Foto: Érika Gimenes
Na minhaAmérica
08/09/2017 | Nenhum comentário

O que ver na Venezuela e porque ir ou não ir até lá

Essa é quase uma não-dica de viagem. Tenho duas grandes amigas venezuelanas que são categóricas em afirmar que, na situação atual, ninguém deve visitar o país como turista. Além da violência desmedida e do desgoverno, o caos político faz com que leis mudem com frequência, fronteiras sejam fechadas, o câmbio esteja incontrolável, produtos faltem…torna falho tudo o que a gente entende por estabilidade.

Mas senti uma nostalgia muito grande, lembrando do que vi, em 2013, e quis compartilhar um pouco das belezas e das dificuldades que, mesmo naquela época, se multiplicavam.

Os problemas venezuelanos foram plantados com raízes bem profundas por Hugo Chávez e seus comparsas.

Parede descascada com cartaz se desfazendo e abaixo pintura dizendo 'Presidente 2012, Chavez, Corazón de Mi Patria' Blog Vem Por Aqui

Por ter acompanhado alguma coisa de perto, por conversar com minhas queridas Nananda e Nath, suas famílias e outros conhecidos da mesma nacionalidade, tenho uma preguiça imensa quando ouço alguém dizer que o Brasil estava a um passo de ser a Venezuela. É brincar com coisa muito séria porque a situação do povo venezuelano é pra lá de grave e nem a própria Venezuela virou o que é do dia para a noite.

Já em 2011 minhas amigas decidiram sair de casa e tentar a sorte em outra parte do mundo. Para isso, cumpriram uma série de trâmites muito burocráticos dentro do próprio país, porque governo, desde aquele tempo, não permitia que qualquer um saísse quando quisesse e controlava o câmbio, decidindo quem podia trocar quanta moeda e quando.

Nananda e Nath, amigas venezuelanas de Erika, abraçadas e sorrindo Blog Vem Por Aqui

Minhas venezuelanas preferidas: Nananda Nuñez e Nathalie Camilo

As duas não se conheciam, mas acabaram na mesma turma do máster de Comunicação Empresarial, em Barcelona. Tinham experiências e impressões bem parecidas sobre o que viviam, mesmo possuindo históricos familiares e financeiros diferentes. Sabiam que a violência e as proibições cresciam a passos largos e diziam que tiveram que partir, mesmo sem querer.

Nath ficou pela Espanha, casada com o namorado venezuelano, que tem dupla nacionalidade. O irmão dela mora nos Estados Unidos.

Nananda precisou pensar em outras alternativas quando o tempo legal de permanência em Barcelona acabou e, hoje, vive em Bogotá. Quatro dos seis filhos da família estão pelo mundo. Ela na Colômbia, um no México e duas em território americano. Os pais, sofrem com a ausência dos filhos e netos, mas concordam que a segurança é maior à distância. O mais novo só resolveu se mudar depois de sofrer um sequestro-relâmpago traumatizante.

Para o turista, que tem dinheiro sobrando com o câmbio pra lá de favorável, as agruras podem ser menores. Ainda assim, são carne fresca no pedaço, é preciso cuidado.

A primeira coisa que me impressionou ao visitar a Venezuela em 2013 foi, exatamente, a troca de moeda. Como passaria uma semana entre Caracas e Valencia e ainda pagaria as diárias dos hotéis, pensei em levar US$ 600. Minhas amigas insistiram que era muito dinheiro e me pediram para trocar só a metade. Voltei com os outros US$ 300 intactos.

Notas de Bolívares de valores variados Blog Vem Por Aqui

Na cotação do governo, US$ 1 valia 8 bolívares fuertes (moeda do país, cujo o símbolo é o BsF). O câmbio oficial continua delirando e, agora, diz que US$ 1 vale BsF 10. O descompasso era tão grande há quatro anos que, no paralelo, o dólar valia BsF 58. Hoje, a coisa chegou a patamares tão inacreditáveis que US$ 1 já é igual a BsF 20.000.

