que desembarcar, é o I-94, o registro de chegadas e partidas, que faz a contagem do seu tempo de visto. Ou seja, quando você entra nos Estados Unidos é que o prazo de validade do visto começa a correr e toda vez que você sai do país, esse prazo é paralisado.

No trabalho

Se você vai trabalhar numa empresa menor ou recebeu uma proposta de emprego nos Estados Unidos, não tenha a ilusão de um bom salário fazendo, simplesmente, a conversão. Procure informações sobre os valores pagos no mercado onde você vai atuar e sobre o custo de vida da cidade em que vai morar para saber se o que está sendo oferecido é suficiente.

As grandes empresas costumam fazer a equivalência salarial dos funcionários transferidos de acordo com os postos locais.

Todas as questões burocráticas vão exigir estudo e paciência. O imposto de renda, por exemplo, é descontado em folha, como no Brasil, mas você pode informar quantos dependentes tem para o RH da sua empresa e diminuir essa tarifação, por isso, se o casal está trabalhando, os dois precisam fazer a simulação e ver na cota de quem os filhos devem entrar.

Assim como o plano de saúde. Se você tem duas opções oferecidas por empresas diferentes, vai ser quase impossível fazer uma comparação simples, mas dá pra levar em conta alguns fatores (que vão além do pagamento mensal) para decidir. Também falei sobre isso neste post aqui.

O horário normal de quem trabalha em escritórios corporativos é de 8h às 17h ou de 9h às 18h, mas não se iluda achando que os americanos trabalham menos. A maioria faz uma pausa de apenas 15 minutos para almoço e leva comida de casa.

A carta-proposta da sua empresa, com o salário pago e o tempo de contrato de trabalho, vai ser fundamental para suas operações financeiras.

Tanto para alugar apartamento, quanto para comprar carro, você vai ter que passar referências comerciais (o RH da sua empresa, seu chefe…) para que eles façam uma checagem de dados. Informe a essas pessoas sobre a necessidade e explique que, eventualmente, eles vão receber ligações para confirmar seus dados.

A escola do filho

Como eu contei anteriomente, a Érika só teve oportunidade de ir uma vez a Miami antes da mudança, mas a visita foi muito proveitosa, já que ela definiu a região em que queria morar.

Érika optou por Coral Gables porque seria mais fácil viver perto do trabalho dela, já que o do marido fica numa região industrial.

A relação entre a casa e a distância da escola dos filhos é muito importante nos Estados Unidos. Quem vai estudar nas escolas públicas será designado para a que for mais próxima do endereço onde vive. Existem vários sites como o Great School que fornecem rankings das escolas. A vantagem desse é que ele também traz um perfil dos alunos, o que em Miami é importante para quem quer mais diversidade cultural. Há colégios com 100% de origem latina.

No caso da Érika, ainda não era hora de escolher primeiro a escola e depois a casa. Ela até queria que fossem próximos para facilitar a rotina do casal, mas, como a escola pública só começa aos cinco anos de idade, eles teriam que pagar pelo ensino do filho de qualquer maneira.

Durante a pesquisa, a engenheira visitou 10 creches da região e viu desde pequenos depósitos de criança até uma instituição que já falava em disciplina e rotina de estudos para meninos e meninas de 3 e 4 anos.

O parâmetro de escolha dela foi facilitar a adaptação do filho e buscar algo parecido com o que ele tinha no Brasil. Uma escola menor, com poucas turmas, voltada para atividades lúdicas que ensinam. Também era preciso ter horários flexíveis.

Crianças brincando no jardim de uma creche fantasiadas para o Halloween Blog Vem Por Aqui

O horário convencional dos colégios americanos fica entre 7h e 15h. Nas creches, o mais comum é ir de 8h45 às 14h30, mas há opção de pagar pela permanência integral, que pode ser de 7h às 18h30, de acordo com a escolinha. No caso da que a Érika escolheu, o horário máximo é de 8h às 17h30.

A creche custa um pouco mais de US$ 1.000 por mês, sem nenhum tipo de alimentação incluída. Os pais têm que mandar o almoço e dois lanchinhos. Ou seja, além de não terem babá, têm que preparar comida pra garotada todo dia.

Algumas escolas até oferecem refeições, mas há desde aquelas que servem hambúrgueres a outras que só permitem frutas como lanche, por isso, fica mais fácil para algumas crianças comer o que já estão acostumadas em casa.

Das que minha amiga visitou, a faixa de preços girava entre US$ 600 (com comida e horário estendido) a US$ 1.400 (sem nada).

Turminha de jardim de infância de uma creche americana. Todos fantasiados para o Halloween Blog Vem Por aqui

Fui à escolinha do Biel algumas vezes e adorei o ambiente. Ele também está amando e se adaptando muito rápido.

A única coisa bizarra é que as professoras não escovam os dentes das crianças depois das refeições. Quando a Érika pediu que escovassem, disseram que precisariam de uma autorização por escrito, já que não podem introduzir nenhuma substância química na boca dos alunos, mas ter cárie tá liberado, né?

Outra questão que ela achou diferente é o nível de satisfação dado aos pais. Sabe aquela agendinha dizendo o que a criança comeu e fez durante o dia? Lá não tem e as respostas às perguntas, às vezes, são evasivas.

Quanto ao idioma, sou testemunha de que o pequeno está aprendendo como uma bala.

Ele já tinha bastante estímulo de inglês no Brasil. A escolinha não era bilíngue, mas sempre teve aulinhas em inglês. Quando a gente ficou sabendo que vinha, mudou o áudio dos canais para inglês.”

