Foto: Érika Gimenes
Na minhaEuropa
19/06/2017 | 4 comentários

O que ver em Munique

Nunca tive curiosidade em conhecer a Alemanha. Nada contra o país. É que, para mim, a cultura germânica não tinha muito apelo. Frio, comida, estilo das casas…nada por lá chamava a minha atenção.

Esperar pouco é bom. Grandes expectativas sempre estragam surpresas… E como a Alemanha me surpreendeu! Conheci dois lugares diferentes e igualmente encantadores. Começo por Munique.

Monumento no meio da praça em mármore rosa com estátua dourada e pessoas circulando abaixo Blog Vem Por Aqui

A capital da Baviera é a terceira maior cidade alemã e sede de muitas empresas importantes, como a BMW e a Siemens. Por isso mesmo, o jeitinho colonial chama atenção. E a educação do povo também.

Mal descemos do metrô e uma moça de bicicleta parou, perguntando (em inglês) onde queríamos ir. Foi assim até o último dia de viagem. Sempre que a gente ficava com cara de perdido ou começava a fuçar o mapa aparecia alguém pra ajudar.

Encontramos uma Munique em festa, na véspera da final da Champions League, com o time da casa disputando o título contra o Chelsea.

Turistas com camisa do Bayern passeando no centro com prédios ao fundo blog Vem Por Aqui

Centro animado, bares cheios e ruas repletas de turistas.

Nossa primeira parada foi na Marienplatz. Pegamos um ônibus e o metrô para chegar até lá e fizemos o trajeto incrédulos.

Marienplatz vista do alto com prédio da torre no centro e algumas pessoas andando em frente Blog Vem Por Aqui

Não há catracas, ninguém pede para ver seu bilhete, não há nem a fiscalização ostensiva nas portas que sempre vemos em Barcelona. E em Berlim foi igual. Ou seja, transporte público na Alemanha ainda é no fio do bigode.

Quem está em grupo paga menos. O bilhete para cinco pessoas custa quase a mesma coisa que dois bilhetes individuais.

Voltando ao passeio, descemos no meio da praça, onde estão as sedes antiga e nova da prefeitura.

Sede antiga da prefeitura com bandeira da Alemanha à frente Blog Vem Por Aqui

Na torre do relógio há um show de bonecos que não conseguimos assistir. Todos os dias às 11h e às 17h cavaleiros duelam para o público.

***O Ronnie, morador de Berlim há 16 anos, deixou uma aviso nos comentários dizendo que não vale a pena perder tempo com o show…

Torre com relógio no meio do topo e parte aberta, tipo um pequeno palco de onde saem os bonecos Blog Vem Por Aqui

Na própria praça ainda há muito o que ver.

As barraquinhas de fruta deixam o cenário mais pitoresco.

Pessoas diante de uma barraquinha de frutas Blog Vem Por Aqui

A catedral também fica no centro. Procure as torres e logo, logo você vai ver a Frauenkirche.

Torre no final da rua com lojas e placas de comércios Blog Vem Por Aqui

Como nosso tempo era curto não deu pra inventar mais.

Achei dicas excelentes aqui e recomendo uma ida ao Olympiapark.

Lago com estrutura de metal do parque e torre da antena ao fundo blog Vem Por Aqui

Com ou sem eventos o lugar é lindo e o museu da BMW fica logo atrás.

A cervejaria mais famosa do mundo

É com o titulo acima que a Hofbräuhaus de Munique é apresentada em vários sites onde pesquisei informações para a viagem.

Prédio da cervejaria com nome bem grande em azul no meio Blog Vem Por Aqui

Não sei se a Hof é mesmo a mais famosa do mundo, mas a história dessa cervejaria merece respeito. A casa existe desde 1808 e recebeu notáveis como Mozart, Sissi (a imperatriz) e Lenin.

O prédio lindo abre todos os dias e tem espaço para três mil pessoas. Mesmo assim, é difícil encontrar lugar.

Interior da cervejaria com símbolo da marca nas paredes e teto pintado com desenhos verdes e rosas Blog Vem Por Aqui

A cerveja compensa a busca por uma mesa. Não é gelada como a nossa (nenhuma cerveja alemã é), mas é gostosa e bem tirada.

Tulipa e caneca com cervejas e a marca do lugar em azul e branco Blog Vem Por Aqui

Os turistas podem comprar vários souvenirs com a marca da casa e, de vez em quando, há até uma bandinha tocando por lá.

Prateleira cheia de garrafas, canecas e outras peças de cerâmica com a marca da cervejaria Blog Vem Por Aqui

Quem fizer a visita no verão pode aproveitar para curtir a área externa, um biergarten.

