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Na minhaAmérica
23/09/2019 | Nenhum comentário

Onde ir em Puerto Vallarta

Puerto Vallarta foi uma escolha pragmática na nossa viagem para o México. Como fomos na Semana Santa, o preço das passagens para as melhores praias do país estava absurdo, por isso optamos por uma das mais próximas e mais baratas.

Pagamos R$ 650 na ida e volta da Cidade do México para Vallarta pela VivaAerobus e isso porque fomos numa segunda, 20h30, e voltamos quinta, 22h40. O percurso é de 1h30 de vôo.

O táxi de Polanco até o aeroporto da capital custou MXN 270 (na época, com o peso a RS 4,77, menos de R$ 57) e do aeroporto da cidade praiana até o nosso hotel saiu por MXN 300.

Como já contei aqui, estava com a cabeça na lua nessa viagem e me esqueci que esse voo era doméstico e que não tinha franquia de bagagem, por isso, apesar de ter levado apenas uma mala de mão, não podia despachar e tive que jogar fora um tubo de protetor solar novinho com mais de 100 ml…

Hotel

Escolhemos uma hospedagem simples, mas bem avaliada no Booking (nota 9), próxima do centro e da praia, o Hotel Porto Allegro. As três diárias para casal custaram R$ 1.111, mas fora de temporada é possível encontrar alojamentos duplos por menos de R$ 200.

Quarto com cama no meio e varanda lateral

Os quartos do Porto Alegro surpreenderam. Eram amplos, com banheiro em mármore, limpos e confortáveis. O restante das instalações é mais modesto e sem firulas. Dentro das suítes, água mineral de cortesia e uma cafeteira.

Mosaico com foto do banheiro à esquerda e da mesinha com cafeteira e águas à direita

O café da manhã é fraco, com opções muito regionais. Foi preciso pedir pães (só havia tortilhas na mesa) e os waffles estavam queimados, mas os responsáveis por essa área, Pascual e Monica, compensavam qualquer inconveniente com muita cordialidade.

Monica e Pascual, tão simpáticos que fizemos questão da foto

A piscina é pequena e bem acanhada, contrastando com a vista ampla e bonita.

Vista geral da cidade com torre da igreja ao fundo

Não recebemos a mesma amabilidade do Pascual e da Monica por parte do Juan Jesus, funcionário da recepção, que ficou meio emburrado depois que desistimos de comprar um passeio…Mas como nosso voo era noturno, contamos com a compreensão da gerência que nos cedeu um quarto para tomarmos banho, sem custos, depois do check out, e guardou nossas malas.

Onde comer

A estrutura da praia na área central de Vallarta é muito boa, com vários bares e quiosques arrumadinhos, mas muitos exigiam consumação mínima, que variava de MXN 200 a 300, por pessoa. Nós elegemos o beach club do restaurante La Palapa, como point. Além de bonito, o local tinha pratos e drinques gostosos. Sempre que pedíamos qualquer comida, recebíamos como couvert lâminas de banana e batata doce fritas, com um vinagrete de frutas, porções infinitas de nachos e um biscoito salgadinho tipo Club Social. As cervejas custavam, em média, MXN 45 e um ceviche saia por MXN 110.

Mesa arrumada com talheres, xícaras, taças e guardanapos de tecido

Mesa fofa do La Palapa

Como nosso hotel era perto do Malecón (calçadão) de Vallarta, era por ali que ficávamos durante as noites, até porque, essa é a parte mais animada da cidade. Por lá, você encontra fast foods, lojas de lembrancinhas, restaurantes mais sofisticados e boates.

Pessoas andando no calçadão

Um do lugares em que comemos, foi o italiano, La Dolce Vita, com pratos de massa variando entre MXN 140 e MXN 190. No site você encontra o menu com preços atualizados.

Salão do La Doce Vita com pessoas nas mesas

Também estivemos numa pizzaria muito boa, a La Posta, que ainda servia carnes argentinas. Um trio de bruschettas, 12 cervejas e uma bisteca com purê saíram por MXN 1039, com os 10% incluídos. Aliás, enquanto na capital essa prática não era muito comum, em Vallarta a conta sempre vinha com os 10%.

Pizza do prato

Passeando pela rua, admiramos de longe boates animadíssimas e até com palco voltado para o calçadão, como o da La Vaquita, mas nem pensamos em entrar…Estávamos em modo descanso.

Fachada da boate com vaca pendurada no teto e palco dando para a rua

Playa Escondida

Um dos passeios mais famosos da região é a ida à Playa Escondida, um desses pontos turísticos icônicos que encanta nas fotos e decepciona ao vivo. Não porque não seja bonito, mas porque o turismo em massa impede a apreciação.

O local é como se fosse uma ilha coberta com um ‘chapéu’ vazado, com uma pequena caverna na entrada.

Praia subterrânea com cobertura vazada, aparecendo o céu com areia abaixo

Expectativa

Caverna com praia cheia de gente ao fundo

Realidade – tá vendo a galera que te espera na praia quando você passa a caverna da entrada?

Hotéis e agências do centro vendem o passeio, mas é possível comprar diretamente nas empresas que fazem o trajeto saindo da Marina. São três que oferecem um serviço parecido: Vallarta Adventures, Vallarta by Boat e Bahia Alegre. No pacote, normalmente, estão incluídos: ida e volta até a ilha, café da manhã, almoço e bebida liberada na volta. Todas fazem paradas antes da Playa para que os clientes possam praticar um pouco de snorkel em alto-mar. O nosso tour custou MXN 900, mais MXN 25 de taxa portuária e MXN 35 de taxa de conservação ilha.

Barco parado em alto-mar com ilha ao fundo

Não crie expectativas quanto à comida…As refeições que provamos eram beeem fraquinhas. De café da manhã, um pão com café antes da saída do barco, e duas panquecas com maple syrup e uma fatia de mamão com granola, dentro do catamarã. No almoço, um hambúrguer mais ou menos, acompanhado de espetinho de camarão. A cerveja estava um pouco quente e os drinques eram feitos com aquelas misturas que têm gosto de sabão. Se estiver com mais de quatro pessoas, vale a pena alugar um barco menor e ir sem a excursão.

Como a praia fica numa área de conservação ambiental, é proibido usar protetor solar comum, mas eu não vi ninguém fiscalizando…De qualquer forma, na lojinha da Marina é vendido um protetor biodegradável, que tem uso permitido, por MXN 48.

Na chegada, é preciso descer do barco e ir nadando até a entrada da ilha, mas mesmo quem não sabe nadar consegue ir até lá porque, além de estarmos todos de colete salva-vidas, as empresas fazem uma fila indiana e os clientes vão segurando uma corda.

De qualquer forma, vai ser preciso deixar seus pertences no barco, então, não leve nada de valor ou compre uma bolsinha à prova d’água, inclusive para o seu celular. A capa para telefone saia por MXN 330 na Marina e a câmera descartável da Kodak por MXN 220.

A multidão de pessoas que se digladiavam para tirar uma foto e ocupar cada centímetro da ilha não deixou lembranças memoráveis, mas acho que o passeio valeu a pena pela vista em alto mar e pelo snorkel no meio do caminho.

Érika e Mateus no meio da caverna com duas pessoas ao lado

O máximo de romantismo que você vai conseguir: uma foto com ‘apenas’dois bicões do lado…

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