Divulgação / El Cardenal
Na minhaAmérica
20/09/2019 | Nenhum comentário

Onde comer na Cidade do México

Que a comida mexicana tem personalidade, todo mundo já sabe. Tacos, moles, pimentas…os pratos e ingredientes típicos da culinária do país são conhecidos por toda parte. Apesar disso, muita gente ainda associa as iguarias do México com food trucks e carrinhos de rua ou tem medo de ficar restrito à picância e à excentricidade no caso de uma visita.

Lá nos cantões do país, a preocupação pode até se justificar, mas numa cidade imensa como a capital, há restaurantes sofisticadíssimos servindo o melhor da culinária local e casas de todo o tipo, com comidas do mundo inteiro. Aliás, no gosto por arrozes, carnes e vinagretes, a gente se sente muito semelhante.

Restaurantes e mercados na Cidade do México   

Na minha visita à Cidade do México não fui a nenhum dos dois que estão na lista dos melhores do mundo, o Pujol (em 12º.) e o Quintonil (24º.). Nem estive no Sud 777 e no Máximo Bistrô, que ficam entre os tops da América Latina. Mas encarei de mercados populares a gourmets e opções variadas, como italiano, churrascaria, argentino e, é claro, mexicanos.

Aproveito para dividir com vocês as minhas experiências, com direito a um plus de dicas de bons lugares para compras.

El Cardenal

Pesquisando em outros blogs, ouvi falar do El Cardenal, um restaurante que existe desde 1969 e fica num prédio, pertinho do Zócalo, oferecendo uma boa mostra da culinária típica do país. Me surpreendi ao subir as escadas e a chegar ao salão com uma decoração discreta, mas requintada, já que estávamos no meio do centrão.

Salão do restaurante com mesas com cadeira de madeiras e pratos arrumados com guardanapo de tecido em cima tipo torre e talheres em volta

De couvert recebemos uma cestinha de pães quentinhos com tomates temperados que fez as vezes de entrada. Como éramos quatro e não queríamos inovar muito, pedimos quatro porções de tacos com carnes variadas, de pato, peru, camarão e boi. Cada porção vinha com quatro tacos e eles chegavam à mesa com os ingredientes separados, para serem montados pelos clientes. As tortilhas quentinhas, embrulhadas como presente numa cestinha artesanal, já eram promessa de sucesso.

Cestinha de palha com pano de prato bordado, dobrado dentro

Pedimos ainda uma jarra de 1,5 l de suco de laranja e oito cervejas. O total foi de cerca de R$ 70 por pessoa. Não é uma pechincha, mas estava tudo uma delícia! E para os fãs de pratos mais exóticos, o restaurante costuma servir (durante a temporada) os famosos Guzanos de Maguey, ou vermes do mescal, que sempre aparecem nos filmes.

 Spuntino

O segundo lugar em que comemos na Cidade do México foi um bar/restaurante argentino. O Spuntino ficava perto da casa do nosso amigo e fomos lá duas vezes durante a visita.

O local fica em Polanco, diante de uma pracinha, numa esquina, com várias mesas na rua.

Mesa do restaurante com plantas do lado e árvores da pracinha em frente

A casa tem vários drinques e empanadas deliciosos, carnes, além de pratos com inspiração italiana (como pizzas e massas). Da primeira vez, como estávamos mais para beber que para comer, nosso grupo de seis pessoas tomou uma garrafa de vinho, oito cervejas, uma margarita, dois mojitos e pediu couverts, quatro empanadas e 400 gr. de carne. Até pelo bairro onde está, esse é outro lugar que não é barato. A conta deu cerca de R$ 98 por pessoa.

Mercado de Xochimilco  

BBB mesmo são os mercados populares da capital e das redondezas. Em Xochimilco provei a melhor de todas as comidas de rua que comi no México e visitei o mercado mais roots.

Box de comida, com cozinheiro e panelas atrás e clientes, esperando, na frente

Entre barraquinhas simples de feira, vendendo artesanato, frutas, legumes e verduras, encontramos uma que fazia flautas de cordeiro m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a-s.  Por lá, quatro cervejas, quatro flautas e uma coca saíram cerca de R$ 32 no total.

