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BeabáEuropa
12/09/2016 | 20 comentários

Morar na Turquia é bem diferente de passear

Quando escrevi esse post aqui, com o depoimento da Paula Andrade sobre as belezas de Istambul, prometi o outro lado da moeda, na visão de alguém que morou na maior cidade turca e provou o gosto amargo de um tradicionalismo escondido durante as viagens como turista. É essa história que você lê agora no Beabá.

A Turquia trouxe uma decepção e uma grande lição de vida para Andrêsa Bosick. Quando planejou a primeira ida ao país, para andar de balão com a mãe, ela tinha ótimas expectativas e todas se concretizaram.

Andrêsa no passeio de balão Blog Vem Por Aqui

Andrêsa amou as paisagens, a gentileza do povo, a atenção com que foram tratadas… Por isso, quando recebeu uma proposta de trabalho do dono do hotel em que se hospedaram, em Istambul, ficou tentada.

Andrêsa e a mãe no Gran Bazaar Blog Vem Por Aqui

Andrêsa e a mãe na primeira viagem à Turquia

Ainda demorou um ano para que a relações públicas levasse a sério o convite. Quando ele propôs a assinatura do contrato e se ofereceu para comprar as passagens, ela resolveu que era hora de aceitar o emprego. O motivo principal talvez não tenha ajudado a Andrêsa a pensar com calma.

Na verdade eu tava cansada do Brasil, então, isso é que me fez voltar pra Turquia. E como eu tinha uma proposta de trabalho lá, foi minha primeira opção.”

Ela não levou em conta as diferenças culturais, de hábitos e a possibilidade de não se adaptar a um país muçulmano. Gostou tanto do que viu quando estava a passeio que tinha certeza que seria fácil passar o ano que se propôs a morar lá.

Andrêsa em frente a uma árvore cheia de 'olhos turcos' Blog Vem Por Aqui

Para Andrêsa, estar na Turquia seria uma boa oportunidade para viajar e uma chance de juntar algum dinheiro, já que não teria despesas com moradia ou alimentação. Além do salário, ela poderia morar no hotel e fazer todas as refeições por lá.

Só que, pra morar na Turquia, ou você se casa, e se submete ao seu marido, ou mulher solteira, principalmente estrangeira, não sobrevive , é muito preconceituoso. E eu acho que a gente já conquistou coisas demais para retroceder.”

A mudança no jeito de se vestir foi o marco zero. Quando conversava com as pessoas que trabalhavam no hotel antes de ir, ouvia que poderia usar as mesmas roupas e manter comportamentos ocidentais.

Os shorts não saíram da mala nem nas folgas e as blusas sem manga logo entraram na lista negra. O cabelo comprido, solto, chamava atenção e tinha que ser evitado. Assim como o jeito falante, de quem gesticula muito, também teve que ser contido. Não é que nada fosse oficialmente proibido, mas ela diz que o que era ‘perdoado’ como turista passava a ser comentado e observado nas relações de todo dia.

Trabalhar num local culturalmente diferente foi muito enriquecedor para Andrêsa, mas o machismo e o tradicionalismo também marcavam presença nesse campo. O dono do hotel lhe deu carta branca para fazer todas as mudanças que julgasse necessárias na área em que ela atuava, mas nenhuma alteração era obedecida quando a ordem não partia do proprietário.

O hotel em que a Andrêsa trabalhava se encarregou das questões do visto, mas brasileiros podem ficar até 90 dias no país como turistas. O site da Agência de Promoção e Apoio a Investimentos da Turquia tem explicações detalhadas (em português) sobre como obter o visto de trabalho. Há uma série de restrições que devem ser levadas em conta dependendo da área em que se pretende atuar. Para outros tipos de vistos, há explicações em inglês na página do serviço consular do país.

Grande Bazar Blog Vem Por Aqui

Muitos turcos que trabalham na área comercial ou no setor de serviços se comunicam bem em inglês, mas, até para se integrar, Andrêsa estudava a língua local, mesmo achando o idioma tão difícil quanto a alimentação.

O café da manhã com tomate, azeitona, pepino e um tipo de iogurte salgado não descia bem para a profissional de R.P. Nem o almoço com um tipo onipresente de sopa que misturava arroz, batata e macarrão ou os kebabs gordurosos. Gostar mesmo, ela só gostava do pão.

