Foto: Acervo pessoal Larissa Santos
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08/03/2018 | 1 comentário

Vale a pena fazer curso de idiomas no exterior?

Vai que você é como eu, não tem pais bilíngues, nem tinha grana suficiente para estudar inglês desde criancinha. Aí, você cresce num mercado de trabalho onde a briga é de foice e fica anos correndo atrás do prejuízo. Faz uma aula aqui, um cursinho ali para ter umas frases extras, além do book que está on the table

Ou então, você precisa/quer aprender francês, alemão, italiano… sabe Deus mais o quê, e está procurando o melhor método para ser fluente.

Não sou autoridade no assunto, nem tenho longa experiência pedagógica para te dar uma resposta 100%, mas, como boa jornalista, desde que fiz uma parceria com a Central do Estudante (que inclui um curso de inglês de um mês na Inglaterra), fui pesquisar sobre o assunto.

Vale ou não vale a pena fazer um curso de línguas no exterior?

Conversei com 15 pessoas, de 17 a 57 anos, que estiveram em 12 países diferentes (Inglaterra, Escócia, Irlanda, França, África do Sul, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Austrália, Alemanha, Itália, Malta e Chile), por períodos de 15 dias a seis meses.

Mosaico com fotos de todos entrevistados nos países onde moraram. Alguns estão sozinhos outros com grupos de pessoas com quem conviveram lá fora. Blog Vem Por Aqui

Vou responder logo parte da pergunta. Todo mundo achou a experiência muito válida e ninguém se arrependeu.

Só não existe milagre…

O que esperar

Segundo a gerente comercial da Central do Estudante, Ana Carolina Ribeiro, é importante ajustar as expectativas.

Quem não sabe nada, não vai voltar falando se optar por um programa de curta duração, mas vai começar a ter intimidade com o idioma. O curso fora ajuda a ‘soltar a língua’, aumenta o vocabulário e melhora bastante o listening [capacidade de compreender o que é dito].”

Especialistas acreditam que, para adquirir fluência, quem tem apenas um conhecimento básico deve passar de nove meses a um ano estudando no exterior. Quem está no nível intermediário consegue esse efeito em cerca de seis meses. Para quem já passou para o estágio avançado, três meses podem ser suficientes.

Mas, segundo Ana Carolina, quatro semanas já dão algum resultado para quem quer evoluir, principalmente, na parte oral e ter uma experiência fora do Brasil. Menos tempo que isso pode não ser muito proveitoso porque, nos primeiros sete dias, o aluno está se adaptando às novidades, conhecendo a escola, os colegas, os professores… e só começa a se concentrar no aprendizado a partir da segunda semana.

Os cursos de três semanas a um mês de duração, preferidos por profissionais e estudantes de férias, tem bons resultados para quem está entre os níveis intermediário e avançado.

Durante um ano e meio, a estudante de direito Marcela Fraiha fez aulas na Cultura Alemã. Em seguida, morou em Freiburg, na Alemanha, por seis meses, onde continuou estudando o idioma.

Marcela e os colegas de sala e da república onde morou Blog Vem Por Aqui

Até hoje, ela não se considera fluente, mas acha que o período fora ajudou.

Eu melhorei demais, é impressionante!”

Mariana Almeida é psicóloga, tinha feito aulas de inglês ao longo da vida, e não estava satisfeita.

Eu queria melhorar a minha comunicação nas viagens.”

Nas três semanas que passou em Cape Town, na África do Sul, ela acredita que não teria tempo suficiente para um avanço muito grande, mas cumpriu seu objetivo.

Serviu como uma forma de reavivar esse inglês que eu não tenho no dia a dia.”

Mariana contemplando a vista no topo da Lion's Head Blog Vem Por Aqui

Eu mesma, antes de morar na Espanha, onde fiz um máster em Comunicação Empresarial, sabia zero, vírgula zero de espanhol. Fiz três meses de um intensivo por aqui e vivi quase um ano por lá, onde ganhei fluência oral, embora ainda esteja longe de desvendar todos os mistérios da gramática.

Aumento da procura

Apesar de qualquer pesar, cada vez mais pessoas apostam nesse tipo de experiência. De acordo com a última pesquisa da Belta (Brasilian Educational & Language Travel Associantion), a associação das agências de intercâmbio, esse mercado movimentou US$ 2 bilhões de dólares em 2016 e o brasileiro passou a investir, em média, US$ 8.902 em viagens educacionais.

Os cursos de idioma estão em primeiro lugar, seguidos dos cursos que incluem trabalho temporário, intercâmbios de ensino médio e de graduação.