Biergarten da cervejaria com mesas lotadas debaixo de uma árvore Blog Vem Por Aqui

Mas, assim como a cerveja não é tão gelada, o atendimento também segue o pior do padrão europeu.

O garçom mal-humorado demorou séculos para vir, reclamou quando foi chamado e só parou para falar mal dos brasileiros que, segundo ele, não deixam gorjeta.

Nós engrossamos a lista. Diante de um cara tão sem noção, exercemos o direito de não premiar o péssimo atendimento.

Belo Horizonte tem a única filial da cervejaria na América Latina. Estive por lá quando a casa ainda enfrentava uma enxurrada de problemas e não fiquei com uma impressão muito boa.

Fachada da casa onde fica a Hofbrauhaus Belo Horizonte com parede de vidro na frente e símbolo adesivado na parede, além de letreiro no alto da casa Blog Vem Por Aqui

O atendimento é simpático, longe de repetir o padrão alemão, mas a cerveja estava numa temperatura europeia demais para ser aceita por aqui. Sei que muitas mudanças aconteceram desde então, por isso, pretendo fazer uma nova visita.

Um restaurante na praça

Seguindo por Munique, fomos recebidos na cidade à base de joelho de porco e salsicha.

Depois de uma caminhada pela Marienplatz encontramos uma pracinha menor e muito animada perto da catedral. A Frauenplatz é cheia de barzinhos com mesas espalhadas no passeio.

O lugar fica fervendo nos fins de semana. Assim que vimos umas cadeiras vazias, corremos pra garantir nosso espaço.

Bar com várias mesas no meio da praça, fachada pintada de vermelha e guarda-sóis da mesma cor Blog Vem Por Aqui

Não escolhemos por recomendação, nem pela aparência, o Augustiner am Dom ganhou quatro clientes simplesmente por ter mesas disponíveis.

Podia ter sido uma furada, bar lotado, num lugar turístico, mas foi uma boa escolha. A cerveja e a comida corresponderam às expectativas. Quem queria um joelho crocante se fartou, quem preferiu fatias de porco tostadas ou salsichas apimentadas também.

Mosaico com copo de cerveja com a marca da cervejaria, joelho de porco com bola de batata, porco crocante com purê e salsichas com purê Blog Vem Por Aqui

A única pegadinha são os pretzels, trazidos mesmo que você não peça e devidamente cobrados à parte.

Mesa com prato de porco com purê, prato cheio de pretzels, cerveja, saleiro e prato com joelho ao fundo Blog Vem Por Aqui

O desespero dos garçons por uma gorjeta, novamente, pegou mal para o estabelecimento. A dona Maria que atendeu a gente acrescentou o valor e ainda arredondou a conta para cima na hora de cobrar, sem fazer nenhuma consulta. Pelo menos não quis discutir a relação como o tal cara da Hofbrauhaus…

Um supermercado e uma loja de cosmésticos

Demos sorte de estar hospedados ao lado de uma das maiores lojas de departamento de Munique. Fizemos várias comprinhas na Karstadt.

Fachada de uma das lojas da marca prédio antigo de telhado vermelho com letreiro no topo da torre principal Blog Vem Por Aqui

O lugar é enorme, cheio de marcas grifadas, lindo e muito organizado. No subsolo há um mercado com produtos de primeiríssima qualidade e uma padaria gostosa. Nos fartamos com os queijos, as cervejas e os chocolates que encontramos por lá.

Outra surpresa pra lá de agradável foi a Müller, loja de cosméticos que tem filiais por toda Munique, pela Alemanha e por muitas partes da Europa.

Uma mistura de farmácia com perfumaria que conheci já no aeroporto e explorei melhor no centro da cidade.

Fachada da loja da Muller no aeroporto com paredes de vidro e letreiro no nome e símbolo da loja Blog Vem Por Aqui

Por lá, você encontra vários produtos em miniatura. Há potinhos para viagem de uma infinidade de coisas…

Além da vantagem de poder levar cremes e afins de lá pra cá, o costume ainda ajuda a gente a fazer test-drive de marcas desconhecidas.

A desvantagem é ter que adivinhar sozinho pra que servem maravilhas que só têm rótulos em alemão, mas o que é a vida sem riscos, né, mesmo?

O Passaporte Digital montou um roteiro de três dias por Munique. O Loucos por Viagem esteve lá no fim do ano passado e também tem boas dicas da cidade.