Troquei dinheiro em segurança e sai com um maço tão grande que não sabia como carregar. Nem imagino a cena nos dias atuais…

Desde aqueles tempos, como diria o Arnaldo, a regra era clara. Câmbio negro é crime e dá cadeia, por isso, para trocar o dinheiro em valores justos, o turista tem que ter certeza de quem está fazendo o ‘favor’.

A violência me deu ‘boa tarde’ na saída do aeroporto, em Caracas. O pai da minha amiga foi me buscar e, quando voltamos, uma pista estava fechada porque uma pessoa tinha sido metralhada dentro de um carro.

Os casos de turistas sequestrados ou enganados por taxistas existem às dúzias na internet. O que me surpreendeu é que, no desembarque, ainda na área de recolhimento de bagagens, já havia senhores uniformizados oferecendo táxi, com roupas que até pareciam de cooperativas, mas que eram piratas.

Carro preto em frente ao aeroporto Blog Vem Por Aqui

Os táxis do aeroporto são diferentes dos convencionais e tem o mesmo modelo desse da foto

No balcão de atendimento ao turista é possível saber onde fica o guichê dos táxis oficiais. No site do aeroporto há uma lista com os contatos das empresas autorizadas.

Saguão do aeroporto vazio com divisórias móveis para filas no meio e guichê para turistas no canto direito Blog Vem Por Aqui

Na época, o pai da Nath fazia traslados para o aeroporto e tours pela cidade, hoje, as peças de reposição dos carros estão tão caras, que ele deixou a atividade. A mãe dela ainda trabalha numa agência de viagem e pode ajudar quem estiver disposto a se arriscar por lá.

Nath e a mãe em frente a uma pedreira abraçadas, com os braços levantadas sorrindo Blog Vem Por Aqui

Nath e a simpática dona Carmen

Para ter o o apoio de Carmen Noguera é só procurar a Kovama Tours no Facebook ou ligar para +58 2122371209.

Onde ficar, onde ir e cuidados necessários

Me hospedei num bairro considerado um dos melhores e mais seguros de Caracas, Altamira. Escolhi um hotel recém-inaugurado, colado a um centro de compras.

Fachada do hotel com toldo grande de metal e porta com letreiro acima Blog Vem Por Aqui

O aviso na recepção do Altamira Village, pedindo, por favor, para os hóspedes deixarem suas armas no cofre da entrada, seria cômico, se não fosse trágico.

O hotel era básico, mas confortável e limpo.

Quarto do hotel com duas camas e painel grande de madeira atrás Blog Vem Por Aqui

O café da manhã tinha muitos pratos locais como arepas e cachapas. A vista do refeitório era um dos raros espaços em que não se via o mar de favelas da capital venezuelana.

Mosaico com duas fotos, à esquerda mesa com duas cadeiras no restaurante do hotel com montanha verde ao fundo e à direita casas de favela no morro Blog Vem Por Aqui

A vista do hotel e a vista normal em quase todos os pontos de Caracas

Conheci a moradora de uma delas na casa da família da Nath. A senhora, que vez ou outra ajudava na faxina, era uma das que perdeu a esperança num governo em que acreditava. O filho chegou a entrar para o Exército tentando melhorar a situação da família, mas estava num limbo, ganhando mal como os vizinhos, e sem ser bem visto por alguns deles.

Pessoas andando nas ruas diante de dois cartazes gigantes do governo, o primeiro com Chavez de mão levantada e punho cerrado e o segundo dele no meio de adolescentes Blog Vem Por Aqui

Falar muito é sinônimo de encrenca no país, por isso, ela não entrou em detalhes, mas contou que estava lavando e passando as roupas de sua família na casa da patroa porque as faltas de água e luz eram frequentes e duravam horas na comunidade onde morava.

Ao chegar no apartamento dos pais da minha amiga, me surpreendi com portas de grade diante das portas comuns, de madeira, e fiquei sabendo que esse dispositivo de segurança é até banal por lá.

