Foto: Breno da Matta
BalaioBrasil
24/05/2016 | 3 comentários

Um café para viagem

Para mim, o que há de melhor em viajar é abrir as portas para o inesperado, sair da zona de conforto. E como esse é um blog de viagens, ele já estreia me tirando do lugar-comum. Resolvi fazer o lançamento no dia 24 de maio, Dia Nacional do Café, então, nada mais justo do que dar uma segunda chance para essa bebida que eu sempre olhei com desconfiança. Encontrei os parceiros generosos do Café Américo que me apresentaram o mundo dos cafés especiais. A partir daí, fui procurar saber: dá pra fazer um tour de café pelo Brasil?

Eu descobri que até dá, mas podia ser bem melhor. Sabe o ‘se organizar direitinho’? Pois é… Se organizar direitinho, todo estado brasileiro tem alguma atração turística ligada ao café.

Infelizmente, o lugar de onde vos falo, as imensas Minas Gerais, o maior estado produtor dos grãos da bebida no mundo, é um dos mais fracos…

Por aqui, são poucas as fazendas com infraestrutura para receber visitantes, mas não é um mal de Minas. A diretora da Brazil Specialty Coffe Association, Vanusia Nogueira, fala sobre o problema:

"O Brasil explora muito pouco seu potencial turístico, apesar de termos regiões lindíssimas e muito atrativas aos olhos dos turistas estrangeiros e também brasileiros, mas, como convivemos com estas paisagens e aventuras desde pequenos, parece que não as consideramos como belezas naturais de nosso país. As regiões produtoras de café têm uma grande oportunidade para o desenvolvimento do turismo rural e também de aventura, inclusive inserindo a população urbana no dia a dia de nossas fazendas".

Enquanto nem todos aproveitam essa oportunidade, iniciativas isoladas têm mais espaço nas terras mineiras:

Na região de Viçosa há o Circuito Turístico Serras de Minas e, dentro dele, uma opção de roteiro que se chama Café com Cachaça. Os interessados podem fazer passeios de um ou dois dias visitando parques ecológicos e fazendas. O roteiro de um dia custa R$ 129 e inclui transporte e alimentação. É necessário um mínimo de seis pessoas para que aconteça. Já o de dois dias inclui hospedagem, alimentação, custa R$ 345 e exige um mínimo de 10 pessoas. A agência que organiza é a O Mapa do Mundo, que pede uma antecedência de 10 dias para fazer as reservas.

  • O Mapa do Mundo – (31) 3891-6297

Montanhas do Circuito Serras de Minas

No sul, cinco municípios compõe o Circuito Turístico Montanhas Cafeeiras de Minas. Infelizmente, apesar de ter tentado por vários dias consecutivos, não consegui saber mais sobre ele, nem na internet, nem no telefone de contato, que é da secretaria de Turismo de Guaxupé…

  • Associação do Circuito Turístico Montanhas Cafeeiras de Minas – (35) 3559-1004

Entre São Lourenço e Carmo de Minas, a exportadora de café Carmocoffes criou a Rota do Café Especial, que parte do showroom da Unique Cafés, em São Lourenço, às 9h, passando pela fazenda Sertão, com direito à degustação de cafés especiais e um coffee break no final. O tour acontece aos sábados de manhã e o tíquete individual custa R$ 80, incluindo transporte e guia especializado. Apenas grupos fechados precisam reservar com antecedência. O Terra de Minas já fez o roteiro.

  • Unique Cafés Especiais: agende por aqui ou  ligue (35) 3331-1086 ou (35) 98417-5735

Ainda em São Lourenço, a Flat Balonismo aproveitou o filão, e oferece um passeio de balão sobre as plantações de café. De acordo com o dono da Flat, e Presidente da Federação de Balonismo do Estado de Minas Gerais, Flamarion Barreto, a atração é concorrida, por isso, é preciso reservar com antecedência. Quem quer voar nos feriados pode ter que garantir o lugar com até um mês de antecipação. Num final de semana comum, uma semana é suficiente. O valor é de R$ 400 por pessoa e o voo dura cerca de uma hora. Há balões que comportam de oito a 16 passageiros. A empresa pega os clientes nos hotéis por volta de 6h30 da manhã e a saída é do Parque das Águas. Os participantes também visitam uma fazenda e aproveitam um café colonial no fim da experiência.