Kebab Blog Vem Por Aqui

Aliás, comer fora era um capítulo à parte. Quando saia para almoçar com o chefe e outros convidados, tinha que esperar os homens fazerem os pedidos até chegar sua vez. Quando estava sozinha ou com outra mulher, também era constrangedor.

Você vai pedir as coisas num restaurante e você não pode olhar no olho do garçom, você tem que sempre olhar pra baixo...”

Detalhes que ela afirma que só quem mora no lugar percebe.

O assédio a mulheres ocidentais, que é visto como lisonjeiro por muitas turistas, pode ganhar contornos agressivos para quem passa mais dias na Turquia.

Andrêsa adora fazer exercícios e é frequentadora assídua de academias. Mesmo não usando leggins e colocando uma blusa de frio por cima das roupas de ginástica, passou aperto uma vez, dentro do elevador do hotel. Ela foi agarrada por um hóspede, que segurou seu braço e tentou atacá-la. Escapou depois de gritar, chutar e apertar todos os botões, até que o elevador abrisse.

As reclamações e denúncias podem se voltar contra a vítima. Em outra ocasião, Andrêsa e uma amiga brasileira estavam num parque de diversões. A amiga estava com uma calça jeans que, nas palavras da Andrêsa, nem era justa. Ainda assim, um homem passou a mão e apertou seu bumbum, sem sequer sair do lugar depois que ela começou a xingá-lo. Quando foi até o posto policial reclamar, o agente que atendeu as duas disse que a culpa era do comportamento delas.

A previsão de ficar um ano caiu para seis meses depois dos primeiros 30 dias morando em território turco e nem esse prazo ela conseguiu cumprir. Diz que surtou no quarto mês, foi direto para o aeroporto, pagou uma nota para trocar a passagem e se mandou, no primeiro voo, para o Brasil.

Ainda assim, Andrêsa insiste que a Turquia é um lugar lindo para quem quer passear. No caso de Istambul, ela afirma que a cidade é limpa, com pouca violência urbana, muitos hotéis de qualidade e um custo de vida baixo.

Além das mesquitas e das atrações turísticas mais tradicionais, ela indica um passeio pela praça Takzim, onde estão as principais lojas internacionais.

Praça Takzim Blog Vem Por Aqui

Nos mercados e em lojas locais, a barganha é um esporte nacional.

Eles gostam disso, gastam o tempo deles com você. Vão te servir um çay (chá), vão sentar com você, independentemente se você compra ou não o tratamento vai ser bom, mas lógico que eles não te deixar sair de lá sem levar nada.”

Andar de balão é outra experiência imperdível. Está longe de ser barato, sai a cerca de € 160 por pessoa, mas é uma experiência única:

É lindo, é paradisíaco, parece que você vai pra outro mundo.”

Num balão cabem cerca de 15 pessoas e há mais de 100 no céu durante o passeio. O Turista Profissional e o Voali tem todas as dicas para quem quer viver essa emoção.

Balões no céu Blog Vem Por Aqui

Apesar de qualquer pesar, Andrêsa diz que a experiência valeu demais.

Não me arrependo de jeito nenhum.”

E até toparia voltar por um período curto e determinado.

Há vários sites bacanas de brasileiras contando as suas versões sobre a Turquia. Aline Sahin está no Brasileiras pelo Mundo. O Minha Turquia também tem relatos positivos, mas bem pé no chão sobre o país. Já a Danny Boggione faz alertas para quem tem ilusões de mudar de vida com um casamento turco no Perigos na Turquia.

Se você está planejando uma viagem a Istambul, aproveite as dicas do Love and Road e do Esse Mundo é Nosso.

Na prática

  • Visto – O site da Agência de Promoção e Apoio a Investimentos da Turquia tem explicações em português sobre como obter o visto de trabalho. Para outros tipos de vistos, acesse a página dos serviços consulares turcos.
  • Custos

– Passagem de avião: Belo Horizonte – Istambul (ida e volta) – média de R$ 2.900

– Seguro saúde : Por um ano a trabalho – pode variar de R$ 1.668 a R$ 8.344 dependendo da cobertura e da seguradora

Outros: O Turquia Online tem um post do ano passado com os valores de comida, transporte e moradia no país. Vale a pena olhar.

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Comentários

  1. Luís Fernando Lobato Correia disse:

    Excelente os comentários, recebi um convite de uma empresa do ramo de petróleo em Instambul, ela até me encaminhou contrato de trabalho com os itens de contratação, mas, estou meio receoso, falo pouco inglês e ir para um país sem conhecer nada, fico muito com o pé atrás.