Porta de ferro gradeada em frente à porta de madeira Blog Vem Por Aqui

Nas ruas, os cuidados básicos daquele período ainda eram os mesmos que você tomaria em qualquer cidade grande brasileira. Evitar andar à noite, não circular por áreas degradadas, não exibir objetos de valor…só que já era preciso prestar atenção a algumas questões que não são tão graves por aqui. Não dava para pegar qualquer táxi. Para evitar os piratas, o jeito era pedir pra chamar na recepção do hotel ou tentar em pontos de shoppings e áreas fechadas. Agora, já é possível usar aplicativos como Easy.

Táxis pintados de branco com linha amarela com quadrados pretos, um ao lado do outro Blog Vem Por Aqui

Alugar um carro era impraticável porque, além de ser um alvo para bandidos e policiais corruptos, era impossível estacionar. Até nos estacionamentos pagos as vagas eram raras.

O trânsito era infernal, pior que São Paulo em dia de chuva. Como fui numa época naturalmente caótica (véspera de Natal) e como um tanque de gasolina saia ao equivalente a 18 centavos de real, qualquer um que tivesse uma carroça estava nas ruas.

36 litros de gasolina por BsF 3,56 em 2013

Demoramos mais de duas horas para ir do centro a uma das saídas da cidade, num trajeto de menos de 15 km.

Carros em fila no engarrafamento na rua Blog Vem Por Aqui

Um dos vários engarrafamentos que encarei por lá

Os ônibus pareciam saídos dos anos 50 ou de algum ferro-velho.

Ônibus velho com lataria remendada Blog Vem Por Aqui

A parte histórica do centro tem prédios bonitos.

Igreja antiga no centro e pessoas atravessando a rua e na calçada Blog Vem Por Aqui

Mas a melhor parte da região metropolitana de Caracas está numa cidadezinha bucólica, colada à capital, que se parece com o quadrado de Trancoso ou os vilarejos de Minas Gerais: El Hatillo.

Mosaico com fotos da cidade, táxi em frente a casinhas coloridas, praça com árvores e placa com o nome da cidade, casinhas pintadas de verde e branco e de laranja e, por último Érika e as amigas Diana e Nath Blog Vem Por Aqui

O lugar tem casinhas coloridas, uma praça simpática, uma igrejinha típica de arraial, e várias lojinhas de artesanato, a maior é a Hannsi, dá pra se perder dentro dela.

Um oásis nesse deserto de incertezas do país.

Comida, bares e compras

A comida típica venezuelana é muito parecida com a comida caseira brasileira. Feijão, arroz, carne…um dos pratos mais tradicionais é o pavillón criollo. A carne assada tem um tempero único e até o abacate e o queijo casam bem com o restante.

Prato de pavillón criollo com banana frita, carne assada, pedaço de queijo, arroz, feijão e tira de abacate Blog Vem Por Aqui

Provamos o pavillón no Casa del Llano, na região de Las Mercedes, área que tem muitos restaurantes e boates. O que visitamos é simples, mas tradicional, e a refeição saiu por cerca de R$ 8 por pessoa.

Fachada do restaurante com letreiro grande em vermelho com o nome e um homem montado num cavalo dando pinote em cima, na frente, carros parados Blog Vem Por Aqui

Também pedimos uma arepa, espécie de pão de farinha de milho com recheios variados, que está presente em todas as horas do dia (café da manhã, almoço, lanche ou jantar). A nossa era tão grande que acabou sobrando.

Arepa aberta, em cima de um prato com guardanapo de papel cinza, recheada com frango e abacate no meio Blog Vem Por Aqui

A Polar reina absoluta no mundo cervejeiro venezuelano, mesmo às turras com o governo, produz 80% da bebida no país. Pelo menos, há versões variadas: Azul, Verde, Light, Solera, Zulia…A maioria bem parecida com as cervejas populares brasileiras.

Oito cervejas diferentes da empresa lado a lado Blog Vem Por Aqui

Os bares de hotéis faziam sucesso na noite caraquenha. O 360°, do Altamira Suítes, era um dos mais famosos. Como estava lotado, fomos ao Lounge Vip, do Pestana. Além de provar ótimos drinks e dançar muita salsa, aproveitamos a vista da cidade.