Guilherme Pazzini está em duas estatísticas. Ele contratou a Central do Estudante porque morou por cerca de 20 dias em Barcelona, onde se aprofundou no espanhol, antes de fazer um intercâmbio universitário na capital da Espanha.

As três semanas em Barcelona foram muito importantes para reativar as coisas que eu já tinha aprendido. Eu cheguei muito bem em Madri”

Guilherme no Parc Guell sentado num banco de mosaico colorido Blog Vem Por Aqui

Maiores benefícios

A questão é que, principalmente para línguas mais distantes do português, a parte oral pode demorar a evoluir e a vivência no exterior, ainda que curta, ajuda a desinibir o estudante, além de outras cositas más, como:

– Valorizar o currículo

– Possibilitar a prática diária

– Colaborar no aprendizado de expressões idiomáticas

– Auxiliar na pronúncia correta

– Conhecer a cultura do país e entender melhor o contexto da linguagem

– Evoluir na compreensão e na fala

– Vivenciar uma cultura nova e aprender a lidar com diferenças

Países preferidos  

Os irmãos Cibele e Emanuel Reis são estudantes de medicina. Ela em Palmas e ele em Belo Horizonte. Os dois viajaram em épocas diferentes para fora do Brasil. Cibele esteve na Escócia por dois meses e garante:

O curso valeu muito a pena.”

A futura médica conta que foi do intermediário básico para o avançado ao longo das aulas e que estava numa escola praticamente sem brasileiros (havia apenas uma, além de Cibele).

Cibele e colegas num churrasco promovido pela escola Blog Vem Por Aqui

Emanuel já tinha passado dois meses na Austrália quando voltou à Central do Estudante com vontade de ir para o Canadá. Na turma dele havia dois conterrâneos, mas, segundo o estudante, a maior parte dos alunos era da Ásia e da Europa.

Emanuel sentado no corrimão diante do rio no Polson Pier Blog Vem Por Aqui

Essa nossa preferência pelas terras canadenses também foi registrada no trabalho da Belta. Segundo a pesquisa, o Canadá é o destino número um dos brasileiros que querem estudar no exterior. Os outros sete primeiros lugares da lista também ficam com nações de língua inglesa (Estados Unidos, Austrália, Irlanda, Reino Unido, Nova Zelândia, Malta e África do Sul). Na nona posição aparece a Espanha e, em décimo, a França.

As agências, normalmente, aconselham seus clientes a evitarem a convivência com compatriotas no exterior, já que o objetivo é, justamente, tentar falar o idioma local o maior tempo possível.

Até por isso, Igor Coelho seguiu a mesma direção de Cibele e também escolheu a Escócia.

Igor em frente ao prédio da Modern Art Gallerie

O estudante de engenharia aproveitou o período não só para evoluir no inglês, mas para fazer amizades com pessoas de vários lugares do mundo.

Essa foi uma das melhores partes do intercâmbio. Eu conheci muita gente, inclusive eu tenho contato até hoje com um da Suíça e um da Arábia.”

Os mais jovens costumam ignorar o conselho e gostam de criar uma rede de apoio entre os brasileiros, além de terem os Estados Unidos como um dos países preferidos. Mesmo assim, a experiência traz ganhos.

Larissa Santos viajou com uma amiga quando decidiu passar um mês estudando inglês em Fort Lauderdale, na Flórida. As duas tinham 17 anos e ficaram na casa de uma americana.

Larissa, a amiga e a família americana Blog Vem Por Aqui

Para ela, o amadurecimento foi a melhor herança.

É muito legal a bagagem que a gente traz de volta para casa, no sentido de entender como o mundo é tão maior do que a gente pensa. E me fez amadurecer muito, principalmente nas questões de escolha. ‘Para quem eu vou perguntar se eu posso fazer isso ou não?’ E não tinha ninguém. Então, eu tinha que tomar decisões por mim mesma e enfrentar as consequências.”

Turismo e estudo

Quem só tem o período de férias para fazer o curso fica com o coração dividido entre as vontades de aumentar as qualificações e de se divertir.

Alguns cedem à tentação de fazer um semi-intensivo e cursar de 15 a 20 aulas por semana, (com cerca de 50 minutos cada), para estar livre na parte da tarde. Só que o intensivo é melhor para o aprendizado e não toma muito mais tempo. São 30 aulas com a mesma duração, ou seja, por volta de 15h o aluno está livre.

As escolas também oferecem uma série de atividades extracurriculares, algumas pagas, outras não. Há desde pequenas viagens até sessões de filmes ou visitas a pontos turísticos.