    1. Érika Gimenes disse:

      Realmente não é o melhor cenário, Luís, mas para homens a situação é mais tranquila e você pode fazer aulas intensivas de inglês, tanto lá, quanto por Skype com algum professor daqui. Enquanto isso, aproveite para se inteirar mais sobre as tradições, as leis e os hábitos do país. Abraços e boa sorte!

  2. Maria Eva disse:

    SOU maria,Estou na Turquıa a 3 anos.E realmente verdade o que a Andresa escreveu…ja passeı por alguns problemas aquı sobre a mao boba!!!
    Outra coısa o relacıonamento com as funcıonarıa turca e pessımo…eu nao falo nada com elas.Uso a tatıca do ıgnora!

    1. Maria Eva disse:

      VERDADE O QUE ESCREVEU!!!!

    2. Tania disse:

      ola Maria podemos nos falar mais sobre a turquia ??, meu email caixaaqui.tania@gmail.com

    3. karen silva disse:

      Olá Maria Eva, como está? Eu me chamo Karen e sou da região metropolitana de Belo Horizonte. Quando morei em Lisboa, conheci um turco que já viveu em Londres e disse que por conhecer outras culturas, o seu lado mulçumano não será rigoroso comigo. Me convidou para morar com ele ano que vem. O que você me diz?

      1. Barbara disse:

        querida, eles dizem sempre assim pra te levar pra o pais deles,e depois de la voce perde todos os direitos de reclamar..eu mesma nao aconselho, o mussulmano e um homen dotrinado desde criança, acostumado a ver a o pai praticando violencia na mae, entao assim ele fara e a lei será semrpe do lado dele.. la vc nao vale nada, sua palavra nao vale nada.. vc e mulher , la nao vale nada.. cuidado querida, tem muitas associaçoes por ai que deus sabe quantas mulheres ajudam tosod os dias..

        1. Joana disse:

          Não é bem assim. Meu esposo é turco, é de familia tradicional, e todos eles me respeitam e respeitam minha cultura. É claro que quando voce vai morar em um pais em que a cultura é diferente da sua voce sofre um choque. O preconceito com as vestes ocidentais é normal, porque tudo o que é diferente chama atenção… se voce esta no brasil e ve uma mulher vestida dos pés a cabeça com apenas os olhos de fora, voce acha estranho, alguns falam ate mal, dizem que debaixo dessas roupas tem uma safadona, outros se questionam como elas se submetem a isso… mas o que eu aprendi é que elas escolhem essa vida, e há quem diga que nao é uma escolha…. mas elas nascem dentro dessa cultura, e crescem vendo suas maes e irmas se vestirem assim e acham bonito… meu esposo tem sobrinhas pequenas que não veem a hora de poder usar o véu, acham lindo… Eu nunca fui obrigaga a nada… Meu esposo me pediu carinhosamente desde que namoravamos pra que eu nao usasse shorts ou vestidos curtos, e que nao usassem blusas sem pelo menos uma manga curta… e nada de decotes… ele nao me impôs condições, ele apenas pediu, disse que ficaria feliz, perguntou se me incomodaria… e nao me incomoda nada… eu uso calça jeans apertada, mas uso com blusas que cubram o bumbum (tenho bumbum grande que chama atenção, seja na turquia ou no Brasil mesmo)… Ele nao gosta de unhas pintadas ou de maquiagem, mas eu disse a ele que eu gosto, que é algo que nao abro mão, e ele aceita, so me pede pra nao fazer nada muito escuro porque acha feio… O casal precisa aprender a ceder dos dois lados… No Brasil as vezes levamos as coisas a ferro e fogo… mas é necessário aprender a arte de dizer o que voce quer ou o que voce nao quer sem ser agressivo… assim voce consegue tudo… Não há como voce morar em um país com uma cultura tao forte querendo usar shortinho, eu me sentiria até mal porque eu seria a unica pessoa usando shorts… é como ir a igraja de shorts e receber uma bronca do padre…. Temos que aprender que bem ou mal, somos convidados no país deles, não nascemos lá, e nao é em um ano ou dois que vamos entender a cultura deles… conhecer algo nao é entender o que aquilo realmente é. Minha sogra várias vezes já me sugeriu usar certas roupas, dizendo: olha isso ficaria lindo em voce… eu apenas digo: você acha? ah mas gosto mais desse outro jeito mesmo (e dou um sorriso, abraço ela…) e fica tudo bem.
          Quanto a questão de assédio, eu sou muito mais assediada no Brasil do que na Turquia… na Turquia os homens me olham mais, porém no Brasil eles são mais atrevidos… nunca me passaram a mão na turquia.
          Eu tambem não curto muito as comidas na turquia, não gosto dos pratos tradicionais… mas meu esposo cozinha muito bem, nós gostamos de inventar nossos proprios pratos…
          Mas uma coisa é certa, se voce vai se mudar para Turquia ou para qualquer outro país, voce deve ir de mente aberta…. O Rio de Janeiro para turistas é uma coisa, para moradores é outra…. e é assim na turquia tambem…. existem dois lados da moeda…
          Quanto mais mente aberta voce for, mais fácil voce vai se adaptar em qualquer lugar do mundo!