 

Se faltam um roteiro unificado e mais iniciativas pelas Gerais, o maior evento sobre café do Brasil acontece aqui e é aberto ao público. Qualquer um pode acompanhar a programação da Semana Internacional do Café que, esse ano, vai de 21 a 26 de setembro, no Expominas, em Belo Horizonte. Pessoas jurídicas e profissionais do setor não pagam nada. Já as pessoas físicas pagam uma taxa de R$ 20.

Como eu disse lá no começo, quase todo o país tem algum marco relacionado ao café. Dá para encontrar atrações do Nordeste ao Sul.

No Ceará, a Rota do Café Verde tem oito atrações distribuídas em quatro municípios. Há passeios de meio dia e de um dia inteiro que custam de R$ 40 a R$ 60 reais e passam por fazendas históricas, museus e trilhas pelos cafezais. Os passeios podem ser contratados na Chocoberry Chocolateria, em Guaramiranga, ou pela agência Vivacite, em Fortaleza, ao custo de R$ 140. Quem contrata a agência tem direito a transporte com ar condicionado saindo da capital, almoço e visitas a cinco pontos da rota. É preciso um grupo mínimo de 13 pessoas e o circuito normalmente é feito nos finais de semana. Ainda há vagas para quem quiser se juntar ao grupo do dia 19 de junho. Aproveite para conferir as impressões do pessoal do Rodando Pelo Ceará.

Paisagem da rota do Café Verde do Ceará Blog Vem Por Aqui

Já no Paraná, a dica é a Rota do Café, no norte do Estado. São 30 atrações espalhadas em nove municípios, entre elas, três museus, quatro cafeterias e três fazendas abertas à visitação. Um dos museus é o Museu do Café, em Ibiporã. Já entre as cafeterias se destaca o café-escola do Senac, em Londrina, com cardápio todo voltado para o consumo do café e baristas que investem em preparos especiais da bebida. Nas fazendas é possível fazer tours pelas propriedades e, em duas delas, também há hospedagem. Quem quer um roteiro mais enxuto, saindo de Londrina, pode contratar a Bella Vista Tour. Por R$ 225 os participantes têm direito a transporte com ar condicionado, café da manhã, visita ao museu histórico da cidade, almoço, visita a uma fazenda produtora de café com passeios pelos cafezais e café colonial.

  • Bella Vista Tour: (43) 3315-6868

Museu do Café de Ibiporã Blog Vem Por Aqui

No Rio de Janeiro é possível circular pelo Vale do Café, uma região que foi responsável pela produção de 75% do café mundial em 1860 e, hoje, tem 30 fazendas históricas abertas à visitação e/ou hospedagem. A Bom Tempo Turismo é quem marca as visitas para os interessados. Os passeios duram cerca de 1h30min e os preços variam de fazenda para fazenda, de R$ 35 a R$ 88, com ou sem lanche. Algumas só aceitam visitas de grupos fechados, outras atendem a partir de duas pessoas.

Na capital paulista há o Roteiro do Café e a História da Cidade, que o visitante pode percorrer por conta própria, apoiado num guia disponível no site de turismo da cidade. O circuito conta com 12 prédios históricos que tiveram alguma relação com a cultura cafeeira. Vale lembrar que foi o ouro negro o responsável por fazer São Paulo saltar de nona cidade do Brasil, em 1872, à maior metrópole do país.

No interior de São Paulo o que não faltam são fazendas suntuosas que preservam o passado e oferecem hospedagens confortáveis. O Circuito Fazendas Históricas Paulistas inclui 11 municípios que reúnem propriedades dos séculos XVIII, XIX e início do século XX. Muitas estão nesse site aqui. Em Santos, o que chama a atenção é o Bonde do Café , que circula pelo centro histórico por cerca de cinco quilômetros e custa R$ 6,50. Tem ainda o Museu do Café, guardando histórias de um tempo onde o café regia tudo.