Mesas altas e cadeiras em frente à piscina e, ao fundo, parede de vidro com vista para as luzes da cidade Blog Vem Por Aqui

Aproveitei meu último dia na capital para saber como era um shopping no país. Escolhi o San Ignacio, que ficava próximo ao hotel em que eu estava, e gastei parte dos bolívares que sobraram.

Área interna do shopping com escada rolante entre os andares e pessoas andando no piso de baixo Blog Vem Por Aqui

Confesso que as roupas e os sapatos não faziam o meu tipo…Tudo colorido, brilhoso e nem sempre de boa qualidade. Não havia muitas opções de eletrônicos, brinquedos ou objetos mais caros porque várias lojas estavam fechadas ou com as prateleiras vazias. Comprei bebidas e os dois últimos potes de creme Kerástase num salão por preços excelentes.

Até o freeshop do aeroporto estava desfalcado, mas consegui maquiagem barata e uma caixa com váaaarias bisnagas de Ovomaltina, uma espécie de creme de Ovomaltine que é uma delícia!

Bisnagas de Ovomaltina alinhadas de cabeça para baixo num mostrador Blog Vem Por Aqui

Ainda no shopping, vi uma fila gigante saindo de uma loja e corri para saber o que estava acontecendo. Pensei num sorteio ou num concurso e achei apenas moradores tentando comprar um par de tênis, produto que andava sumido das prateleiras.

Hoje, minhas amigas me contam que a situação está muito pior. Nem tanto para um turista, com bolsos cheios de dinheiro. Mas aquilo que pra gente vale ‘apenas’ US$ 2, corresponde a milhares de bolívares para eles.

Isso sem falar na proibição de ir a qualquer dia e qualquer hora ao mercado. Como o governo subsidia o preço de vários itens, para tentar diminuir a escassez, foi criado um rodízio pelo número final da identidade. Você só pode fazer compras no dia da semana destinado ao seu número. Se der o azar do que precisa acabar na sua vez, fazer o que… Se não puder pagar o valor do item no mercado negro, ninguém está nem aí.

Pessoas diantes de barraquinhas Blog Vem Por Aqui

Feira de produtos clandestinos debaixo de um viaduto

Há alguns anos, elas substituíram os chocolates e mimos que levavam de presente para os parentes por gêneros de primeira necessidade. Shampoo, pasta de dente, papel higiênico são os que fazem mais sucesso. Vez por outro alguém tem que tomar banho ou lavar os cabelos com sabão.

Valencia

A parte mais bonita do país, longe das agruras das filas e das prateleiras vazias, eu conheci na região de Valencia, em Morrocoy, mas antes aproveitei para ver a capital do estado.

A cidade fica a 150 quilômetros de Caracas e já não é o mesmo lugar limpo e seguro que a Nananda conheceu na infância.

Me hospedei no WTC Hesperia, hotel cinco estrelas, com um café da manhã excelente e que, naquele período, tinha diária de cerca de R$ 80 para duas pessoas.

Demos uma volta pelos parques Negra Hipólita e Fernando Peñalver, uma área verde enorme, com lagos, ótima para caminhadas.

Nananda, Diana e Érika numa ponte no parque com árvores em volta Blog Vem Por Aqui

Na cidade vizinha, San Diego, conhecemos o Parque de Las Luces, três quarteirões inteiros de figuras iluminadas e barraquinhas de feira, que funciona durante o Natal.

Mosaico com fotos das figuras do parque, primeiro um golfinho iluminado de azul, depois uma árvore de natal com uma estrela em cima, abaixo outras árvores e do lado girafa e outros animais no meio de árvores com luzes de várias cores Blog Vem Por Aqui

De volta à capital, adoramos ir até o Nautilus Jardin, espaço gourmet com vários restaurantes e bares, que era lindo e espero que ainda esteja aberto, apesar do último post no Facebook ser do mesmo ano em que estive lá…

Tendas grandes com mesas embaixo no meio do jardim e grupo de pessoas perto de uma árvores Blog Vem Por Aqui

O mar

O passeio mais esperado, fizemos em grupo. Amigos da Nananda formaram uma turma de 12 pessoas em direção às praias.