    4. Marina Pimentel disse:

      Maria, bom dia! Me chamo Marina e farei uma conexão em Istambul por 23horas. Estou a procura de um guia para me auxiliar. Você tem alguma indicação. Se puder, entre em contato comigo: marinapimentelo@gmail.com

  3. iracema disse:

    oi gostaria de uma informação. casar com turco, e o mesmo sistema , dos muçulmanos. A mulher não tem valor? ou são bons marido. ?

    1. Jennifer Caliskan disse:

      Quem dera pudéssemos saber de tudo o que vai acontecer antes do casamento. Eu me casei com um turco, ele ensina futebol pra crianças. Antes de começar qualquer coisa com ele, uma das coisas que mais analisei, e o fato da família estar em primeiro lugar, sempre passando as férias com os sobrinhos e com a família.
      Eu realmente não sei de nada do futuro, se vai mudar a forma como ele me trata, se a mãe vai interferir muito no nosso relacionamento. Isso são coisas que realmente só o tempo vai dizer.
      Confesso que quando começamos eu estava receosa, mas uma coisa simples que aceitei e o fato que a cultura dele sempre irá falar mais alto, que meu filho provavelmente será o mais turco possível, eles são mega patriotas e isso ninguém pode negar.
      Eu tenho um gênio muito forte, ele também, mas ele me respeita muito. Ele tem um coração enorme e ama cachorros. Se Deus quiser, apesar das diferenças nos vamos dar certo. Desculpa o texto enorme, mas quero resumir tudo num simples fato de pensar, que independente de religião, independente de nacionalidade, ainda tem gente boa nesse mundo. Não tenha medo, mas saiba seus limites. A moça reclama da comida no artigo, particularmente eu AMO a comida turca. E tudo uma deliciaaaaa! Café da manhã saudável, com azeitonas, pepino , tomate , queijos, pão, ovos…fala sério! Eh uma delicia!
      Nos somos muito parecidos e realmente quando fui a Turquia notei, que quando eu falava com algum homem ele não gostava muito não. Mas eu tmb não gosto quando ele fica de conversa com mulher. Hahahaha Então estamos quites. E difícil pensar que tudo será um mar de rosas, mas eh sempre bom pensar que as coisas podem sim dar certo. Tudo de bom pra vc e arrisque sim! Se não der certo, bola pra frente. Grande abraço!

      1. karen silva disse:

        Jennifer, obrigado pelo seu comentário otimista. Eu vou meu casar com um turco ano que vem e, pelos blogs que tenho lido, fiquei com um pé atrás. Seu comentário foi uma luz em minha vida. Acho que só arriscando para conhecer o meu conjuge.

        gratidão.