Bonde do Café de Santos Blog Vem Por Aqui

Pra quem gosta de pegar estrada, o Guia 4 Rodas montou um roteiro de 18 dias pelo Vale do Café e a Serra da Bocaína, entre Rio e São Paulo.

No Espírito Santo, entre Domingos Martins e Venda Nova do Imigrante, há fazendas produtoras de várias culturas abrindo suas portas para o Agroturismo. Duas de café se destacam entre elas. A Carnielli aceita visitantes de segunda à sábado, das 8h às 17h, e domingos, de 8h às 16h30. É cobrada uma taxa de R$ 5 por pessoa, com direito a degustação de queijo e café. Além dos cafés, os turistas podem comprar laticínios, linguiças, biscoitos e doces na lojinha da fazenda. Para grupos maiores, de pelo menos, 15 pessoas, é possível agendar um passeio de cerca de uma hora com explicações sobre todas as produções da fazenda. Já na Vale do Caxixe, no município de Castelo, é possível acompanhar todo o processo da produção de cafés especiais. Não há cobrança pelas visitas, que, segundo o produtor Carlos Altoé, ainda são feitas de acordo com a demanda. Por isso, é preciso marcar com antecedência. O Globo Rural mostrou vários casos de famílias capixabas que ganharam uma nova renda investindo no Agroturismo.

Café secando na Fazenda Carnielli

*Atualização em 25.05.16: O governo do Espírito Santo ainda nos enviou mais informações sobre o turismo do café no estado. Segundo a Secretaria de Turismo, a maioria dos circuitos de agroturismo têm café envolvido e, em Vargem Alta, há ainda o circuito Da Uva e do Café. Já o municípios da Região Turística do Caparaó, como Iúna, fabricam café gourmet. Além disso, há a Região dos Vales e do Café que é composta por quatro municípios: Cachoeiro de Itapemirim, Atílio Vivácqua, Muqui e Mimoso do Sul. Entre os dias 15 e 17 de julho acontece a 16ª festa do café em Mantenópolis. Em novembro é a vez da festa de Marechal Floriano, do dia 11 a 13. Tudo isso sem falar em Brejetuba, apontada pelo governo como Capital Nacional do Café, com cerca de mil e quinhentas propriedades trabalhando com o cultivo do grão. Lá é realizada a coagem do Maior Cafezinho do Mundo, que acontece no dia 24 de maio, utilizando um Coador Gigante que mede 2,20 metros de diâmetro por 2,70 metros altura e uma Xícara Gigante com capacidade para 8.260 litros, medindo 2,70 metros de altura por 2,50 metros de diâmetro. O vídeo publicado pela Revista Cafeicultura mostra o ponto alto da festa:

 

Até que não são poucas opções, pena que a maioria é pulverizada e depende de reservas para grandes grupos e muita antecedência… Dá pra fazer bem melhor, né, não? Ainda mais num estado como Minas Gerais. Eu, que já morei no Sul de Minas, sei bem como o café é importante para a economia da região. Investir em turismo é educar o público sobre essa cultura.

E por falar em cultura, é hora da gente conhecer um pouco mais sobre o café, principalmente sobre os tais cafés especiais. Senta, que lá vem história…

Histórias e números do café

Poucas bebidas são tão viajantes quanto o café. Nasceu na Etiópia; passou pela Arábia, onde ficou popular; foi trazido para a Europa no século XIV e só chegou ao Brasil, que hoje é o maior produtor do grão, em 1727, depois de uma paradinha na Guiana Francesa.

Aquele pozinho velho do armário de casa, aquela bebida meio doce, meio amarga, meio rala, mofando numa garrafa térmica, até a cápsula metida a besta de cafeteiras cheias de design, todo mundo já conhece, mas, o que a Juliana Miari, uma das sócias do Café Américo, me apresentou foi um mundo muito mais completo que, aos poucos, vai fazendo escola por aqui.

