Foto: Visit Panamá
Na minhaAmérica
09/08/2017 | 2 comentários

Porque parar na Cidade do Panamá

Assim que decidimos ir para Punta Cana resolvemos fazer um pit stop de alguns dias no Panamá para visitar uma amiga querida.

Mesmo que a capital do país fosse apenas o ponto de compras alardeado por tantos turistas, o desvio valeria a pena pelo reencontro. A diferença no preço da passagem, coisa de R$ 200 por três dias em terras panamenhas, também serviu de incentivo.

Encontramos um hotel simpático no Booking e fizemos a reserva. A diária de um quarto duplo no The Saba sai a menos de US$ 60.

Fachada do The Saba com letreiro em verde e escada Blog Vem Por Aqui

E as surpresas boas começaram por lá. Além de muito agradável e cheio de pequenas amenidades (como a cafeteira com café de ótima qualidade no quarto, o rádio com encaixe para celular e as revistas) o hotel era pra lá de bem localizado.

Mosaico com foto do rádio relógio e da mesa com a cafeteira e, abaixo, cama do quarto do lado da janela Blog Vem Por Aqui

O The Saba fica perto de uma das poucas estações de metrô da cidade, em frente a um parque, numa avenida cheia de bares e cafés, no bairro El Cangrejo. Essa comodidade ajudou a resolver o único quesito fraco do hotel, o café da manhã que, na época, era bem pobrinho.

Na primeira noite, antes de irmos para Punta Cana, nossas anfitriãs nos levaram para um city tour que ajudou a criar uma simpatia instantânea pela Cidade do Panamá. O centro histórico é uma graça! Como o dia foi corrido, deixamos para conhecer melhor nas 48 horas da volta.

Bar em casa antiga do centro histórico com mesas na rua e pessoas passeando a pé Blog Vem Por Aqui

O problema é que acabou sendo pouco para conciliar compras e turismo. Tiramos um dia para conhecer o maior shopping da América Latina, Albrook Mall, que parecia ser a melhor opção para quem tinha pouco tempo de viagem.

Pegamos o metrô perto do hotel e chegamos ao gigante no horário de abertura, às 10h. Fomos embora às 19h, depois de ver apenas o primeiro dos dois pisos.

Lojas com escada rolante no meio e estátua de um coala carregando um filhote no colo Blog Vem Por Aqui

As alas do shopping são identificadas por animais

Eu disse que ‘parecia uma boa opção’ porque, na prática, foi infernal. Meus pés estavam em carne viva no fim do passeio (eu estava de sapatilha) e a quantidade de sacolas não justificava o esforço.

Carrossel e pessoas em volta Blog Vem Por Aqui

Praça de alimentação com carrossel no meio

A verdade é que eu não sou do tipo que compra tudo de primeira e pesquisar num lugar do tamanho de 36 campos de futebol, definitivamente, não é uma boa.

Sendo justa com o shopping, meu marido encontrou muita coisa interessante e havia uma loja de perfumes, a So Nice, com promoções melhores que as do free shop. 

Na manhã do dia seguinte acabei passando em outro shopping, o Multiplaza, que tinha Zara e Forever 21 com precinhos que só encontramos no exterior e era mais compacto e objetivo.

Frente do shopping com parede coberta por era e placa com nome no meio e táxis na frente Blog Vem Por Aqui

Como a gente ainda queria curtir a cidade, fomos direto para o centro histórico (Casco Antiguo), passear pelas ruelas, comprar o indefectível chapéu Panamá (produzido no Equador…) e almoçar num dos hotéis descolados da área central, o Tântalo.

Restaurante do Tântalo com mesa grande de madeira e mesas menores ao lado, no teto, várias luminárias com fios entrelaçados Blog Vem Por Aqui

Outro lugar legal onde fomos com nossas amigas foi o bar alemão Steinbock. Além das comidas de ótima qualidade, a carta de cervejas era imensa.

Mosaico com fotos de Mateus, Érika e as duas amigas, abaixo três mão brindando com garrafas de cerveja Panamá e ao lado pratos alemãs Blog Vem Por Aqui

Planejamos chegar cedo ao aeroporto e desbravar toda a imensidão do terminal, então, não deu pra fazer muito mais. Deixamos o canal e todo o resto para uma próxima.

Corredor do aeroporto com lojas nas laterais

Por falar no aeroporto, ainda que você vá fazer apenas uma conexão, tente pegar, no mínimo, algumas horinhas entre um voo e outro.

O Panamá não tem as outlets americanas, mas os preços estão anos-luz do Brasil. E não se engane, você vai ver muitas lojas repetidas das duas grandes redes de free shop (La Riviera e Attenza), mas há outras opções (Kipling, Lacoste, Columbia,…), é só procurar.

Lojas na lateral e pessoas no meio do corredor andando com malas Blog Vem Por Aqui

Um detalhe muito importante para quem quer descer no Panamá durante uma escala ou quer passar uns dias por lá é ter um passaporte com validade de, no mínimo, três meses.