A servidora pública Clarice Marotta foi com a irmã para a França e ficaram 15 dias em Nice.

Clarice e a irmão sentadas numa mureta com o mar ao fundo Blog Vem Por Aqui

A escola onde elas estavam fez até uma degustação de queijos para os alunos. A maior parte dos passeios, no entanto, elas inventavam por conta própria. Depois das aulas, pegavam um trem e iam para cidadezinhas da região.

Eu achei maravilhoso porque você tem a possibilidade de conviver com quem mora lá, então, pode experimentar o modo de vida deles desde a culinária até hábitos, interesses...”

Renilda Fátima é estudante de letras na UFMG, está na quinta viagem com a Central do Estudante, e fez o mesmo que Clarice, usou cada minuto livre para desvendar os lugares por onde passou.

Renilda no vulcão Etna Blog Vem Por Aqui

Na última viagem, para Malta, ela conheceu o máximo que pôde do país e ainda aproveitou a proximidade para ir à Itália.

Quanto custa

O valor de um curso de idiomas no exterior varia muito dependendo do destino, do tempo de duração, do tipo de acomodação, da escola e do formato.

Além das aulas sobre a língua, o aluno pode escolher um pacote que inclua atividades diversas, como esportes ou culinária. Também é preciso definir o modelo, podendo optar por turmas convencionais (normalmente com 10 alunos), para até quatro pessoas, estudo em dupla ou individual.

Prédio da escola com pequena mureta de tijolinhos na frente Blog Vem Por Aqui

Há cursos voltados para iniciantes, para quem quer tirar certificados de idiomas, específicos para profissionais de diferentes áreas…

A hospedagem pode ser em casa de família (com quarto duplo ou individual), repúblicas, alojamentos e até hotéis. Com ou sem refeições incluídas.

Mais genérico impossível, né?

Para que você saiba exatamente de quanto estamos falando e tenha um exemplo prático, vou explicar o meu curso.

Farei um intensivo de quatro semanas, sendo três em Brighton e uma em Eastbourne, cidades costeiras da Inglaterra, próximas a Londres.

Mosaico com duas fotos, a primeira da orla de Eastbourne vista do alto com pier ao fundo e a segunda é do pier de Brighton no anoitecer Blog Vem Por Aqui

Vou ter 30 aulas por semana (com 50 minutos cada, entre 9h e 15h) e vou morar na casa de duas famílias inglesas. O café da manhã e o jantar estão incluídos na hospedagem, que vai ser em quarto individual.

A roupa de cama e banho é fornecida pelos anfitriões e é permitido ao estudante usar a máquina de lavar uma vez por semana.

O custo do curso com a acomodação e as refeições é de £ 1.941, cerca de R$ 8.831.

Segundo Ana Carolina Ribeiro, o Canadá e Malta são os lugares mais baratos para quem quer estudar inglês. Um pacote nos mesmos moldes do meu sai por cerca de R$ 5.500.

Já nos Estados Unidos os valores são parecidos (às vezes um pouco mais altos) com os da Inglaterra. Ana lembra ainda que as melhores escolas de inglês do mundo estão no país europeu.

Quem quer estudar espanhol paga menos optando pela América Latina. Na Argentina, um curso nesses padrões fica em torno de R$ 3.200.

O geólogo Victor Ramos até falava espanhol, mas quis melhorar a gramática e foi para o Chile.

Vitor com o Monte Vila Rica em Pucón ao fungo Blog Vem Por Aqui

Ele se hospedou num alojamento para estudantes e ficou muito feliz com a escolha.

É uma experiência que eu repetiria e recomendo muito para quem tem interesse.”

Desafios

Ter que falar o tempo inteiro um idioma diferente, andar por lugares estranhos, enfrentar o choque cultural, conviver com padrões divergentes e com pessoas que têm objetivos distintos… Os desafios para quem vai estudar fora são os mesmos, tanto num curso de curta duração, quanto num intercâmbio. O que muda, são as proporções.

Morar em casa de família costuma baratear o pacote, mas traz muitas incertezas para quem opta por esses programas.

Clara Viegas viveu durante quatro meses na Irlanda e estava decidida a evitar esse tipo de hospedagem, mas, como fechou tudo em cima da hora, não teve outra opção.

Eu tinha muito medo. Sei lá, você escuta vários casos de gente que diz que foi maltratada... Mas, graças a Deus, não tinha outro tipo de acomodação disponível, porque foi sensacional eu ter ficado na casa de família. Eu tive a oportunidade de ver, realmente, como era a vida deles.”