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Comentários

  1. Andre disse:

    Munique é sensacional. Admito que vocês tiveram sorte em encontrar umas pessoas mais simpáticas, pois os bávaros são conhecidos por serem um pouco mais ríspidos. Em todos os estabelecimentos os garçons demoram. Rs. Há castelos maravilhosos na cidade, como o Neuschwanstein (que inspirou o da cinderela), Linderhof, Hohenschwangau e Nymphenburg. O Englischer Garten é lindo e maior que o Central Park. E não esquecer de provar a melhor das grandes cervejas bávaras, a Augustinier. Quem adorou “A história sem fim” quando criança pode conferir os bonecos originais do filme no Bavarian Studios.

    1. Érika Gimenes disse:

      Obrigada pelas dicas extras, André

  2. Ronnie Schneider disse:

    Oi Érika,
    moro na Alemanha há 25 anos, e especificamente em Munique há 16, e tenho que sair em defesa dos garçons daqui. O que acontece é que um garçon aqui serve mediamente muito (mas muito mesmo) mais pessoas do que um garçon no Brasil. E é responsável por tudo, também pelo pagamento individual – e das deles decorrentes contas feitas de cabeça e em poucos segundos (o que no Brasil é impensável). Então faz parte da cultura local que o cliente repita para o garçon qual foi a parte que ele consumiu (em detalhes!), e que automaticamente arredonde para cima o valor da conta mais ou menos nuns 10% ou algo mais. Eles vivem disso. O problema é que estrangeiros (e em especial brasileiros, onde você recebe uma notinha impressa para a mesa inteira – e já com 10% encima) não o fazem. Então quando eles trabalham em locais onde há muitos turistas estrangeiros como os que você foi, eles têm muito mais trabalho, têm que ficar explicando coisas e ainda ficam sem a gorjeta. Tenha certeza que muitos dos garçons com os quais você teve contato nos lugares turísticos estarão é tentando arrumar trabalho em um lugar não turístico, onde há garçons uns mais e outros menos simpáticos, como em qualquer lugar, mas eficientes eles são!

    Uma dica que teria servido para Munique (como para muitas outras cidades mundo afora) que você tem pouco tempo para visitar: pegue o “ônibus turístico” (aquele de dois andares, sem teto) e dê uma volta na cidade toda com ele. Você sempre pode descer nos lugares que você achar mais interessante, visitar, tirar fotos, e depois subir no próximo.
    Você não perde a “independência”, mas ao mesmo tempo não tem que ficar procurando os principais pontos turísticos.

    Ah … e do “show de bonecos” da prefeitura antiga, um conselho que você pode passar a qualquer um que visitar a cidade: mesmo que você não o tenha visto, diga a todos que não percam o precioso tempo de passeio para vê-lo. A não ser que se esteja passando ali naquele exato momento.
    Não é por nada interessante nem bonito. Você nem vê direito o que acontece. E se vê, não entende.

    Uma coisa eu, enquanto brasileiro que vive há tanto tempo fora do Brasil, não posso deixar de comentar do seu interessante texto: dar dicas de lojas é brasileiríssimo. Para o povo aqui é impensável se dar dicas sobre lojas de departamentos ou até perfumarias que se visitou durante um passeio. Mas em cada país uma cultura e um hábito, não é mesmo?

    Quanto ao comentário do André … dou perfeitamente razão a ele: os bávaros realmente são mais ríspidos que os alemães de outras regiões, mas em Munique o que menos se vê são bávaros.
    Mas igualmente é verdade que a cultura da cidade faz com que as pessoas aqui sejam menos abertas e receptivas como, por exemplo, no vale do Reno (Colônia, Düsseldorf, Mainz). E mais “quadradas” do que em Berlim.

    De todo jeito obrigado pelo simpático texto sobre a “nossa” cidade. E espero que você possa voltar e juntar mais impressões!

  3. Érika Gimenes disse:

    Oi Ronnie, obrigada pela sua contribuição.
    Conheço mesmo pouco da Alemanha, mas morei um ano em Barcelona e entendo a situação de quem trabalha na área de serviços na Europa como um todo, ainda assim, falta de educação não pode ser justificada pela sobrecarga de serviços, né?
    O garçom que nos abordou na Hof, por exemplo, já chegou a mesa dizendo que tinha percebido que éramos brasileiros e reclamando que brasileiros não deixam gorjeta, que não entendia o jeito do nosso povo…Enfim, uma abordagem totalmente equivocada e desnecessária.
    Quanto à sua observação sobre as dicas de lojas, como você mesmo disse, é um hábito brasileiro e escrevo para esse público, por isso ela é necessária.
    Vou acrescentar a sua observação sobre o show de bonecos ao texto. Se tiver qualquer outra indicação é sempre muito bem-vinda.

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