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BeabáEuropa
26/07/2019 | Nenhum comentário

Suíça: na hora certa para um fondue

A Suíça não existe. E não somos nós que estamos afirmando. O próprio país se apresentou assim na exposição mundial de Sevilha, em 1992.

É que não há uma identidade única entre os suíços, o que eles compartilham é a vontade de fazer parte de um todo apesar das diferenças.

O território é dividido em quatro, tem a parte alemã, a italiana, a francesa e até a romanche, que herdou uma língua derivada do latim que está quase extinta e, até lá, é menos falada que outros idiomas de imigrantes, como (adivinhem só!) o português.

Esse respeito pelas minorias e pela diversidade, e essa vontade antiga de manter uma convivência pacífica entre povos distintos, faz com que a Suíça seja reconhecida pela neutralidade, tanto que conseguiu ficar fora de duas guerras mundiais.

Para conhecer bem esse lugar que só existe pela união das diferenças é preciso ver cada face. A maior cidade, Zurique, está no lado alemão e é o exemplo do PIB altíssimo do país com lojas caras e ar metropolitano. A capital, Berna, fica bem no meio de tudo e tem muitas heranças medievais. Lucerna é a número três da Suíça alemã, mas merece a visita porque faz uma síntese de todos os cenários. Tem lago, rio cortando o centro histórico e montanhas.

Torre com relógio e prédios da cidade com rio adiante

Zurique

Na parte francesa, o Palácio das Nações, uma das sedes da ONU, se destaca. Genebra não é só a cidade dos bancos e das instituições internacionais, mas convida a passeios pelo lago Léman e pela Place du Bourg-de-Fours. Lausanne é a base ideal para um bate-volta até a região vinícola de Lavaux, mas também tem um layout único, dividida entre as cidades Alta e Baixa, num plano inclinado. Já Montreaux tem o castelo de Chillón como uma das principais atrações, além de uma estátua de Fred Mercury e um museu em homenagem ao Queen.

Vista do castelo com lago circundando prédio

Castelo de Chillón

Nos famosos Alpes está St. Moritz. A estação de esqui mais chique do país, que já é chiquérrimo, fica no cantão (equivalente a estado) de Grisões, onde o romanche ainda respira.

Montanha nevada

A montanha está a 2h30 de Lugano, na parte italiana da Suíça. É lá que mora a estudante Maria Vitória Mourão, que contratou a Central do Estudante para fazer o ensino médio num colégio interno.

Torre e cidade ao lado, com montanha ao fundo em Lugano

Lugano

Ela ajuda a desmistificar a fama desses colégios. Segundo Maria Vitória, apesar das regras e rotinas rígidas, os estudantes têm liberdade e podem sair à vontade desde que respeitem os horários das aulas e de estudo. Foi assim que ela conheceu não só o lago Lugano, mas também restaurantes ótimos como o Argentino, o Aqua ou o japonês Parq e a creperia Vanini.

Fachada do Argentino com mesas na calçada

Ela incentiva os turistas a passearem por ali.

É um lugar maravilhoso, com pessoas supereducadas, bonito, com comida boa.”

Cultura

Até os próprios suíços têm dificuldade em descrever o que há de comum entre eles, além da nacionalidade. Muitos se identificam mais com costumes e hábitos de países vizinhos do que com uma cultura nacional.

Cerca de 23% da população é estrangeira, o que aumenta ainda mais a pluralidade.

De maneira geral, os suíços são amistosos e hospitaleiros, ainda que reservados. Eles não gostam de muita ostentação, são perfeccionistas e pontuais.

O futebol é um dos esportes mais praticados, juntamente com o tênis, o hóquei no gelo e o vôlei.

Gastronomia

O tagesmenü é como o nosso menu executivo, uma opção mais barata de almoço oferecida pelos restaurantes.

Um dos pratos típicos do país é o fondue. Os chocolates suíços também se destacam, assim como os queijos. Recentemente, um deles se tornou mais popular no Brasil, o raclette, que dá nome a um preparo feito numa pedra aquecida, com o queijo derretido, batatas, picles e molhos.

Panela de raclette ao fundo com potes com batata, ervilhas, queijo e presuntos diante dela

A batata rösti, outra especialidade suíça, é uma torta de batatas raladas, que é frita e pode ter recheio ou não.

Batata rosti em prato branco

Compras

O relógio é um item bastante cobiçado. A Bucherer, uma das lojas mais antigas e famosas do país, tem opções de 50 a 100 mil francos.

Canivetes, kits de desenho e caixinhas de música também são muito procurados pelos turistas, que não costumam ter dificuldade para se comunicar no comércio porque o inglês é falado amplamente.

Canivete aberto

A Globus é uma loja de departamentos muito conhecida e que está presente em várias partes, assim como a Manor.

A rede de supermercados COOP costuma ter uma parte específica com lembrancinhas típicas.

Dicas

A gorjeta já está incluída nos preços e nas contas de bares e restaurantes, se quiser dar uma gratificação extra, basta arredondar os valores.

O Swiss Travel Pass dá direito a usar todos os tipos de transportes e alguns descontos em atrações. Avalie o custo-benefício.

Em algumas cidades da Suíça, quando você faz check in no hotel, recebe um mobility card, cartão que permite o uso de trens e ônibus locais. Pergunte a respeito.

Trem passando no meio de uma montanha nevada

Informações Úteis

Clima: Temperado e alpino

Território: 41.285 km²

Idioma: Alemão, francês, italiano e romanche

Fuso horário: (UTC + 1 e + 2)

População: 8.372 milhões

Código telefônico: + 41

Moeda: Franco Suíço (Sfr)

Tomada: Plugues tipo C e J (lista com imagens)

* Texto produzido originalmente para o site da Central do Estudante, agência de intercâmbios que contratou o VPA para a produção desse conteúdo.

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