O casal que hospedou Clara tinha mais de 60 anos e gostava de ter estudantes em casa até para se distrair. Ela conta que eles eram muito pacientes, mostraram a cidade inteira para ela, faziam de tudo para agradar, mas respeitavam muito seu espaço.

Clara e os idosos sentados no sofá Blog Vem Por Aqui

Cibele Reis passou um pouco de aperto na casa de uma mãe separada, de 28 anos, que tinha dois filhos, de 2 e 6 anos de idade. O tempo do banho era limitado e a anfitriã costumava receber amigos. Apesar disso, achou a experiência válida.

O tema do banho costuma aparecer entre os problemas enfrentados pelos estudantes porque muitos anfitriões tratam a hospedagem como uma questão meramente financeira e gastos de luz ou água em excesso diminuem seu benefício. Mas o normal é uma convivência pacífica, já que a maioria sabe que a satisfação do hóspede é fundamental para que continuem fazendo parte dos programas.

A invasão de privacidade, que é um medo enfrentado por muitos brasileiros, é mais rara. Os europeus já são, geralmente, mais reservados do que nós e respeitam muito o espaço e os hábitos do hóspede.

Como percebeu Bruno Varella, que morou por oito semanas em Bristol, na Inglaterra, na casa de um casal que alugava os três quartos da casa para estudantes estrangeiros.

Bruno e os anfitriões dele em Bristol e outro intercambista Blog Vem Por Aqui

Era uma relação profissional, mas bem amigável. Durante o dia a gente não se via porque eles iam trabalhar e a gente ia para a escola, mas, de noite, jantávamos juntos. Eu achei bom porque a gente praticava o inglês com alguém nativo e aprendia melhor como é o dia a dia deles.”

Jantares às 18h, pessoas de calça e sapato na praia, batata em todas as refeições do dia, padrões de limpeza mais elásticos que os nossos… Assim como outros estudantes, Luiza Pontello teve que se adaptar a muitos hábitos diferentes quando morou por seis meses em Brisbane, na Austrália, mas adorou cada passo do processo.

No começo foi difícil, porque é muita coisa para se adaptar, mas a experiência é única. Eu nunca vivi algo tão diferente de tudo que eu estava acostumada. Eu não consigo nem descrever o quanto foi bom.”

Luiza na frente da Opera de Sidney Blog Vem Por Aqui

Cuidados para quem não é tão jovem

Segundo Ana Carolina Ribeiro, da Central do Estudante, mesmo com muita leitura, ajuste de expectativas e espírito aberto, quem já passou dos 35 anos deve tomar alguns cuidados quando opta por um curso no exterior.

De acordo com a gerente comercial, o primeiro deles é em relação à escola. Procurar um curso personalizado ajuda a evitar turmas com alunos mais dispersos e menos propensos aos estudos, como pode acontecer entre os mais jovens.

Ana conta que há unidades que têm turmas separadas por idade, nível de conhecimento e até interesses.

Ela diz ainda que é preciso prestar atenção ao tipo de hospedagem. Um alojamento com quarto e banheiro individual pode evitar conflitos em casas de família para quem já tem suas manias e preza muito pela privacidade. Alguns lugares são exclusivos para adultos e contam até com cozinheiras.

Aos 57 anos, Renilda de Oliveira diz que nunca teve problemas com alunos mais jovens nas turmas que frequentou em vários cursos que fez, mas afirma que não gostou muito da hospedagem em Malta.

Segundo Renilda, o problema não era tanto a idade dos hóspedes, mas a nacionalidade. Num espaço cheio de brasileiros, a estudante de letras diz que o português era corrente ao longo de todo o dia.

Como pretende repetir a experiência, Renilda pensa em alugar um apartamento na próxima oportunidade. E dá uma dica para quem quiser evitar muitos conterrâneos e estudantes mais jovens nos cursos pelo mundo. Segundo ela, passado o verão europeu e as férias de meio de ano do Brasil, a partir de setembro ou outubro, a idade dos participantes dos programas costuma aumentar.

Para Mariana Almeida, a psicóloga que viveu na África do Sul e tem 34 anos, é importante que os professores tenham uma boa percepção dos perfis de cada aluno. No curso que ela fez, por exemplo, eles estavam atentos às diferenças de faixa etária e formavam grupos e passavam atividades pensando nisso.

Opções diferentes

Um tipo de viagem que está se tornando cada vez mais comum são aquelas que incluem atividades de voluntariado. Como fez Danielle Fink, na África do Sul. Estudando veterinária, ela resolveu colocar em prática a vontade de ajudar e escolheu uma reserva perto de Port Elizabeth.