Como ela e o marido já iam chegar trabalhando, Érika precisava que ele entrasse o quanto antes na escolinha, por isso, marcou a consulta com uma pediatra indicada por eles antes de ir, para que ela fornecesse o atestado de saúde e de vacinação. O atendimento custou US$ 150.

Alugando apartamento

Depois que escolheu o bairro em que queria morar e se conformou em ficar com um apartamento de 2, em vez de 3 quartos, Érika achou um lugar a três quadras da escola do filho.

Na região onde ela vive, os valores para imóveis desse tipo, com porteiro e área de lazer, começam a partir de US$ 2.000 (os mais velhos) e podem passar fácil de US$ 3.000 dependendo do que oferecem de comodidade e dos acabamentos. O valor do aluguel normalmente já inclui a água e o condomínio.

Prédios e carros passando numa rua de Coral Gables Blog Vem Por Aqui

Para fazer a locação, a corretora dela apresentou uma proposta ao proprietário (já que o preço inicial sempre tem margem para negociação) e ao condomínio (que precisa ‘aceitar’ os novos moradores).

Foi preciso entregar as cartas das empresas do casal com os valores dos salários e a duração do contrato, além de pagar uma taxa de avaliação. Depois que foram aceitos, eles ainda tiveram que pagar três meses de aluguel adiantados (um de caução, além do primeiro e do último).

O contrato tem validade de um ano, como aqui, mas os condomínios costumam ter regras específicas. No caso dela, a empresa que administra o prédio tem que ter sempre uma cópia da chave do imóvel para casos de emergência (incêndios, inundações…). Também é preciso comunicar com antecedência a permanência de qualquer visita que vá passar mais de sete dias e informar os dados dessa pessoa. Reparos e manutenções abaixo de US$ 150 são de responsabilidade do locatário.

Compra de carro

Um desafio para quem está mudando para os Estados Unidos é a compra do carro. A não ser que pague à vista, o imigrante vai ficar refém de pouquíssimas opções no mercado.

Tanto a Érika quanto outros colegas dela e do marido que também são expatriados tiveram dificuldades parecidas. Lembra que eu falei do tal ‘histórico de crédito’? Pois é, em tese, antes que você tenha uma pontuação mínima nesse histórico (que pode levar até um ano para ser construída), ninguém vai financiar nada pra você.

Nos Estados Unidos, a modalidade mais comum de financiamento é o leasing, que, em tese, tem poucos riscos para quem faz, já que o bem fica no nome do financiador. Mesmo assim é quase impossível conseguir um que não seja nessas duas maneiras: através de uma empresa especializada em oferecer leasing para expatriados, a IAS, ou pelo programa específico para esse público da Volkswagen.

Pela experiência da Érika, o programa da Volks tem alternativas melhores (tanto em preço quanto em modelos).

Outra questão complicada é o seguro. Ele também está atrelado ao histórico de crédito e ainda exige histórico como motorista nos Estados Unidos (ou seja, quem não tem nenhum dos dois ou pouco do dois vai pagar caro). Por isso, também é bom que os expatriados já tentem logo tirar a carteira de motorista americana assim que conseguirem o Social Security, vai ajudar a baratear o seguro.

Carros em três pistas na beira da praia Blog Vem Por Aqui

Érika lembra ainda que motoristas que não está acostumados a dirigir em cidades grandes podem ficar estressados com tantos viadutos e rodovias, limites de velocidade que mudam várias vezes e indicações do GPS exigindo viradas bruscas em lugares de cinco ou seis faixas.

Isso sem falar no posto de combustível sem frentista e com uma bomba que funciona de acordo com o valor que você paga. É preciso fazer um cálculo mental de quanto espaço livre tem no tanque, multiplicar pelo valor do galão para, enfim, abastecer seu veículo.

Resumindo

Para quem acha que a vida nos Estados Unidos é sempre muito mais barata e mais fácil que aqui, o choque de realidade.

Há muita burocracia em várias questões fundamentais por lá, como os planos de saúde, e alguns custos de vida bem altos.

Hoje, a Érika e o marido gastam uma porcentagem maior dos salários com escola, aluguel e plano de saúde e pagam menos em carro, supermercado e roupas. É mais barato o que é mais supérfluo. Ainda assim, não dá pra comparar a qualidade de vida.

Para ter uma noção mais ampla de como é morar nos Estados Unidos, consulte essa série de posts da Luciana Misura. E para saber mais sobre o custo de vida em Miami, consulte a matéria do YouS/A

Na prática 

Visto 

– Normalmente a sua empresa vai cuidar do processo e informar apenas os documentos necessários, além de pedir que você marque a entrevista no consulado. Afinal, dessa parte, não tem como escapar.

Custos

  • Passagem de avião

Belo Horizonte – Miami (ida e volta) – em média R$ 2.300

  • Translado da mudança

Contêiner com parte dos móveis de uma casa com seis cômodos: US$ 5.000 a US$ 6.000

  • Seguro saúde

Para uma família de 3 pessoas e subsidiado pela empresa pode ficar em torno de US$ 400 mensais (sendo coparticipativo)

  • Moradia

Aluguel de apartamento com cozinha mobiliada e dois quartos em Coral Gables: a partir de US$ 2.000

  • Carro

O leasing de um carro de US$ 17.000 pode sair por US$ 295 por mês, com entrada (down payment) de US$ 3.000. Já o seguro fica em torno de US$ 150 mensais.

  • Creche em Coral Gables

Variam de US$ 600 (com refeição e horário estendido) a US$ 1.400 (sem nada)

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