Juliana, o pai e o irmão também caíram nele quase de paraquedas. Não que a família não tenha tradição no ramo cafeeiro. Faz quase 100 anos que o seu Américo, bisavô da Ju, começou a plantar café num pedacinho de terra em Três Pontas. Daí, deixou de herança para o avó dela, Renato, que deixou de herança para a mãe dela, que achou por bem o marido e os filhos administrarem. Entre 2005 e 2006, Robson Cunha, o pai da Juliana, tomou o touro pelos chifres e, antes de ir seguindo tudo como estava, resolveu estudar sobre café, entender o mercado e achou que já era hora de fazer mais do que produzir do jeito tradicional e repassar para a cooperativa. A fazenda sempre teve orientação de especialistas. Buscando apoio em gente mais entendida do que ele, Robson decidiu investir no cultivo de cafés especiais.

Pacote de Café Américo, geléia e biscoitos Blog Vem Por Aqui

Descobriu a Associação Brasileira de Cafés Especiais (lembra, da BSCA, que eu citei, lá em cima?) e começou a trilhar esse caminho de fazer café levando em conta a sustentabilidade, uma série de normas e certificações. O próprio site da associação explica melhor o que são os tais cafés especiais. E foi a BSCA que me passou dados sobre esse mercado.

Hoje, apenas 5% do café consumido no Brasil pertence à categoria especial, mas o avanço é de mais de 10% ao ano, enquanto o dos cafés tradicionais está em 3%. A produção chegou a cinco milhões de sacas em 2015, mas 80% são destinadas à exportação. Os Estados Unidos são os maiores compradores, seguidos de Japão e Bélgica.

É o professor Leandro Carlos Paiva, doutor em Agronomia, barista Máster, mestre em Torra, provador Q Grader (depois eu te conto o que é isso…) e docente de Industrialização e Qualidade do Café no Instituto Federal do Sul de Minas, em Machado, quem me dá mais informações importantes.

Diz ele que a gente ainda tem muuuuuuuito o que aprender em termos de café. Os Estados Unidos são o primeiro consumidor do mundo, seguido da “minha terra que tem palmeiras onde canta o sabiá”, mas, segundo um estudo da Universidade Federal de Lavras, a quantidade de café especial consumido no Brasil vai dobrar até 2024.

Na quantidade de consumo per capita nós ficamos bem atrás de países como Noruega e Finlândia, tudo bem que com um frio daqueles, haja café… A questão é, enquanto um italiano, só pra citar um exemplo, bebe quase sete quilos de café por ano, a gente não passa de cinco quilos e meio.

E o que é pior, segundo o professor Leandro, é que as pesquisas sobre consumo provam que o brasileiro ainda tem o preço como prioridade número 1 quando compra café. É aí que mora o perigo.

A verdade verdadeira

Buscar café pelo preço é tomar resíduo de café, segundo o professor do IFSul. E ele faz uma conta simples pra gente compreender. Uma saca rende cerca de 48 quilos pra consumo e custa por volta de R$ 480. Ou seja, qualquer pacote de meio quilo que valha menos de R$ 5 já não se paga, porque, além do valor da saca, a empresa ainda tem frete, embalagem e sabe Deus mais o que…

O que muita gente que vende café barato faz é usar uma mistura de grãos defeituosos, com cascas e até folhagem e torrar, bem torradinho, para que tudo passe batido quando for moído.

Aí vem o ciclo vicioso. Você compra um café torrado demais, esse café fica muito amargo, você enche esse café de açúcar pra suportar o amargor e ainda deixa esse açúcar fermentando o dia inteiro numa garrafa térmica. O resumo da ópera costuma ser uma gastrite.

Só que são tantos anos tomando café desse jeito que é difícil reeducar o consumidor. O café especial, por exemplo, deve ser tomado sem açúcar. Quem quer um café bom, de verdade, ainda deve levar em conta outras regrinhas.

O pessoal do Café Américo me ensinou que há dois princípios básicos para a qualidade do café: o rastreamento de origem e o frescor. Ao contrário do vinho, quanto mais perto da safra, ou seja, quanto mais novo, melhor. E quanto mais perto da torra e da moagem, mais integral vai ser o sabor. Diz a Ju Miari:

“A gente costuma falar que quando ele é um grão de café é quase como se ele fosse um frasco de perfume que, enquanto o perfume está dentro do frasco, ele está ali dentro, está protegido, quando você quebra esse frasco o perfume sai todo e se desfaz no ar.”

