Bernd Hildebrandt / Pixabay
BeabáOceânia
24/07/2019 | Nenhum comentário

Herança maori na Nova Zelândia

Quer um bom motivo para ir à Nova Zelândia? Não tem cobras. Fim.

Mentira! O país tem vários atrativos (além da falta de cobras, escorpiões e crocodilos) para quem quiser se aventurar num dos lugares mais isolados do mundo. A Austrália é um dos vizinhos mais próximos e, ainda assim, está a dois mil quilômetros.

Desanimou porque é muito longe? Repense. São apenas 13 horas de voo de Buenos Aires até lá. Além do mais, os neozelandeses não exigem visto de turista para brasileiros. Podemos passar até três meses no país, sem burocracia.

Há duas ilhas principais, a Norte e a Sul. No norte está a capital, Wellington e a cidade mais populosa, Auckland, que tem como uma das atrações a Sky Tower, torre com 328 metros de altura, de onde é possível passear (preso por uma corda) pela SkyWalk, passarela sem corrimão que dá uma volta de 360º.

Vista de Auckland com torre ao fundo, ao lado de outros prédios e mar à frente

Mariana Miarelli morou na cidade durante nove meses, quando fez um intercâmbio no ensino médio com o apoio da Central do Estudante. Para ela, a melhor parte do lugar mais populoso da terra dos kiwis é a diversidade cultural. Há maoris, europeus, asiáticos… Além de restaurantes e lojas típicas de cada nacionalidade.

A 40 minutos de barco de Auckland fica a ilha de Waiheke, muito frequentada tanto pelas praias quanto pelas vinícolas.

Há duas horas e meia de carro está outra atração imperdível, a Waitomo Caves, um labirinto debaixo da terra com rios, estalactites, estalagmites e um surpreendente céu iluminado. Os glow worms (vermes brilhantes) criam um efeito de noite estrelada no teto das cavernas.

Barquinho passando dentro de caverna com pessoas olhando o céu iluminado

É no norte que também fica Hobbiton, cidade cenográfica de O Hobbit. O site oficial de turismo do país destaca outros pontos onde foram gravadas cenas da trilogia O Senhor dos Anéis.

Casa com porta redonda e coberta por grama com abóbora gigante de enfeite ao lado

Rotorua é o coração da cultura Maori, o primeiro povo a chegar na Nova Zelândia. Na vila de Ohinemutu é possível ver casas esculpidas e assistir a apresentações de danças típicas como a haka, ritual de guerra reproduzido até pela famosa seleção de rugby, All Blacks.

O sul é a parte mais fria, com fiordes, geleiras, pistas de esqui. Queenstown é a capital neozelandesa de esportes radicais. Bungee jump, rapel, escalada, paraquedismo, asa-delta… Pense em alguma coisa arriscada e tenha certeza de que é fácil praticar por lá.

Cultura

Antes de Cabral pisar no Brasil e Colombo se aventurar pelas Índias, um povo polinésio desbravou o oceano e encontrou a Nova Zelândia.

Os maori são a referência do que há de nativo e tradicional no país, ainda que tenham sofrido (principalmente por causa das doenças) com a chegada dos europeus. O primeiro a ir até a Nova Zelândia foi um holandês, mas a Inglaterra é que se tornou a colonizadora mais recente.

Hoje, a maior parte da população tem descendência europeia (69%). Os maori correspondem a 14,6%.

A cultura e os rituais, assim como a língua de origem, passaram por um resgate no último século. Além de ter se tornado um idioma oficial, o maori está em escolas e canais de televisão.

O rúgbi é o esporte mais popular da Nova Zelândia e os All Blacks já ganharam várias Copas do Mundo.

Time fazendo dança típica antes do jogo

A honestidade e o respeito as regras são valores muito fortes na sociedade, e produzem exemplos impensáveis no Brasil, como conta Mariana.

O comércio fecha às 18h, mas os donos de mercados deixam produtos expostos do lado de fora e uma caixinha para que as pessoas deixem o dinheiro do que forem levar.”

Gastronomia

Além da influência de pratos da Inglaterra, os neozelandeses criaram receitas próprias com frutos do mar, cordeiro e produzem queijos e vinhos de qualidade.

O uso do fogão de barro e de folhas para enrolar os ingredientes são um legado maori, já a ‘comida de fazendeiro’ com produção caseira de geleias, pães e picles, é herança dos europeus.

O hangi maori é o churrasco nativo que é feito no vapor, em grelhas ou num buraco no chão.

Um dos pratos mais conhecidos é o lamb shank, cordeiro frito com feijão, tomates e cenoura.

Prato com cordeiro e verduras

Os bolinhos de peixe são o tira-gosto mais comum (junto com o fish and chips inglês). Já a pavlova (torta de suspiro) é a sobremesa mais tradicional.

Compras

A Queen Street é o principal ponto de compras em Auckland. Em Wellington, a Cuba Street tem um ar boêmio e eclético, assim como os produtos que oferece.

Pessoas andando numa rua cheia de lojas com prédios ao fundo

O artesanato maori faz sucesso com os turistas, tanto em peças esculpidas em madeira, como trabalhadas em vidro, tecido ou papel.

O kiwi, pássaro símbolo do país, está presente em muitos souvenires e ajuda a designar uma série de objetos típicos e excêntricos da Nova Zelândia, conhecidos como kiwiana.

Dicas

O hokey pokey é um sorvete cremoso de baunilha com pedaços de caramelo que é o preferido no país.

Pode de vidro com bolas de sorvete e calda de caramelo com pedaço grande de caramelo com açúcar dentro

Quem gosta de vida marítima tem um prato cheio na Nova Zelândia, muitas famílias possuem barcos e a pesca é muito praticada.

Os maori são especialistas em tatuagem. Os desenhos no corpo serviam para distinguir as hierarquias entre eles.

Maori com braço tatuado empunhando arma de madeira em dança típica

Informações Úteis

Clima: Subtropical no norte e temperado no sul

Território: 268.680 km²

Idioma: Inglês, maori e língua dos sinais neozelandeza

Fuso horário: (UTC + 12)

População: 4.693 milhões

Código telefônico: + 64

Moeda: Dólar neozelandês (NZ$)

Tomada: Plugue tipo I (lista com imagens)

* Texto produzido originalmente para o site da Central do Estudante, agência de intercâmbios que contratou o VPA para a produção desse conteúdo.

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