Mercado de Coyoacán

Seguindo a linha roots, aproveitei a ida ao Museu Frida Kahlo para conhecer o mercado de Coyoacán. Esse tem mais opções de lugares para comer e várias marisquerias (barracas especializadas em frutos do mar). A mais famosa é El Jardin Del Pulpo, quase um restaurante diante das outras em que se come em pé.

Mesa comprida com várias cadeiras e molhos no meio

Nas grandes mesas comunitárias os clientes degustam com avidez uma comidinha bem gostosa. Provamos um ceviche de camarão (com o indefectível abacate), um peixe frito com arroz e salada e tomamos três cervejas por R$ 98 tudo.

Quem quiser uma sobremesa fresca e frugal pode comprar manga descascada e gelada (como os abacaxis do nosso Mercado Central), numa das barracas vizinhas.

Mercado Roma

Indo para um lado mais ‘gourmetizado’, conhecemos o Mercado Roma, uma versão menor desses mercados tipo Eataly, que estão na moda no mundo inteiro. Gostei bem da vibe do Roma e vi que havia estandes com todo tipo de comida, mas provamos apenas umas empanadas porque estávamos a caminho de outro programa.

Parte interna do mercado vista de cima com vários estandes com clientes sentados em banquinhos

Descobri depois que eles também têm uma unidade em Coyoacán, boa opção para quem vai ao Museu Frida e quer mais glamour.

City Market

E por falar em glamour, quem gosta de supermercado bonito e estiver passando por Polanco tem que visitar a unidade do City Market da Plaza Carso, que fica pertinho do museu Soumaya. Esse é o primeiro supermercado que conheci que superou o meu querido Verdemar.

Fachada do supermercado toda em vidro com dois letreiros com o nome

Que me desculpem cariocas e paulistas que acham o Pão de Açúcar legal, mas vocês não sabem o que é o Verdemar!

Adoro visitar supermercados em todo lugar que vou e, cada vez mais, prefiro versões menores e com uma boa variedade às super-hiper-mega-master-unidades das grandes redes. E não estou falando de empórios gourmets, mas de mercados mesmos, aqueles que vendem arroz e feijão, sabão em pó, tudo para o dia a dia, mas também têm uma variedade de marcas importadas e produtos diferentes.

O Verdemar é assim e ainda tem uma padaria excelente e uma área de alimentação onde você pode comer os produtos que compra na parte interna ou provar pizza, carne, saladas, tapiocas, crepes e japonês feitos por lá.

Pois o City Market tem tudo isso, com ainda mais sofisticação, e bar de drinques e frutos do mar. Fiquei impressionada, queria ir todo dia só para ver tanta coisa legal nas prateleiras. Ótima opção para levar lembrancinhas culinárias!

El Califa

Voltando a uma pegada local, indico a melhor taquería de rua em que comemos. A El Califa tem várias unidades espalhadas pela capital. O local é um fast food mais arrumadinho com tacos deliciosos.

Entre as várias alternativas possíveis num taco, você pode escolher entre tortilha de milho ou trigo, carne tipo Al Pastor (como um kebab) ou em tiras, e acompanhamentos. Os mais tradicionais são o pico de gallo (vinagrete de tomate, cebola, cebolinha e coentro), guacamole (a famosa pasta de abacate mexicana) e sour cream (creme azedo com gostinho de coalhada).

Três pratos com tipos diferentes de tacos com potinhos com molhos ao lado

Outra coisa tipicamente mexicana é um corte que sempre aparece entre as opções de carne para os tacos, a arrachera, que você confere aqui do que se trata, mas garanto que derrete na boca.

Prato com taco de arrachera

No El Califa, éramos quatro e provamos 10 tacos com sete cervejas por R$ 257, sem os 10%. Aliás, na Cidade do México eles quase nunca vinham incluídos, era preciso somar o valor à conta.