Por isso, é importante moer o café na hora em que se vai consumir. A época da torra também é importante e segue o mesmo princípio. O café continua passando por transformações depois de ser torrado e os óleos que estão dentro do grão vão saindo, então, quanto mais perto da torra, mais esses óleos vão estar preservados.

O consumo ideal de um café torrado é de, no máximo, 30 dias. Só que o processo é tão complexo que o correto não é beber o café assim que é torrado, mas esperar de quatro a sete dias para que ele ‘descanse’.

Lógico que esses são critérios puristas de qualidade e sabor. Assim como nem todo mundo tem uma adega em casa, você não precisa sair correndo pra comprar um moedor, nem tem que jogar fora os grãos torrados há mais de um mês. O importante é abrir as portas para o conhecimento, até pra gente entender porque uma saca de café especial pode custar 20 vezes mais que uma de café comum.

E o tal do Q Grader, que eu fiquei de explicar? Pois é, uma questão importante que define o que são os cafés especiais é a pontuação SCAA (ou a pontuação que é atribuída ao café, com base no método elaborado pela Associação de Cafés Especiais da América – SCAA é a sigla em inglês). Para um café ser considerado especial ele tem que ter, no mínimo, 80 pontos (numa escala que vai até 100). Quem faz esse julgamento são os Q Graders, profissionais que são testados por um júri internacional e têm que acertar 85% de 21 testes para serem aprovados. O melhor café do mundo, um de origem queniana, alcançou 96 pontos. No Brasil, o recordista conseguiu 94.

A BSCA divulga anualmente a lista dos melhores cafés naturais do Brasil.

No Café Américo, os cafés da última safra tiraram 82 a 87 pontos. Um pacote de 400 gramas que pode ser personalizado (torrado, moído, com blends – misturas – propostos pelos clientes) custa R$ 20 na fábrica. As encomendas também podem ser feitas pela internet. Além de exportar o grão verde para vários países do mundo, eles já mandaram café processado para Portugal e Estados Unidos.

O professor Leandro é uma das pessoas que atesta a qualidade do Café Américo:

“Pro mercado de Belo Horizonte e região é até muito superior ao que tem. É duas vezes melhor do que qualquer café de supermercado.”

Para ele, o grande diferencial da marca é trabalhar perto do consumidor. O Café Américo tem uma casa, no bairro Floresta, em Belo Horizonte, onde qualquer um pode acompanhar o processo de torra, pedir explicações e, claro, tomar um cafezinho. Não são uma cafeteria, mas estão de portas abertas para quem quiser degustar e podem ensinar um pouco sobre os diferentes métodos de se fazer café. Afinal, há mais de 15 métodos diferentes só para fazer café filtrado, sem falar no expresso.

Recepção da fábrica aberta do Café Américo em Belo Horizonte

Recepção da fábrica aberta do Café Américo em Belo Horizonte

Outra forma de consumo de café que ainda é novidade no Brasil, mas que já está bem difundida no exterior, é o Cold Brew. O Cold é um concentrado de café extraído em infusão a frio que é para ser misturado em outras bebidas ou pode ser consumido gelado. O do Café Américo custa R$ 15 a garrafa.

Cold Brew do Café Américo Blog Vem Por Aqui

Amanhã eu falo das feiras mais importantes de café pelo mundo e de cidades em outros países que também têm tradição em café. Você vai ver ainda as dicas da Juliana sobre as melhores cafeterias do Brasil.

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Comentários

  1. Juliana Miari disse:

    Coração cheio! E ótimas pesquisas sobre o mundo dos cafés especiais! Espero que todos os leitores sintam-se convidados a vir provar um pouco mais desse mundo em um cafézinho com a gente!

    1. Érika Gimenes disse:

      Obrigada, Juliana! Elogio de quem entende é sempre muito gratificante. Já, já tem outra matéria sobre café saindo.

  2. Erika disse:

    Um artigo de dar água na boca pros fãs de carteirinha do café (como eu, que sou apaixonadaaaaaaa pela bebida)… daqui, fico torcendo pro turismo do café tomar corpo… enquanto isso, iniciativas como a do Café Américo transformam o cenário trazendo o aroma e o sabor pra pertinho da gente! #Gratidão

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