Dani e dois trabalhadores da reserva Blog Vem Por Aqui

Danielle acompanhava o veterinário do local, uma vez por semana, no atendimento aos animais e ficou surpresa com o tipo de trabalho feito por lá. Como o local é um centro de reabilitação e preservação da vida selvagem, o objetivo era interferir o mínimo possível na rotina das espécies.

Você não passa a mão em nenhum animal, o único em que eu encostei foi o elefante.”

E isso porque eles sofreram maus-tratos. Dani ajudou a tratar de elefantes que tinham grandes feridas nas costas porque eram usados para carregar turistas em passeios.

Dani num santuário de elefantes Blog Vem Por Aqui

Os voluntários faziam a manutenção da reserva, repondo cercas, contando as espécies, mas tentando alterar minimamente o habitat.

Até pela rotina pesada, ela acredita que o programa também é ótimo para um público específico.

Eu recomendo muito para pais de adolescentes que querem mandar o filho para fora do país.”

Segundo ela, os mais novos se sentem úteis e passam o dia ocupados com o trabalho, além de aprenderem noções de disciplina e estarem num ambiente vigiado, onde é proibido o consumo de bebida alcoólica. Os alojamentos de homens e mulheres são separados e, ao mesmo tempo, há um suporte muito bom, com acomodações e comida de qualidade.

Recomendações e evolução

Estudar fora costuma deixar marcas tão boas que a tendência de cada um é puxar a sardinha pro seu lado.

Bruno Varella acha que Bristol é o melhor lugar para se aprender inglês.

A cidade é muito interessante para quem vai fazer esse tipo de programa, porque é universitária. A universidade de lá é uma das melhores da Inglaterra, é muito grande, então tem muita gente que vai pra lá estudar. Tem bastante coisa para fazer, muito bar, boates, mas também tem vários programas culturais, museus...”

Clara Viegas acredita que escolheu a cidade ideal na Irlanda.

Prédio da escola visto de frente com tijolos vermelhos e uma torre alta Blog Vem Por Aqui

Escola onde Clara estudou em Cork

Eu aconselho Cork porque não tem tanto brasileiro quanto Dublin.”

Paula Menin morou um mês em Florença, estudando italiano, e acha o sotaque florentino o mais bonito de todos. Por isso, crê que todos os interessados em estudar italiano deviam escolher a capital da Toscana.

Paula no meio de um grupo de pessoas no topo de um prédio com o Duomo aparecendo ao fundo Blog Vem Por Aqui

Paula e os colegas do intercâmbio no bar da Biblioteca delle Oblate

A arquiteta também é prova da evolução que mesmo um período pequeno pode trazer para o aluno.

Eu tinha passaporte italiano, morria de vergonha de não saber o idioma. Meu progresso foi visível, até a professora falou. Eu também tenho um amigo que é italiano e encontrei com ele no início e no final e ele me disse: ‘Você realmente aprendeu.’”

Passar um tempo fora também costuma ser uma ótima alternativa para quem está precisando definir ou redefinir os rumos da carreira. Paula aproveitou a conclusão da faculdade para ter um tempo de se organizar antes de entrar de cabeça na vida profissional e, hoje, está fazendo um curso de urbanismo na Holanda.

Clara Viegas acabou mudando a escolha inicial.

Na verdade, o meu intercâmbio foi um pouco por causa disso, porque eu estava saturada com a minha faculdade e a minha escolha pela Arquitetura. Foi uma questão de autoconhecimento mesmo.”

Desde que voltou, tentou vestibular novamente e está cursando Medicina.

Clara andando de costas num longo caminho de concreto com nuvens ao fundo Blog Vem Por Aqui

Independentemente das razões, quem faz só coleciona benefícios. A partir da próxima semana vou contar aqui o meu dia a dia na Inglaterra e você vai ver, na prática, se está valendo a pena estudar lá e porquê.

Quem tem interesse em saber mais sobre os programas pode entrar em contato com a Central do Estudante. Marque uma conversa com um consultor pelo (31) 3232-3232 ou escreva para contato@centraldoestudante.com.br. A Central atende no Brasil inteiro.

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Comentários

  1. Izolda disse:

    Bom dia
    Por experiência própria na minha familia não foi necessário fazer intercâmbio.
    Na maioria das vezes as pessoas demoram muito tempo para aprender porque os cursos são longos.
    Minha filha se formou em 1 ano na Escola Uptime ,lá trabalhavam a conversação desde o inicio e ouvido .
    Ok !!!!

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