Dei bobeira quando fui para o México e embarquei com um que vencia duas semanas antes dos tais três meses. Me arrisquei na imigração para poder contar a experiência aqui. Não aconteceu nada demais, ninguém me deportou, mas não me deixaram sair do aeroporto e passei oito longas horas rodando no terminal.

Tem alguns outros detalhes técnicos que eu não citei nos posts anteriores sobre Punta Cana que são importantes para evitar situações chatas durante a viagem. Para facilitar a digestão, seguem em forma de tópicos:

– Vacina:

O certificado de vacinação contra febre amarela passou a ser exigido no começo deste ano para quem vai descer no Panamá. Procure qualquer posto de saúde perto de casa, tome a dose da vacina com 10 dias de antecedência e fique imunizado pelos próximos 10 anos. Agora, só tomar a vacina, não adianta. Tem que tirar o certificado. No site da Anvisa há uma explicação detalhada de como e onde conseguir o documento.

– Seguro de saúde:

Nunca viaje sem ele. Já precisamos usar três vezes e foi uma mão na roda. Em geral, os cartões de crédito oferecem o seguro para o titular e um dependente quando as passagens são compradas com ele. Se você não tiver essa vantagem, faça um. Os resorts geralmente têm serviço médico, mas sabe Deus quanto vai custar o atendimento…

– Moeda:

Reza a lenda que o Panamá tem uma moeda própria chamada Balboa, mas, é literalmente isso, moeda, porque, na prática, não existem notas de Balboa.

Moeda de Balboa Blog Vem Por Aqui

Como o dólar também é oficialmente aceito, são as verdinhas que circulam por lá.

Dentro dos resorts de Punta Cana as notas americanas também são amplamente recebidas. Se você for se aventurar por partes menos turísticas da República Dominicana, vale a pena trocar o dólar pelo peso local (alguns resorts costumam fazer o câmbio e ainda trocam notas de dólar com valores mais altos por valores menores para as gorjetas).

– Taxa de turismo:

Não se surpreenda quando desembarcar em Punta Cana e tiver que passar por uma fila para pagar uma taxa de turismo no aeroporto. São US$ 10 por pessoa na entrada e US$ 20 na saída, mas o valor de saída, geralmente, está incluído nas passagens aéreas.

– Táxi e carregadores de bagagem

Se o seu hotel de Punta não tiver transfer incluído, se prepare para gastar até US$ 50 de táxi. Os valores são tabelados e cobrados em dólar mesmo. No saguão do aeroporto há uma tabela bem à vista. Passe reto por quem ficar te puxando, querendo carregar sua mala e te levar até o táxi. Esses carregadores vão exigir gorjeta e não te encaminharão, necessariamente, para os táxis oficiais, mais baratos.

Já no Panamá é comum um táxi levar mais de um passageiro. Se quiser exclusividade, negocie o preço com o motorista. Não há taxímetro, então, pergunte sempre o valor da corrida antes de entrar. E fique esperto, o normal é que seja bem barato, coisa de US$ 3 a US$ 4. Um trajeto de US$ 10, por exemplo, tem que ser longo. Só a corrida do aeroporto para o hotel é que vai ser mais cara, entre US$ 30 e US$ 35, dependendo do bairro.

– Gorjetas

Esse é um dos temas mais polêmicos das viagens, tem brasileiro que insiste em ignorar o assunto, apesar de pagar, sem contestação, os 10% que são cobrados por aqui. Para mim a regra básica é “em Roma, faça como os romanos” e nos resorts elas são tradição. Pelo menos para as camareiras, os barmen e os carregadores de bagagem.

Em relação ao resort que eu fiquei, o Premium Level at Barcelo Bavaro Palace, posso dizer que fez pouca diferença quanto ao serviço de quarto. O mais comum era o cisne na cama e toalhas de praia extras, nada de bebidas a mais no frigobar e nem amenidades sobrando no banheiro.

Cama com toalhas em formato de cisne e pétalas em cima do lençol Blog Vem Por Aqui

De qualquer forma, a cultura local e a valorização do trabalho alheio mandam deixar. Nos bares o efeito era imediato. O atendente caprichava nos drinks e puxava papo. Em relação aos restaurantes, confesso que só deixei para os garçons/garçonetes prestativos ou simpáticos. Alguns, claramente desleixados ou mal-humorados, não recebiam.

Quanto ao valor, acho que vai do bolso de cada um, meu padrão era US$ 1 ou US$ 2, US$ 5 para atendimentos muito diferenciados.

O Viaje na Viagem tem um post interessante sobre o tema, aqui. Vale a pena olhar.

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Comentários

  1. Tony disse:

    Excelentes dicas. Prestativas e dentro da realidade de todos. Obrigado.

    1. Érika Gimenes disse:

      Eu que agradeço a presença aqui, no blog.

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