Placa de madeira na entrada de Cayo Sombreo Blog Vem Por Aqui

O Parque Nacional de Morrocoy é um conjunto de ilhotas ou ‘cayos’, como chamam por lá.

No caminho para o nosso destino, o Cayo Sombrero, paramos numa lojinha de empanadas, a Mi Empanada, para provar a mais tradicional, de cação, que tinha um gostinho delicioso de…siri.

Bandeja de isopor com guardanapo e empanada em cima e copo de suco de laranja à frente Blog Vem Por Aqui

No porto, alugamos duas lanchas para fazer o traslado até a ilha. Por menos de R$ 20 por lancha, eles nos levaram, pararam para que mergulhássemos no meio do caminho e voltaram para nos buscar na hora combinada.

Placa com preços das lanchas para os cayos Blog Vem Por Aqui

Pela parada eu já tinha percebido a maravilha do lugar.

Diana e Érika no meio do mar de águas transparentes Blog Vem Por Aqui

Eu e a Di, minha companheira nessa aventura venezuelana

Quando chegamos fiquei ainda mais encantada. É, sem dúvida, umas das praias mais bonitas que eu vi na vida.

Diana e Érika sentadas num tronco de madeira diante do mar transparente Blog Vem Por Aqui

A infraestrutura era bem básica, mas havia barracas e cadeiras para alugar, vendedores de bebidas e barcos que atracavam por ali, oferecendo pratos simples de restaurantes da região.

Diana, Nananda e Érika deitadas em cangas na areia, sorrindo para as fotos com praia ao fundo Blog Vem Por Aqui

Felicidade é…uma praia paradisíaca ‘cazamiga’

Compramos comida num desses barcos. Uma lagosta grande com uma porção farta de ceviche, para quatro pessoas, saiu por menos de R$ 80.

Lagosta em cima de uma estrutura verde do barco com uma metade de abacate cortada em frente Blog Vem Por Aqui

Nos barcos você escolha as lagostas fresquinhas, no tamanho que quiser

Na volta, paramos numa das barracas da estrada para provar uma bebida típica, a cocada, mistura gostosa, sem álcool, de coco, leite ninho, leite condensado e canela, batidos com gelo.

Copo de plástico transparente com canudo e líquido espumoso branco com canela Blog Vem Por Aqui

No dia seguinte conhecemos outra praia, Patanemo, que fica a uns 40 minutos de carro de Valencia. Para chegar até lá, passamos por uma área de preservação, cheia de flamingos.

Nossos amigos baixaram nossas expectativas, avisando que não era tão bonito como Cayo Sombrero…só esqueceram de dizer que a água era igualmente azul e transparente.

Diana e Érika de costas, sentadas numa mesa, com Nananda em frente e mar azul ao fundo Blog Vem Por Aqui

Patanemo tem quiosques, área de estacionamento, banheiros, mas tudo ainda muito rústico.

Almoçamos num dos quiosques. Pagamos pouco mais de R$ 10 por pessoa para tomar algumas polares azuis e comer um peixe simples, mas maravilhoso, com tostones (bananas verdes, amassadas aos murros e fritas) cobertos com molho vermelho e queijo ralado. 

Bandeja com banana, peixe e garfos espetados Blog Vem Por Aqui

Os vários lados

Como a intenção do Vem Por Aqui é ser um ponto de partida e nunca a palavra final, vale a pena você ler a opinião de outros viajantes sobre o país.

O Mundo Sem Fim, por exemplo, teve uma experiência diferente, fazendo um mochilão por lá no final de 2016.

Já o Viagem em Pauta não pensou como eles em 2015.

Tem ainda o Planejo Viajar, que foi a trabalho em 2016.

Independentemente da sua decisão, a precaução é necessária. Leia, se informe sobre mudanças recentes na situação do país e procure tanto a mídia oficial (autorizada a divulgar apenas a versão governista dos fatos), os veículos internacionais, quanto sites feitos por dissidentes como o Dolar Today, que também tem a cotação diária do bolívar.

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