Magdalena Dutra / Pixabay
BeabáAmérica
29/07/2019 | Nenhum comentário

Uruguai, o melhor vizinho

O maior carnaval do mundo, praias bonitas, gente simpática, paixão pelo futebol. Se não fosse tão pequeno (e mais resolvido que a gente numa série de questões sociais e econômicas…), o Uruguai bem que podia ser confundido com o Brasil.

O país, que faz fronteira com o Rio Grande do Sul, é o segundo menor entre os sul-americanos e o terceiro menos populoso.

Quanto ao maior carnaval, o quesito não é grandiosidade, mas quantidade de dias. Por lá, a folia começa no fim de janeiro e vai até março. São quase dois meses de desfiles nas ruas e apresentações nos palcos montados pelos bairros, onde os grupos expõem visões satíricas de situações do país e do mundo, além de fazer apresentações musicais.

A batucada é ao som do candombé, um ritmo local feito com tambores que parece uma mistura do axé baiano com o samba.

Mais da metade da população uruguaia vive na capital, Montevidéu. Uma cidade cortada pelo rio da Prata, com uma rambla (avenida na orla do rio), um mercado famoso pelos seus restaurantes de asado (o churrasco uruguaio) e a Ciudad Vieja, bairro histórico com atrações como o teatro Solís e a Plaza Independencia.

Rambla com mastro e bandeira ao fundo e rio em frente

Se a capital não tem um mar de verdade, a costa oferece opções para perfis variados. Da chique Punta del Leste a simples e exótica Cabo Polônio, passando pela tranquila Piriápolis, pela hippie Punta del Diablo ou pela preferida dos surfistas, La Pedrera.

Mosaico com mão na areia de Punta del Leste, praia de Punta del Diablo e casinhas brancas de Cabo Polônio

Colônia del Sacramento é muito visitada por turistas que vão a Buenos Aires porque é a cidade mais próxima da capital argentina na margem seguinte do Prata. Dá para ir de uma a outra, de barco, em apenas uma hora.

E por que ir até lá? Porque Colônia é uma gracinha, tem vários pontos turísticos interessantes como a Puerta de la Ciudadela, a muralha, o farol do Convento de São Francisco, o Muelle Viejo e ainda produz um queijo local, que começou a ser feito por imigrantes suíços, muito valorizado no país.

Pessoas andando em rua de pedra em Colônia

Sabe aquela história de venda de maconha liberada? Esqueça. Estrangeiros não podem comprar. O Uruguai é um país progressista, mas ordeiro. Foi o primeiro a legalizar o divórcio, o segundo da América a conceder direito de voto às mulheres, o primeiro sul-americano a legalizar a união civil entre pessoas do mesmo sexo, mas é tão avesso a confusões e ao tipo errado de atenção externa que a boa parte dos gastos militares é com as forças de paz da ONU.

Cultura

A maior parte da população uruguaia é de origem europeia. As influências indígenas foram quase eliminadas durante o processo de colonização pelos espanhóis e pela imigração de outros povos europeus, mas, ao contrário do que acreditam alguns, o Uruguai não é um país sem índios. Cinco por cento dos moradores ainda se declaram descendentes dos primeiros habitantes.

O gaúcho, no entanto, é figura de maior destaque no folclore nacional. O homem do campo que trabalha com o gado e, no seu estereótipo, está sempre montado a cavalo, deixou legados importantes para a cultura uruguaia, como o chimarrão e o churrasco.

O futebol é o esporte mais popular, a seleção é um orgulho nacional.

Estádio do Peñarol com caixas no gramado e vista das arquibancadas e camarotes

Por mais que muita gente esqueça, o tango também é uma música tipicamente uruguaia e surgiu, ao mesmo tempo, em Buenos Aires e Montevidéu. Um dos exemplos mais famosos do gênero, La Cumparsita, foi composto pelo uruguaio Gerardo Mattos Rodríguez.

Gastronomia

O Uruguai ‘divide’ vários pratos e produtos típicos com a Argentina. Além do churrasco, são comuns por lá o doce de leite, o alfajor, o chimarrão e as milanesas.

Já o chivito, unicamente uruguaio, é um tipo de X-Tudo com filé no lugar do hambúrguer, que pode ser servido com ou sem o pão.

Prato com sanduíche e batatas fritas ao lado

O puchero também é totalmente nacional e consiste num cozido com carne, batata, cenoura, milho, cebola e abóbora, com bastante caldo, acompanhado de arroz ou macarrão.

O pancho, cachorro-quente uruguaio, é o lanche mais popular. O pão leva apenas uma salsicha longa, mostarda e ketchup.

Um drinque comum no Mercado del Puerto, em Montevidéu, é o medio y medio, mistura de espumante e vinho branco seco.

Compras

Cidades fronteiriças do Uruguai, como Chuy e Riviera, têm free shops. Já Colônia del Sacramento oferece ótimas opções de artesanato.

O Punta Carretas é o melhor shopping da capital.

Fachada do shopping com pessoas caminhando para entrar e carros na porta

Quem gosta de feirinhas pode aproveitar a da praça Villa Biarritz, em Montevidéu, que acontece todo sábado de 10h às 16h. Ou da Tristán Narvaja, de objetos antigos, aos domingos, de 8h às 17h.

Feira da Tristan Navaja com barraquinhas cheias de livros e pessoas passando ao lado

Além de alfajor, doce de leite e vinho, dá para levar outros produtos típicos do país como o medio y medio, licores de uva e de doce de leite e artigos para chimarrão.

Dicas

Ainda que não exista uma regra estabelecida, é normal deixar 10% de gorjeta para os garçons. Os taxistas também costumam receber gorjetas.

Turistas têm vários descontos no Imposto de Valor Agregado (IVA). Quem paga com cartão de crédito está isento em serviços gastronômicos, locação de veículos e até no aluguel de imóveis turísticos nas imobiliárias. O IVA também é zero em hotéis.

Os pedágios do Uruguai podem ser pagos em pesos uruguaios ou argentinos, reais ou dólares.

Informações Úteis

Clima: Temperado

Território: 176.215 km²

Idioma: Espanhol

Fuso horário: (UTC – 2 e – 3)

População: 3.444 milhões

Código telefônico: + 598

Moeda: Peso uruguaio ($U)

Tomada: Plugues tipo C (lista com imagens)

* Texto produzido originalmente para o site da Central do Estudante, agência de intercâmbios que contratou o VPA para a produção desse conteúdo.

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