        1. Joana disse:

          Karen, não precisa ficar com o pé atrás. O que eu te sugiro é que antes de voce se casar e se mudar pra Turquia, você vá ao país conhecer a familia dele… fica uns 20 dias pelo menos…
          Quando eu conheci as irmãs do meu esposo (que naquela época era meu namorado) foi muito engraçado, elas são mais velhas que ele, me trataram muitooooo bem… mas ficavam me olhando o tempo inteiro, sempre… mas era um olhar puro sabe? sabe quando uma criança te acha bonita e não para de te olhar assim? Era desse jeito! kkk A mãe dele me abraçou forte por uns 5 minutos (minha mãe estava comigo e até chorou de emoção). Toda sogra quer o melhor pro seu filho, todas vão querer te mostrar como fazer as coisas , mas como diz meu esposo : voce não precisa fazer o que te falam, deixa entrar por um ouvido e sair pelo outro, não tem porque se estressar! O mais importante é voce ser sempre verdadeira com o seu futuro esposo… fala dos seus medos pra ele… fala das coisas que voce não suportaria… a comunicação é fundamental em qualquer relacionamento. Veja bem, eu namorei por quase 5 anos com ele, e estou casada a pouco mais de um ano… eu estava terminando minha faculdade aqui no Brasil e somente agora em dezembro me mudo pra Istambul para morar com ele… estou com medinho, mas não medo dele ou da familia dele, porque eles sao maravilhosos… meu medo é da falta que vou sentir da minha familia do Brasil, dos meus amigos, meus cachorros… Mas eu to disposta a me aventurar! Já escolhemos nosso apartamento, eu escolhi pela internet os moveis pra ele comprar… e assim fomos fazendo. Fique tranquila… se quiser, pode manter contato comigo, seria ótimo ter uma amiga por lá! Beijos

  4. Simone Barbariz disse:

    Eu moro um total de quase 6 anos no Oriente Médio(Kuwait e Qatar) e me adaptei muito bem. Antes de ir, estudei tudo o q pude da cultura local, dos hábitos, das regras de etiquetas, etc.. Fui preparada para o diferente, para me enquadrar na sociedade local. Verifiquei, antes de ir, se poderia ou não viver conforme as regras sociais do país e decidi q sim, q conseguiria e q a adaptação não seria tão complicada – e não foi.
    Pelo q entendi, foi isto q faltou a esta menina: estudar os hábitos locais antes de pensar em ir morar lá.
    Os motivos q me fizeram sair do Brasil foram os mesmo dela, mas eu tive este cuidado, por isto estou por essas bandas e não troco por nenhum outro lugar no mundo.

    1. ROSANA YIGIT disse:

      Concordo plenamente com você. Sou casada há quase cinco anos com um turco; moramos no Brasil; estive na Turquia em 2011 e me apaixonei; em breve iremos embora, Brasil só passeio…mas antes de tomar a minha decisão, também corri atrás das informações sócio-culturais para poder me preparar. É uma opção minha…a pessoa tem que estar preparada também psicologicamente para as mudanças.

    2. karen silva disse:

      Também estou estudando a cultura local. Como eu nunca gostei dessa euforia do Brasil, acho que não será difícil me adaptar. Já vivi maravilhas na Alemanha e passei horrores em Lisboa mas mesmo assim sobrevivi e quero voltar lá. Acho que cada um vive com a sua sorte.

      Mas agradeço a todas as meninas que expuseram as suas críticas, histórias e opiniões. Todas são úteis.

  5. Sibel Simone Karaatli disse:

    Andressa tem razão! Vivi momentos de extremo stress quando decidi ser dona do meu próprio negócio e concorrente direta das agências turcas da Capadócia. Pedi demissão da agência onde trabalhava como consultora e não fui perdoada por isso. Sofri todo tipo de retaliação e ameaças.. muitas portas se fecharam e até mesmo meu marido teve contrato de trabalho cancelado.. simplesmente por ser meu marido! Decidi me escoltar de 2 socios turcos que passaram a tratar dos assuntos burocráticos embora as decisões sejam sempre minhas.. Aprendi a resistir e a me defender para manter minha agência aberta. Fui vitima de calúnias, difamações e quase desisti! Contra todos as previsões continuo de pé e à frente.. nosso negócio vem se tornando sólido e em expansão apesar das crises que o país atravessou. Nosso instagram: @kleostourism_turquia
    kleostourism.com

  6. Édila Döler disse:

    Achei fantástico esse relato. Me identifiquei muito apesar de nunca ter sofrido nenhuma ofensa. Sou casada cim um turco há quase 6 anos, vivemos um.periodo em Istambul na região de Taksim. O tempo que vivi lá observei muitas muitas coisas e e cheguei a conclusão de que se você não discordar deles, pode até viver um período em paz. İsso vale para tidas as relações principalmente as amorosas. Hoje vivemos aqui no Brasil, estamos sempre buscando um equilíbrio para termos sanidade.

  7. Nono disse:

    O nome da capital da Turquia é Ankara e não Istambul.

    1. Érika Gimenes disse:

      É verdade! Desculpe pelo erro, já corrigimos no post.

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