Santino

Quem quer comer num local mais arrumadinho e com sabores bem conhecidos, pode optar pela tratoria Santino, em Polanco. A página do restaurante italiano tem cardápio com preços, coisa que eu adoro, já que economiza tempo e evita surpresas.

Salão do restaurante com mesas menores com poltronas largas verdes

Nós seis tomamos 13 cervejas, uma margarita (como eu AMO esse drinque!), um suco, duas pizzas e três pratos de massa por R$ 404. Para os padrões dos nossos restaurantes sofisticados, achei o preço bom.

Sonora Grill

Encerro a lista de lugares para comer com o que, para mim, foi uma surpresa. Acabei numa churrascaria mexicana! Como o Sonora Grill era beeem elegante, fica melhor chamar de casa de carnes, né?

Salão do restaurante com teto cheio de plantas e luminárias redondas com mesas cheias

Achei tudo bem gostoso, mas, cá entre nós, não se compara. De entrada provamos nachos com vários molhos e um feijão com queijo cremoso que (não duvide!) estava uma delícia.

Pequena frigideira com a mistura de feijão e queijos, cone com nachos e bandeja com seis tipos de molhos

Demos sorte de pegar a rodada dupla e nós seis pedimos três rodadas de drinques (mojitos, piña coladas e margaritas), nove de cervejas, duas porções de taco, uma costela inteira e uma porção de carne com batata. Aí, pesou no bolso, R$ 882 de conta no total, mas, novamente, se você levar em conta o preço de uma churrascaria top por aqui, fica abaixo (principalmente, com essa tonelada de bebidas).

Costela em cima de uma pedra com batatas ao lado

Onde fazer compras na Cidade do México

Já contei aqui que minha ida ao México não era uma viagem de compras. O objetivo era estar com os amigos, conhecer um país diferente e descansar uns dias na praia, mas é claro que a gente sempre vê alguma coisa interessante e encontra lugares em que vale a pena comprar.

Um ponto típico de artesanato da capital mexicana é o Mercado de Artesanias Ciudadela, o lugar tem desde roupas com os bordados e o colorido típico do país a máscaras de lucha libre, joias de prata e muitos artigos para casa.

Comprei uma bandeja linda que uso mais para decoração do que para servir; uma caveirinha colorida e o meu xodó, pulseiras de miçanga! Lá, o mais importante é pesquisar e negociar. Na primeira barraca em que vi as pulseiras elas custavam o dobro do preço do lugar em que comprei.Mosaico com duas fotos da bandeja, na frente a pintura colorida de uma mulher estilo anos 40, escrito Corona Extra em letras antigas. No fundo, um rótulo antigo de Corona

Outro lugar com opções baratas é o Cosco, supermercado tipo atacadista (no estilo Sam’s Club) que já é velho conhecido de quem vai muito aos Estados Unidos. É preciso fazer uma carteirinha de ‘sócio’ para comprar, mas se você der sorte de ter algum amigo que tem, vai encontrar pechinchas como um kit de ótimas toalhas de banho (com seis) por menos de R$ 90.

Quem procura produtos de marca com preços vantajosos pode aproveitar as ofertas do Premium Outlet Punta Norte, o mais próximo da capital. Não chega a ser a pechincha dos outlets americanos, mas tinha ótimas promoções, principalmente na Levis e na Calvin Klein. Na primeira, a segunda peça tinha 50% de desconto. Meu marido comprou uma camisa que custa R$ 250 no Brasil por R$ 160 e a minha calça saiu por R$ 79 na promoção. Já a segunda tinha descontos progressivos em boa parte das peças (só os jeans não entravam). Quem comprasse 11 peças pagava 70 por cento menos no total. Como estávamos em seis, foi fácil aproveitar. Levei uma bolsa por R$ 150 e meu marido, kits com três cuecas por R$ 26. Eles ainda aceitaram dividir o pagamento em três cartões diferentes, já que éramos três casais.

No próximo post vou falar dos meus dias em Puerto Vallarta. Até lá!

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